terça-feira, 9 de julho de 2019

RUAS E LUGARES. DIVISAS E LIMITES


RESERVATÓRIO VOTURUÁ-SANTA TERESA






O Reservatório-Túnel Santa Tereza/Voturuá fica nos morros da divisa entre Santos e São Vicente e é a maior reserva em rocha da América Latina. Em São Vicente o acesso é feito pela avenida Anita Costa, junto ao Parque Estadual Voturuá.

A reserva hídrica tem mais de 1 km de extensão dividida em duas câmaras, cada uma com 13 metros de altura e 15 metros de largura. Ela tem a capacidade para receber 110 milhões de litros de água, equivalente a um terço do armazenamento total disponível na região.

Projetada em 1970, a ‘caixa d´água’ gigante é considerada uma das obras mais ousadas feitas pela Sabesp. O reservatório foi inaugurado em 16 de novembro de 1981.
























FONTE DOS ESCAVOS



FONTE DOS ESCRAVOS. Registro feito pelo memorialista vicentino Jorge Simão Filho. Localizado na avenida Minas Gerais, junto ao morro Voturuá, o monumento de pedras era muito frequentado pelos moradores da Vila São Jorge em função da bica de água.



ÍNDIOS, AFRICANOS E EUROPEUS 

EM NOMES DE RUAS, LUGARES E MONUMENTOS.

 
DALMO DUQUE DOS SANTOS


Os acontecimentos e cenários históricos, bem como seus protagonistas, sempre foram alvo da ação dos memorialistas, pessoas e grupos que criam e institucionalizam essas lembranças em forma de monumentos. O mesmo ocorre na elaboração das obras de arte e outros conhecidos registros como a literatura, as reportagens, documentários, enfim, todo tipo de manifestação que possa aguçar e valorizar a memória social e reverenciar suas personalidades. Esta é uma tradição romana que se espalhou pelo mundo ocidental, preservada pela Igreja, exaltada pelos estados monárquicos nacionais e que posteriormente foi reacendida pelo romantismo no século XIX. O Brasil como estado-nação, apesar do seu passado ibérico e latino, só foi fundado nesse período romântico, cuja estética simbólica e monumental era o tom dominante na época. Todos os nossos símbolos nacionais, incluindo a nobreza, foram "inventados" como tradição nacional aparente. Como não tínhamos um passado heróico à altura das tradições europeias e orientais, construímos artificialmente a nossa memória nacional cultuando elegendo e adaptando o passado indianista ao modelo romântico. Assim, o índio foi literalmente transformado numa figura idealizada e alguns dos seus líderes colocados no panteão dos nossos heróis. Já os negros não tiveram o mesmo tratamento porque eram escravizados. Transformar um escravizado no herói de uma sociedade escravagista seria um suicídio estrutural e poderia estimular rebeliões, como realmente aconteceu nesse período no Maranhão, no Pará e na Bahia. Com os indígenas foi diferente, pois já haviam sido dizimados demográfica e culturalmente pelos colonizadores. Não havia o risco de se rebelarem. É por isso que encontramos em todas as cidades monumentos e logradouros com denominação indígena e não raro o nome das próprias cidades e estados remetendo ao seu passado pré-colonial. Quando há necessidade de lembrar algo nesse aspecto, sempre aparece alguma figura memorialista exaltando os feitos e  também recordando a injustiça contra esses personagens do passado. No caso das cidades a institucionalização é feita com base em processos descritivos de investigação e justificavas,  transformadas em leis e decretos municipais. A história de São Vicente e de São Paulo também foi romantizada e posteriormente institucionalizada com as figuras de Tibiriçá, Piquerobi,  Terebê e Bartira. A toponímia vicentina  e suas ruas é repleta de termos da língua tupi. Mas não tem nada ou quase nada dos africanos, com exceção dos poucos descendentes que atuaram no movimento abolicionista. O gentílico popular vicentino “calunga”, de origem africana, até hoje não foi reconhecido oficialmente, talvez porque envolve significados culturais que colidem ideologicamente com as tradições europeias dominantes. Colocar nomes nas ruas, praças, estradas e nos acidentes geográficos é uma forma de respeito e reconhecimento –  no caso dos índios e africanos é também uma “mea culpa”pelos males causados a eles – implica na ideia de que objeto escolhido na homenagem será cotidianamente lembrado como ponto de identificação e motivo de lembrança, mesmo que não haja conhecimento sobre o homenageado ou sobre a intenção dos que prestam essas homenagens.




























PASSEIO NO CENTRO HISTÓRICO. No início da noite saí para passear com o Kiko, cachorrinho salchichinha de 13 anos. Fomos até o Marco Padrão. A praça Tom Jobim está iluminada, limpa e tranquila. Este ano não terá encenação histórica da Vila. Duas viaturas de policia vigiam a passarela e a passagem para a Praça 22 de Janeiro, ainda escura e temerária. Encontrei, ainda na Tom Jobim, dois moradores em situação de rua, um dormindo no chão e outro em um banco. Fiquei alguns minutos apreciando a paisagem e imaginei como era a orla quando foi erguido o Marco e quando os aviões da Esquadrilha Naval fundearam na Baía para comemorar o aniversário de 450 anos da cidade. Dali fui até a Biquinha de Anchieta. Está bem iluminada e alegre. Muitos jovens - quase uma centena, aglomerados e sem máscaras- conversando, muito alegres, alguns fazendo manobras de skate, pois o piso está bem liso. A cor verde-limão da alvenaria contribuiu para dar mais luminosidade ao lugar. Na bica tem senhor enchendo galões de água. As barracas de doces estão todas abertas, preparando-se para o feriado. A estátua de Anchieta ainda faz muitas amizades e selfies. Volto para casa satisfeito. Um passeio rápido e rotineiro. A manhã volto para a minha rotina de ir de bicleta até a Ilha Porchat e depois até a divisa com Santos. Mas volto à Biquinha outras vezes.

Dalmo Duque , 21 de janeiro de 2021. São Vicente na Memória. 






























O condomínio foi projetado pelo arquiteto inglês Ernesto Behrendt (Sílvio Luiz/ AT)

Um recanto vicentino chamado Vila Inglesa

Condomínio de quase 90 anos chama atenção pelas características europeias


A TRIBUNA , 02/09/2109


Não à toa o condomínio tem o nome de Castelinho. A construção de quase 90 anos é destaque na esquina das ruas João Ramalho e Cândido Rodrigues, no meio do Centro de São Vicente e a poucos metros da Praia do Gonzaguinha. O imóvel, com características europeias, é o ponto central de uma área conhecida como Vila Inglesa. Atrás e em volta dele estão 36 casas que formam o Jardim Aralinda. 

A vila e o Castelinho foram projetados pelo arquiteto inglês Ernesto Behrendt, que se inspirou nas casas de seu país para a elaboração das plantas. O pedido foi do dono do terreno, Umberto Gagliasso, casado com uma inglesa. O nome da vila é uma homenagem à sogra dele, Aralinda Forshire. 

O prédio tem três pavimentos e sete apartamentos, com aproximadamente 100 metros quadrados cada e que conservam as características originais. Chamam a atenção duas chaminés no topo, que fazem parte de lareiras, hoje desativadas, e que foram projetadas para aquecer o edifício. 

Síndico do prédio, o aposentado Sérgio Pereira mora há sete anos no local e também pesquisou a história do prédio. “Essa área pertenceu à ferrovia e ficou abandonada. Por volta de 1930, Umberto Gagliasso se encantou com ela. Era de frente para o mar, com muito verde, não existiam esses prédios em volta. Uma maravilha”. 

Segundo ele, há informações de que um dos apartamentos pertenceu a familiares do ex-presidente Campos Sales, que governou o País entre 1898 e 1902. “O apartamento 2 era do ex-prefeito de São Paulo, Miguel Colasuonno (prefeito entre 1973 e 1975). Há reportagens da época dizendo que ele pernoitava aqui com uma viatura da Força Pública (hoje Polícia Militar) na porta para proteger a família”, diz o síndico. 

Jardim Aralinda 


Antigamente aberto, o Jardim Aralinda foi fechado com portões e para entrar é necessário tocar o interfone e ser autorizado por um morador. O cercamento da vila ocorreu na década de 1990, por conta da insegurança causada por usuários de drogas. 

Mas basta entrar para parecer ter viajado a outro local. A alameda de pedras, com jardim central, ainda tem residências com a antiga peroba rosa, madeira resistente usada em escadas, pisos, janelas e portas. Como a casa do comerciante Manuel Alves Lourenço, de 68 anos.

“Aqui há tranquilidade, paz, vizinhança boa e silêncio à noite. Não tirei as características da casa, acho muito bonita”, conta ele, que mora lá com a mulher.

Síndico informal da vila, que apesar de fechada não é um condomínio oficial, Fernando Martinez Martins, de 39 anos, mora há cinco anos em uma das casas. Vive com a mulher Bianca e dois filhos. “Nem parece São Vicente. Eu morava ao lado, em um prédio, e sempre quis morar em casa, consegui uma aqui. É um lugar muito gostoso de morar, muita gente nem sabe que existe”.































Alameda de pedras com jardim central promove viagem no tempo e conquista os moradores pela tranquilidade proporcionada (Sílvio Luiz/ AT):

Imóveis tem importância cultural e histórica em São Vicente

O Castelinho e o Jardim Aralinda não estão entre os 17 imóveis tombados pelo patrimônio histórico, ou seja, podem sofrer alterações. Porém, segundo o historiador Marcos Braga, da Prefeitura, fazem parte de uma lista de bens considerados de importância histórica e cultural.

“Muitas casas foram descaracterizadas, talvez um possível tombamento pudesse ser pontual ao Castelinho, mas é uma discussão que precisa ser feita. Ele é uma referência arquitetônica, afetiva e tem singularidade perante o resto das construções de São Vicente”, diz o historiador. 

Braga ressalta que é preciso ver a distância da construção para o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, que é tombado. Se estiver dentro de um raio de 300 metros, pode ser considerado envoltório de patrimônio e ter algum nível de preservação. 

Com tijolinhos aparentes na fachada, lampiões nas portas, sem muros ou garagens, as casas da vila contam com dois a três pavimentos. Os imóveis foram adquiridos inicialmente por famílias paulistas que desciam a Serra do Mar para aproveitar as férias no Litoral. 

Parecida com a vila do seriado mexicano Chaves, as brincadeiras entre as crianças na rua e os jardins marcam a história do Aralinda.




Avenida Presidente Wilson no sentido praia-centro no final dos anos 1960. IBGE

Avenida Presidente Wilson– Principal via de acesso entre São Vicente e Santos pela orla. Vai do Itararé até o Centro (praças da Bandeira e Cel. Lopes) cruzando o Boa Vista e Gonzaguinha. Antiga rua residencial com casas e sobrados de alto padrão. Foi traçada nos anos 1920 pelo prefeito Jão Francisco Bensdorp e recebeu e primeira estrutura de meio-fios. Foi alargada nos anos 1950 e, a partir dos anos 1980, as residências foram desaparecendo e demolidas para receber edifícios, estabelecimentos comerciais e de serviços: supermercados, escolas, clínicas,etc. O nome escolhido seguiu o modelo santista adotado no José Menino, homenageando o presidente dos EUA que que atuou nos tratados de paz da I Guerra Mundial. Um movimento de memorialistas vicentinos liderados por Fernando Martis Lichti propôs que se mudasse o nome da Presidente Wilson para Bacharel Cosmes Fernandes, o degredado e morador pioneiro da região, expulso de São Vicente por Martim Afonso de Souza, indo se estabelecer em Cananéia. 


Rua da Constituição. Acompanha a rua Coaracy Paranhos no contorno do Morro do Itararé, separada  da avenida da praia pelos trilhos da ferrovia Santos-Mairinque e atual VLT. Originalmente tinha muitas casas residenciais e de veraneio, mais tarde ofuscadas pelos edifícios contruídos na orla. Essa imagem foi capturad pelo Google em 2019.



Abaixo algumas casas construídas na década de 1940




"Rua da Constituição 306 e 318, duas casas construídas por meu bisavó, o galego Benigno Sobral, da região de Pontevedra, fronteira da Espanha com Portugal. São duas das seis casas que construiu nessa rua, local onde se fixou e começou a explorar a pedreira no morro que pertence a Santa Casa de Misericórdia. Morei na 306 durante alguns anos, tem azulejos coloridos e um alpendre feito de pedra maciça, com floreiras esculpidas na pedra, algo impensável para arquitetura atual. As duas casas foram ocupadas durante longos anos pela família Argento, Dudu e Carlinhos (D. Tota) fundadores da Twin, primeira surfshop de Santos. Hoje o VLT tem um ponto de parada quase em frente as casas. A rua está irreconhecível, as árvores que minha avó Placeres plantou e que davam um ar bucólico ao lugar foram arrancadas para dar espaço ao VLT (antigos trilhos da FEPASA) e ao progresso. Esse foto deve ter sido capturada pelos anos de 1950. As paredes esculpidas do morro que forneceu material para obras como a Biquinha e a Ponte Pênsil continuam lá e ainda podem ser vistas pelos que passam pela praia do Itararé".

Acervo e relato: André Luís Ferreira. Santos Antiga


A DIVISA DA PRAIA. Demarcada no lado da orla pelo encontro das avenidas Manoel da Nóbrega (São Vicente) e Presidente Wilson ( Santos), separando as praias e os morros do Itararé e José Menino. Em direção aos morros a rua Princesa divide as duas cidades até bifurcar em direção às ruas João Ribeiro e José Francisco Valença (São Vicente); e Cândido Gomes (Santos). Nessa pequena e populosa parte das duas cidades os turistas que geralmente freqüentam o bairros e usam as centenas de apartamentos de temporada nem percebem em qual cidade estão tal é a proximidades das ruas vicentinas e santistas. Em algumas ruas de ambos os lados ainda existem casas de moradores antigos e que resistiram ao ritmo da febre de construção de prédios. Até o final dos anos 1980 existiam na Divisa dois monumentos demarcatórios: um em homenagem a Martim Afonso, no lado vicentino; e lado santista , a Estátua do Pescador. Amos foram retirado e colocados em outros lugares. Atualmente outro ponto marca a divisa: as estações do VLT: João Ribeiro (São Vicente) , passando pelo túnel até chegar na estação Nossa Senhora de Lourdes (em Santos).



Divisa vista de Santos na década de 1960. Ainda existia a estátua do Pescador, retirad e lavada para a Ponta da Praia. 


DIVISA TAMBORES – Demarcada no lado noroeste da ilha pelo encontro das avenidas Antonio Emmerich (São Vicente) e Nossa Senhora de Fátima, separando também o vicentino Jardim Guassu e a santista Areia Branca, bem como as duas vilas São Jorge, lado direção ao Jabaquara e lado direção ao Voturuá. Próximo ao tambores está a redonda Praça Estado de Israel, na qual foi inaugurada em 1976 a Escola Estadual Cidades Irmãs (atual Neves Prado), também marco divisório. Abaixo o marco rodoviário do Jabaquara indicando as direções dos perímetros santista e vicentino.






























Monumento do Tambores vista de São Vicente, na Avenida Divisória na Zona Noroeste. 


Praça Coronel Lopes – Também conhecida como Praça do Correiro. Confluêcia da av. Presidente Wilson, e ruas Benjamin Constant, João Ramalho e Martim Afonso. Tem como referência a antiga Escola do Povo, Escola Zina de Castro Bicudo, depois Grupão e hoje Ruth Cardoso (ETEC). É também a praça do C.R. Tumiaru e dos box dos camelôs. Nas primeira décadas do século XX essa praça era conhecida como Jardim da City, construído pela Companhia de Eletricidade, composta de de equipamentos de lazer, pequenas alamedas e arranjos de jardinagem. Foto: Final da Avenida Presidente Wilson, na Praça Cornel Lopes, no início dos anos 1980. A esquerda a Lanchonete Pata-Pata e os Correios.

























Praça Cel. Lopes (LIGHT), CORETO da BANDA DE SÃO VICENTE , administrada pela EMPRESA LIGHT conservando os bancos, alamedas e jardins. A praça era cercada com madeiras trabalhadas e pintadas, com horário de ocupação. Dia de semana até as 22:00 horas”


Praça Barão –Instalada entre as rua Frei Gaspar e Jacob Emmerch, sofreu diversas tranformações urbanísticas em função da sua localização estratégica e comercial. Já foi garagem de bondes e rodoviária, onde por muitos anos circulavam os ônibus da linha São Paulo Vicente (das empresas Breda, Rápido São Paulo, Ultra) e também automóveis e taxis. A última mudança ali ocorrida foi a sua tranformação em um bulevard para pedestres mantendo somente uma pista para acesso de carros. De acordo com memorialistas citados a seguir, a “Praça Barão do Rio Branco não atingia a rua Jacob Emerich. Existia um prédio da Cia. City, que integrava o conjunto da ESTAÇÃO DE BONDES e reduzia a Praça e a tornava irregular. O Prefeito Polydoro de Oliveira Bittencourt desapropriou o imóvel e tornou a praça mais ampla”. 


Praça Barão do Rio Branco nos anos 1940.

Praça Barão do Rio Branco nos anos 1950.


A Praça Barão do Rio Branco, criada em 1925 pela Lei Municipal Nº 178, foi um dos logradouros vicentinos que mais sofreu alterações desde os primeiros anos do século. Foi terminal de bondes, desde os tempos de tração animal, teve estação de bondes elétricos, foi ponto final dos ônibus urbanos, foi central de agência de todas as linhas intermunicipais para São Paulo. Inicialmente a praça tinha só meia quadra, depois foi aberta para se estender da Rua Frei Gaspar à Rua Jacob Emmerick, demolindo um anexo da Estação dos Bondes, na qual funcionava a Delegacia de Polícia. Sofreu alargamento do lado da Estação de Bondes da Cia. Ciry em cuja área se instalaram lojas como as Casas Bahia. Nela se realizavam as paradas escolares, cívicas, militares e as grandes concentrações políticas e nela se ergueu a grande pirâmide popular de doação de metais para a ajuda financeira à FEB na 2ª Grande Guerra Mundial, em 1942. Sofreu inversão de direção no tráfego, por três vezes. Foi local escolhido por Antonio Zuffo para a construção do seu grande conjunto comercial, em 1935, o maior construído em São Vicente até então. Nele funcionou a Empresa Royal de Publicidade, com o serviço de alto-falantes, “shows” programas de calouros, campanhas comunitárias, revelações artísticas, comícios políticos e grandes carnavais populares, memoráveis caldeirões de alegria.

Na praça também funcionou o Bar Esporte, por mais de 50 anos instaladas a Associação Comercial, Industrial e Agrícola de São Vicente, em sua sede própria, há muitos anos, nas mesmas dependências onde funcionou a Empresa Royal de Publicidade.

A Rua Martim Afonso – uma importante artéria de escoamento do tráfego em direção à Praça 22 de Janeiro, por ser a única que ligava a Av. Presidente Wilson e a Av. Antonio Emmerick diretamente à Praça 22 de Janeiro – foi interceptada pelo Prefeito Koyu Iha para a grande reforma empreendida na velha praça, transformando-a num logradouro bonito, moderno e funcional para a época, o primeiro “boulevard” vicentino, mas o trânsito ficou caótico.

Em setembro de 2001, a praça foi novamente reformada pela Administração Márcio França. A reabertura da Rua Martim Afonso, através da praça, embora contestada por alguns, revigorou o aspecto do centro comercial vicentino e melhorou extraordinariamente todo o tráfego central, facilitando o acesso da Av. Presidente Wilson e da Av. Antonio Emmerick com a Igreja Matriz, o Parque Cultural Vila de São Vicente, o Parque Ipupiara, o Mercado Municipal e a Ponte Pênsil.

Os estabelecimentos comerciais receberam uma cobertura de acrílico permitindo que a população circule por toda a praça sem se expor à chuva.

A praça ganhou sanitários e proporcionou novas instalações à tradicional banca de jornais e revistas do Walter – o jornaleiro mais antigo de São Vicente, com atividade ininterrupta nesse local há mais de meio século.

JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS JÚNIOR, O “BARÃO DO RIO BRANCO”
Diplomata e político brasileiro, advogado, promotor público e professor. Filho do Visconde do Rio Branco, foi Cônsul-Geral do Brasil em Liverpool – Inglaterra (1876), Ministro Plenipotenciário do Brasil nos EUA (1894)., Ministro das Relações Exteriores nos governos Rodrigues Alves, Afonso Penna, Nilo Peçanha e Hermes Fonseca. Resolveu favoravelmente as questões de limites do Brasil com a Argentina e Bolívia. É autor, além de outras obras, de Episódios da Guerra do Prata e Efemérides Brasileiras. Foi o segundo ocupante da cadeira Nº 34 da Academia Brasileira de Letras. Pouco antes de falecer, foi elevado a Presidente Perpétuo do Instituto Histórico Militar do Brasil.

Fonte: Boletim do IHGSV

 


























Praça Barão do Rio Branco nos anos 1960 e abaixo no final dos anos 1970 já como bulevard.





Frei Gaspar – Talvez a mais extensa rua da cidade e que cruza as principais ruas do centro e dos bairros periféricos da ilha. No início dela, no Gonzaguinha, está o Edifício Gáudio e a Caixa de Péculio dos Funcionário Municipais; logo depois, a Casa do Barão, mais à frente a Praça Barão, o shopping, um incontável número de lojas e salas comerciais, o Hospital São José, o Centro Espírita Cáritas e a Fábrica de Vidros, no fim da Capitão-Mor Aguiar; cruza a Martins Fontes e segue até a avenida Marcolino Xavier de Carvalho (no bairro Tancredo Neves) próximo ao complexo Anchieta e Imigrantes, na Serra do Mar. No passado, próximo à orla , era a rua dos sobrados de classe alta, mais tarde tranformados em pensões para turistas e demolidos para cder lugar aos prédios de apartamentos. Na quadras do centro, é considerada a área  mais valorizada e disputada pelos pontos de comércio e serviços.

 
O início da Rua Frei Gaspar, no Gonzaguinha, onde seria construído o Edifício Gáudio, e os sobrados, também demolidos pela especulação imobiliária praiana. 






















































Início da rua Frei Gaspar, 2016. Membros da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios Frei Gaspar da Madre de Deus na inauguração da estátua do seu patrono, monumento instalado no início da rua.



SANTA MARINA. Anúncio na Polianteia Vicentina em 1982. A foto pode ser mais antiga. Os bairros no entorno da fábrica de vidros ainda possuíam muitos terrenos baldios, sobretudo o Catiapoã, que tinha ferrovia e estação da Sorocabana em uso.

























"Nessa época chamava-se Vichri e era da família do Sebastião Paes de Almeida família rica que construiu esse prédio que desabou recentemente no Largo Paysandu. A linha do trem tinha um ramal que entrava dentro da fábrica para descarregar a areia sílica que vinha de vários pontos do litoral Sul para a fabricação do vidro. Hoje essa areia bem por caminhões de Minas Gerais. Pela facilidade de extrair essa areia nas áreas devolutas em todo o litoral é que essa fábrica foi construída aí hoje dentro do Centro de São Vicente. Conheci um secador de areia na rua Campos Salles onde as areias chegavam de caminhão e eram vendidas para a fábrica. Era da família Dante Chequi. Ângelo e Abílio podem falar sobre isso. O nome correto era Vichry. Depois de Vichry passou a se chamar Vidrobras. Foi comprada pelo grupo frances Saint Gobain também dono da Eternit e da Telhanorte". ( Memória de Jose Roberto Frutuoso).

Antônio Emmerich – Antiga linha do bonde e Matadouro e Divisa dos Tambores. Liga o centro vicentino (praça da Bandeira) a zona Noroeste de Santos. O ponto principal de referência é o quartel do 2º Batalhão de Infantaria Leve-BIL, que ocupa uma grande área do antigo Sítio do Bugre (foto) e atual bairros Cascatinha e Guassu, entre as ruas Albérico Robilarte de Magrini e Américo Martins dos Santos.




























Hotel dos Alemães, instalado no antigo Sítio do Bugre. 

Em 14 de novembro de 1933, o Diário Oficial de São Paulo publicou, em sua página 46 (site JusBrasil, acesso 26/3/2013) um protesto requerido por Manuel Marques Canoilas contra Pompeu Augusto dos Santos e outros, onde Manuel se afirma "arrendatário das terras do sítio do Bugre, também chamadas de Bom Retiro, no qual explora a cultura da banana, mediante cessão que, por escritura pública de 31 de dezembro de 1927, lhe fez Eloy Lopes dos Santos, com a expressa anuência dos sucessores do finado João Antunes dos Santos, então representados pelo de nome Paulo da Costa Menano, que assinou a dita escritura". Prossegue, declarando que "Eloy, por sua vez, havia adquirido anteriormente esse arrendamento por cessão que, em escritura pública de 16 de julho de 1927, lhe fizera José Fidalgo, com o expresso consentimento dos mesmos sucessores de João Antunes dos Santo[s], então representados por Pompeu Augusto dos Santos, que assinou essa escritura". E ainda: "Que, finalmente, José Fidalgo havia obtido esse arrendamento diretamente do proprietário João Antunes dos Santos, em escritura pública de 13 de dezembro de 1923" e "que, findo o contrato, continuou o reclamante na posse das terras locadas, isto é, na posse das terras do Sítio do Bugre, sem oposição dos locadores, ficando assim dita locação prorrogada, por tempo indeterminado (...)".

Moradores antigos recordam que nesse sítio também funcionou uma grande serraria de fabricação de tábuas, de propriedade dos Emmerich. Por serem alemães, a área foi confiscada pelo governo federal e depois ressado e Ministério do Exército, para instalção do Batalhão de Caçadores. Essa medida impediu, por outro lado, a expansão do ramal de EF Sorocabana, ligando direntamente São Vicente com a com a Serra do Mar, passando pela região do atual Horto Municipal de Santos. Esse impedimento forçou a Rede Ferroviária Federal a lotear a o terreno que hoje formam alguns bairros da zona noroeste. (Novo Milênio)


Avenida Capitão-Mor Aguiar – Divide o Centro e o Parque Bitaru, cruzando várias ruas entre esses dois bairros. Seus pontos de referência são: Centro Espírita Redenção-Colégio Henrique Oswald, Igreja São Judas Tadeu, Loja Maçônica Duque de Caxias, Igreja Metodista, Igreja de NS do Amparo e Congregação Cristã. E a feira livre de domingo. Aqui viveu a famosa família Moura, matriz de músicos do Conjunto Calunga. Uma das principais avenidas de São Vicente, em frente onde se localiza o Corpo de Bombeiros, leva o nome de Capitão-mor Aguiar. Nascido em São Vicente em 10 de setembro de 1762, José Gonçalves de Aguiar foi batizado pelo padre Vital Gomes Freire, que está sepultado na Matriz.Além de capitão-mor, nomeado pelo rei de Portugal, José Gonçalves Aguiar foi também grande lavrador, um dos maiores produtores de farinha da região. Em 1823, ele aparece no recenseamento com uma produção de 200 alqueires.O capitão-mor também foi um dos proprietários mais importantes da Fortaleza de Itaipu. Responsável pelo recenseamento da cidade em 1813, foi ainda edil e juiz, vereador, procurador da Irmandade do Santíssimo Sacramento, juiz municipal e presidente do Senado da Câmara em 1822.Dele descendem importantes famílias vicentinas, entre elas, a de Ariel Ribas, ex-funcionário da Prefeitura.Último capitão-mor de São Vicente, José Gonçalves Aguiar faleceu em 22 de dezembro de 1843 e foi sepultado na Igreja Matriz. (Boletim IHGSV)






























Avenida Cap. Mor Aguiar no início do século XX na altura do Guamium (Porto Tumiaru), esquina com a Av. Cap. Luiz Antonio Pimenta. 

O MORRINHO DO  GUAMIUM. 
Memória de Regina França Castor.

 

Fiz os primeiros anos numa escolinha no fim do Guamium, hoje rua Japão. Era escola para os filhos de pescadores. O Guamium era rua dos pescadores. Era uma escolinha de dois andares , embaixo de alvenaria, tipo pátio e em cima , de madeira, uma sala só, que era a classe. Da janela eu via a maré, os pescadores. Quando estava no 3º ano, mudamos para a sede da Colônia de Pescadores Z4, ao lado de onde são os bombeiros. Hoje é o Raquel de Castro. Com 11 anos fui para o Martim Afonso, onde me formei professora.
A juventude vicentina participava de cinema, matinês nos clubes da época: Praia Clube, Beira Mar, Tumiaru. Era uma juventude sadia,não se tinha conhecimento de drogas.
Meu pai, Dirceu França, trabalhava na Companhia Anglo, firma inglesa. Meu avô paterno era dentista e atleta. Tem uma rua em SV com o nome dele, Jadel França. Minha mãe foi telefonista até eu nascer. Depois trabalhava em casa, costurava roupa masculina
No meu tempo existiam duas escolas importantes: Martim Afonso e Canadá (Santos). A escola Nações Unidas era particular, e quem não tinha capacidade ia estudar lá. Era o pensamento da época: pagou, passou ,rs
A família Simão era muito unida, todos nasceram no morrinho e saíram casados.Nos fins de semana todos vinham visitar minha avó, Maria Amélia Costa Simão. Minha avó era filha de portugueses.
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CAMINHO PARA A PRAIA GRANDE
Antes da Ponte Pênsil, via obrigatória para se chegar às atraentes praias, o serviço de travessia do Mar Pequeno era feito por canoas e umas poucas balsas, que partiam, quando da maré alta, de um simulacro de porto, a que alguns degraus de pedra facilitavam o acesso. localizado onde hoje se acha o Grupo Escolar “Raquel de Castro Ferreira”. No refluxo da maré, o embarque então, era feito no Paquetá (Jardim ainda existente, hoje, ao lado do extinto restaurante Mar & Bar. Mais tarde, esse meio de locomoção passou a ser feito por lanchas a querosene e depois a gasolina, por iniciativa de Luiz Pinto de Amorim, que mandou construir às suas expensas para uso próprio, um cais, não muito extenso, porém sólido, e que logo depois franqueou a todos quantos dele precisassem fazer uso. Tomou-se de grande utilidade este local de atracação. Eram mantidos permanentemente do lado de cá, dois canoeiros e do lado de lá, também.

O PROGRESSO ACABOU COM O MEIO DE VIDA DE MEU AVÔ
Meu avô, Ayub Elias Simão, um sírio de Douma (hoje no Líbano), aos 12 anos, em 1890, (com o irmão João Elias Simão Chalhoub de 23) , desgarrou-se de sua terra natal e veio para o Brasil clandestinamente em um navio radicando-se em São Vicente. Adulto, em 1898 casou-se com Maria Amélia da Costa de 18, filha de Germano Francisco da Costa (que instalou as primeiras luzes com lampião, em São Vicente) e Francisca Cândida de Oliveira Costa. Foi um dos barqueiros do transporte marítimo entre São Vicente e Praia Grande conforme matéria acima, “até quando veio o progresso, em 1914”, com a inauguração da Ponte Pênsil. O casal teve 14 filhos, dos quais: Cândida, Cacilda, Julieta, Zelma, Yolanda e Adib, faleceram ainda pequenos. Os oito que sobreviveram, Maria, Elias (que foi soldado constitucionalista - foto abaixo), Jorge, Hildebrando, Cartum, Ayub, Syrio e Helena, casaram-se, tiveram muitos filhos, netos e bisnetos na casa anteriormente Nº 5 da Av. Capitão Mor Aguiar.
http://www.saovicentealternativa.com.br - Reminiscências (Jorge Simão Filho)
http://www.familiasimao.com.br/




Rua Marquês de São Vicente - Defronte ao casarão que mais tarde transformou-se no “COLÉGIO NAÇÕES UNIDAS” do professor CARLINHOS; Nesta rua residiram as famílias de OSVALDO LESCRECK; Dentista DR. PIRES NOBRE; JÔNIO GARIBALDI GARCIA, que casou com a filha do Dr. Pires Nobre; senhor NICOLINO BOZZELA, pai e avô do ex-vereador BOZELLA FILHO e NETO; Família MOURA, de MAURICY, MAURICIO e LECO; Família RETZ, pais da MARIA DE LOURDES, mãe da TÂNIA e prima da RAQUEL RETZ; JOSÉ LINO CAVALEIRO que tinha a sua carroça de verduras; E posteriormente GERALDO VOLPE, ex- vereador e HAROLDO LUDUVICE, procurador do estado, entre outros. (Memórias de WILSON VERTA e VICTOR LOPES VALEIJE, OSVALDO LESCRECK e JULIO VASQUEZ)

Emb. Pedro de Toledo -Antônio Rodrigues- 11 de Junho- Margeiam a orla do Gonzaguinha até o bairro Boa Vista e Praia do Itararé. A Baía de São Vicente é, sem dúvida, uma das mais bonitas do litoral brasileiro. É o principal acesso entre Santos e Praia Grande, pela Ponte Pênsil. Esse trecho da orla vicentina foi entre os anos 1920 e 1950 um agradável e bucólico balneário das famílias paulistanas de classe média alta, incluindo a do presidente Washington Luiz. Nos anos 1960 foi tomada por uma onda de especulação imobiliária que varreu do bairro as antigas casas para dar espaço a edifícios de apartamentos. São Vicente rivalizava com o Guarujá e com Santos na disputa por turistas de alto poder aquisitivo. Cenas de filmes como Sai da Frente (Mazzaropi) e São Paulo Sociedade Anônima foram gravadas nessas dua orlas, atestandado a fama e o prestígio das praias vicentinas naquela época. Data desse período a fundação do Ilha Porchat Club, bem como a ocupação e loteamento da ilha.



































A Vila Betânia (Boa Vista ) no início do século XX: à esquerda a rua que daria origem a avenida Presidente Wilson. À direira a praia onde seriam construída a avenida Antonio Rodrigues e sua junça com a rua 11 de junho, em direção ao Itararé e Ilha Porchat.

Ilha Porchat – A antiga ilha do Mudo foi urbanizada nos anos 1940 para receber lotetamento e alamedas de acesso aos emprrendimentos imobiliários de alto padrão. A ilha foi ligada ao Boa Vista pela Alameda Paulo Gonçalves, interrompendo o fluxo de marés entre a Baía de São Vicente e o Itararé. 

Praia dos Milionários - Pequeno trecho  entre a Praia do Gonzaguinha e o Itararé de onde se vê praticamente toda a Baía de São Vicente, parte da área continental e a Ilha Porchat. A pequena praia teve fases históricas de chácaras, mansões e depois edifícios de apartamentos.

 

Mansão já abandonada da Praia do Milionários nos anos 1970 e que seria demolida para dar lugar a um grande edifício. Imagem: São Vicente de Outrora. 


Praça 22 de Janeiro -Confluência das ruas do Colégio, Martim Afonso, Padre Manoel, Padre Anchieta, Embaixador Pedro de Toledo e Getúlio Vargas. Um das mais antigas e a maior da cidade, especialmente modelada para receber o monumento comemorativo do 4º centenário da descoberta do Brasil, inaugurado em 22 de abril de 1900. Na praça 22 de Janeiro há um monumento, projeto de Benedito Calixto, inaugurado em 1900, relativo ao IV Centenário do Descobrimento do Brasil. Contém uma homenagem à fundação de São Vicente, o brasão de armas de Martim Afonso e um medalhão com a cruz da Ordem de Cristo. Conforme a edição de 1920 da Commissão, próximo a esse monumento, no sopé do Morro dos Barbosas, havia o colégio voltado para a atual Igreja Matriz com sua fonte. “... um pouco acima do logar em que foi estabelecido o collegio, existe ainda bem conservada a fonte, a qual abastecia o mesmo collegio.” Essa fonte é conhecida como a Bica dos Padres (COMMISSÃO GEOGRAPHICA E GEOLOGICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1920, p. VI e VII). (São Vicente e o Largo de Santo Antonio)



Praça 22 de Janeiro nos anos 1930, vista do Morro do Barbosas. 



Rua Visconde de Tamandaré – Entre a rua do Colégio e a Jacob Emmerich. Tem como ponto de refrência o Centro Espírita Paulo e Estêvão e o Sindicato dos Funcionarios Públicos Municipais de São Vicente.

TERTÚLIAS MUSICAIS

A saudosa pianista Sra. Mafalda Medeiros de Albuquerque, de tradicional família paulista, que por muito tempo viveu em São Vicente, promovia habitualmente reuniões musicais em sua residência. Sempre que Eduardo Souto vinha rever amigos em sua terra natal era ele figura das mais requisitadas mercê de sua simpatia pessoal e talento artístico. A casa em que viveu D. Mafalda já não mais existe. Ficava na Rua Visconde Tamandaré, próxima à Rua Frei Gaspar, junto à Esquina da Saudade, nas imediações de onde hoje está instalada a fábrica de vidros. (Vultos Vicentinos)

Mal. Deodoro - Martins Fontes - Quintino Bocaiuva – Chamada de Linha Amarela, ligando o Itararé à Esplanada dos Barreiros, juntamente com a antiga linha do trem, hoje VLT.



Vila Valença, Jardim Independência e Morro do Vuturuá. Avenidas Quintino Bocaiuva e Mal. Deodoro dividida pela linha do VLT. 

Manoel da Nóbrega – Ayrton Senna – Orla da Praia do Itararé até a divisa com Santos, no José Menino.


ITARARÉ INÍCIO DO ANOS 70, ainda com tanque dos Golfinhos e o José Menino sem o Emissário de Esgoto Submarino. Destaque para o Tapetão, as duas pistas da avenida Manel da Nóbrega.
Foto: Wilson Correa. Publicação Original: São Vicente de Outrora


Nações Unidas – Cidade de Santos – Mascarenhas de Moraes – As principais vias de acesso da Vila Margarida, pelo Bitaru, Esplanada dos Barreiros e Cidade Náutica.

Guarani- Carijós – Ligam as ruas Frei Gaspar e avenidas Augusto Severo e Salgado Filho, do Parque São Vicente ao Jockey Clube. 

Pérsio Queirós Filho – Liga o centro aos bairros Catiapoã, Jardim Nosso Lar e os Diques. Os pontos de referencia são o posto do INSS e o Golf Club.

Imigrantes I – Via de acesso à Rodovia dos Imigrantes passando por Praia Grande, São Vicente e Cubatão, na área continental (Vila Emma, Vila Nova São Vicente, Rio Branco, Humaitá, Parque das Bandeiras). 

Imigrantes II – Via de acesso à Rodovia passando por Praia Grande, São Vicente e Cubatão, na área insular (Japui, Ponte do Mar Pequeno, Vila Margarida, Bitaru, Beira Mar Esplanada dos Barreiros, Cidade Náutica, Tancredo Neves e Cubatão).


Cruzamento da rodovia dos Imigrantes, via de acesso na altura da Cidade Náutica. 



Golf Club, Avenida Pérsio de Queiroz Filho. O reduto da aristocracia - O clube, embora poucos na região o saibam, é um dos mais antigos na Baixada Santista. Como clube de golfe é o segundo mais antigo do Brasil. Fica localizado no bairro do Catiapoã. O golfe chega ao Brasil no final do século XIX, por iniciativa de engenheiros ingleses e escoceses que construíam a Estrada de Ferro Santos – Jundiaí, a São Paulo Railway. Em 1915, o inglês Henry L. Wright, junto à elite empresária ligada ao comércio de importação e exportação, fundou o Santos São Vicente Golf Club. 

Angelina Pretti da Silva – Quarentenário- Ulisses Guimarães – As principais vias de acesso à área continental, pela Ponte dos Barreiros, até o Rio Branco, Rio Negro, Samaritá, Humaitá e Parque das Bandeiras.

Anita Costa – Liga Vila Melo à Vila São Jorge, Jardim Independência e Voturuá. É uma das ruas mais antigas da cidade. O trecho próximo ao Morro e Parque Voturuá, esquina com a rua catalão, ainda mantém a pavimentação em paralelepipedo.

Costa Rego – Rua principal da Vila São Jorge, entre a Antônio Emmerich e o canal da Monteiro Lobato.

Cap. Luiz Horneux – Penedo – Augusto Severo- Manoel de Abreu. Começa no Guassu, passa no Catarina de Moraes, Dique das Caixetas e segue em direção ao Jockey e a rodovia dos Imigrantes, na Cidade Náutica

Praça João Pessoa- Confluência das ruas XV de Novembro, Henrique Ablas Filho, Erasmo Schertz, Djalma Dutra, Padre Manoel e Marquês de São Vicente. Tem como referências a Igreja Matriz, o Mercado Municipal e o Parque Cultural Vila de São Vicente. Neste local existia o antigo Largo de Santo Antonio, conforme demonstra o mapa de Santos e São Vicente, feito por Jules Martin, em 1878; e também a reconstituição do mapa da Vila feita por Benedito Calixto em 1900.




No centro da praça encontra-se o busto do grande pintor Benedito Calixto, esculpido por Domingos Savorelli e inaugurado em 1953. Benedito Calixto de Jesus foi pintor, professor, historiador e ensaísta. Nasceu em Conceição de Itanhaém, São Paulo, em 1853 e morreu na capital de São Paulo em 1927. Também atuou como cartógrafo, realizando ensaios de mapas de Santos, e como historiador, escreveu sobre as capitanias paulistas.Localizada no centro da cidade, a Praça João Pessoa, bem próxima à Biquinha de Anchieta, fica em uma área considerada rica em história. Em séculos passados, foi o local mais importante de São Vicente. Sediava os principais prédios, como a Câmara Municipal, a Cadeia, a primeira Escola do Povo, além da Igreja Matriz. Era nessa praça, que antes recebera o nome de Largo Baptista Pereira e depois Largo Santo Antônio, que, no início do século XVIII, reunia-se o povo em geral. Centro das atenções, era naquela praça que os destinos da cidade e de sua gente eram decididos. (Biblioteca Digital do IBGE, referente ao estado da praça antes da construção da replica da Vila de São Vicente)

Prefeito José Monteiro- Divide a Vila Valença e o Jardim Independência, iniciando na Av. Mal. Deodoro e termindo na Antonio Emmerch. Endereço da antiga Pedreira Voturuí e depois Hipermercado Carrefour. Na Década de 1970, próximo à rua Uberaba, funcionou uma fábrica de calçados. Na esquina com a rua Niterói está estabelecida há décadas a loja Market de Materiais de Construção. 

IGREJINHA E MORRINHO. “Rua da Igrejinha, a rua Uberaba era chamada assim por nós moradores antigos, pois nela havia uma igreja evangélica. Na esquina dela com a Anita Costa morava a família Tarraço,  o Luiz estudou comigo. A rua Rio de Janeiro ficava no Morrinho, pois até 1960 toda a região do fim da Catalão até  a José Monteiro era mata que cobria um morrinho  formando um triângulo com o canal da José Monteiro. Nós, crianças, escondidos de nossos pais, iamos à  matinê do Cine Petrópolis pela beirada do mato ao invés de subir a Anita Costa, uma aventura, olhe só o perigo. Os terrenos pertenciam à Santa Casa que depois fez a terraplanagem do morrinho e o loteamento.Nessa mata existiam muitos pés de coquinho”. (Memória de Neide Andrade)

 


Monteiro Lobato – Minas Gerais – Vai da Vila Valença até a Vila São Jorge, na chamada Linha Vermelha. Acesso ao Parque Voturuá e ao bairro do Jabaquara , em Santos. Essa avenida é dividida por uma canal que provavelmente era o leito do Rio Itararé nascido no morro do mesmo nome e que seguia em direção à divisa de Santos desaguando no Rio São Jorge . 



Canal no trecho da Avenida Monteiro Lobato, na Vila Valença, no cruzamento com a rua Dom Lara.



Canal no trecho da avenida Minas Gerais, Vila São Jorge, denominado recentemente também como Linha Vermelha. Foto: SEICOM


Cap. Luiz Antônio Pimenta- Avenida duplicada na década de 1980 no antigo bairro Guamium ou Vila dos Pescadores, entre a Capitão-Mor Aguiar e o Bitaru. Acesso à Vila Margarida pelo Viaduto Mário Covas. Acesso à Praia Grande e à Rodovia do Imigrantes. Seus pontos de referência são: Bombeiros, rua Japão e Praça Kotuku Iha, Escola República de Portugal, Centro de Estudos da Unesp e o Centro de Convenções.

Bairro Guamium e antiga rua Guamium rebatizada rua Japão- Praça Kotuku Iha – Começa na Avenida Luiz Antonio Pimenta como sequência da rua Bento Viana e percorre as margens do Mar Pequeno até a rua 307 (ainda sem nome) e que dá acesso à alça da Imigrantes.

A Rua Japão (antiga Guamium) é uma pequena via que margeia o estuário, em frente a qual se encontra cerca de 120 casas. Numa mistura de raças e histórias, a bucólica rua começa na Avenida Capitão Luiz Pimenta e termina junto à Ponte do Mar Pequeno, no Parque Bitarú, sendo dona de uma paisagem privilegiada. Localizada entre o mar e um pedaço de mangue, seus moradores afirmam que a pesca lá é praticada desde que ele começou a ser habitado, e ainda hoje é conhecida como o reduto dos pescadores. Recebeu esse nome em 1958, durante as comemorações do Cinquentenário da Imigração Japonesa no Brasil. Antes disso se chamou Guamiun, Curtume, Matadouro, Rio D’Avó e Portinho. Apesar do nome, são poucos os japoneses residentes no local. Mas os que lá estão, ali nasceram e seus pais vieram para cá por ocasião da Primeira Guerra Mundial. A população, que antigamente contava só com famílias de pescadores, é composta por trabalhadores urbanos de baixa renda, descendentes de antigos pescadores ou não, e pescadores profissionais artesanais. Estima-se que na década de 1980 havia cerca de 65 pescadores artesanais residindo na rua, além de outros pescadores que moravam ao redor no bairro do Bitarú.


Cruzamento das ruas Bento Viana, rua Japão e avenida Cap. Luiz Antonio Pimenta, no Bitaru. 



A Rua Japão é como uma pequena aldeia (antiga Vila dos Pescadores). A maioria é parente, todos se conhecem e se ajudam. Lá vivem famílias há gerações, que acreditam que o local carrega tantas histórias que seria impossível a mudança para qualquer outro lugar, e com isso criam suas famílias em casas que existem desde o século XX. Inaugurada em agosto de 1998, a Praça Kotoku Iha se caracteriza como o marco da Rua Japão, que ficou conhecida como um núcleo de pescadores. A ideia de transformar o local em um recanto japonês partiu da união de São Vicente com a cidade de Naha, na Província de Okinawa, no Japão, que é cidade-irmã. A área é famosa por seu portal e pedra da sorte. Situada no estuário de São Vicente. (Reabilitação Urbuna e Cultural na Rua Japão em São Vicente)-


Rua Japão, em frente ao estuário do Mar Pequeno.


Salgado Filho – Avenida de acesso ao bairro do Jockey Clube e diques. Entre as avenidas Augusto Severo e Mecanizada, no Largo do Pompeba.

Newton Prado-Getúlio Vargas- Contorno do Morro dos Barbosas e acesso à Ponte Pênsil, Parque Prainha, Japuí e Praia Grande; e à rua Japão, Bitaru, Imigrantes e Vila Margarida.

José Bonifácio – Do Gonzaguinha ao Centro, entre a Bem. Pedro de Toledo e a XV de Novembro. Rua de antigos casarões de veraneio no início do século XX e principalmente do Ginásio Estadual Martim Afonso.


Fachada da Pensão Familiar, de Iracema de Oliveira Ross, nos anos 1930, imóvel de propriedade de Francisca Richard, na Rua José Bonifácio, 14, onde mais tarde seria construído o prédio do Ginásio Estadual Martim Afonso de Souza( anexando os números 42 e 102). Acervo familiar publicado na tese "Zina de Castro Bicudo, uma vida voltada para a educação", das pesquisadoras Lisete Moraes e Maria Suzel Gil Frutuoso. Revista Leopoldianum. Ano 41, 2015 nºs113, 114 e 115


Caminho dos Barreiros – Rua antiga que liga a Esplanada dos Barreiros e o Beira-Mar ao Centro.

Colégio – Rua central antiga, da Capitão-Mor Aguiar e Morro dos Barbosas, dando acesso à Praça 22 de janeiro, Biquinha, Ponte Pênsil, Gonzaguinha e ao Centro, pela rua Padre Anchieta. Nela foi instalada nos tempos coloniais pelos jesuítas o Colégio dos Meninos. 

Tupiniquins-Saturnino de Brito- Avenidas do Japui, com acesso aos parques da Prainha e Xixová (praias de Parapuã e Quitanduva). Acesso à Praia Grande e Imigrantes.

Mota Lima – Rua antiga da Vila Melo, iniciando na Antônio Emmerich em direção ao Catiapoã. Sua referência é o Clube Esportivo Continental.

Jacob Emmerich – Entre a José Gonçalves Paim– cruzando a Capitão-Mor Aguiar, passando pelo Centro - e a Emb. Pedro de Toledo, no Gonzaguinha. É a rua do Fórum, Associação Comercial e Câmara Municipal.

Martim Afonso – Rua central antiga, entre a praças Cel Lopes e 22 de janeiro, passando pela Praça Barão. Na esquina dessa rua com a rua Jacob Emerich residia o Capitão Gregório Inocêncio de Freitas, intentendente da cidade e que recepcionou em sua casa a Princessa Isabel,o Conde d’Eu e os filhos do casal imperial quando da visita que fizeram a Santos e São Vicente em 1885. Na rua Martim Afonso residiu também o pintor Benedito Calixto, onde mantinha seu ateliê. Na quadra seguinte, após a rua José Bonifácio, se localizava casa da casa de verão construída em 189, por Rafael Tobias de Aguiar Barros, 2º Barão de Piracicaba, onde hoje funciona a casa-museu Martim Afonso. 


XV de Novembro - Rua central e comercial entre as ruas Benjamin Constant e Marquês de São Vicente, com importantes cruzamentos e paralelas que levam até a Igreja da Matriz e o Mercado Municipal. 

Praça Bernadino de Campos – Confluência das ruas Erasmo Shertz, Santa Cruz, Campo Sales, Ipiranga e João Souza e Lima Machado.

Saturnino de Brito. Avenida que contorna o Morro do Japui e dá acesso à Praianha, na parte contimental da Baía de São Vicente. Inicia na Ponte Pênsil e termina no portão de acesso Parque Estadual Xivová.



Avenida Satunino de Brito, na Prainha. Começa na Ponte Pênsil e vai até o portão do Parque Estadual Japuí-Xixová, entrada para a praia Paranapuã. Área Continental, Lado Praia.



Prainha do Japui - Acesso pela Pênsil e à pé pelas escadarias pluviais da avenida saturnino de Brito.







QUANTAS RUAS TEMOS HOJE? 


Em 1980 São Vicente tinha 450 ruas oficiais e cerca de 75 mil habitantes, revelando uma mudança brusca e rápida da paisagem urbana iniciada na década de 1930 com a ocupação da orla e do mangue. Nessa época a área continental ainda era distante e desconectada da área insular, situação que mudaria drasticamente nas duas décadas seguintes surgindo ali núcleos que hoje somam mais de 100 mil moradores. Temos hoje um total de 365 mil habitantes. Entre as já momeadas e projetadas, traçadas num total de 45 bairros (Lei complementar Nº 987/2020 de 16 de Março de 2020) São Vicente conta hoja com quase cinco mil ruas.

CONHEÇA AS RUAS DE SUA CIDADE

NARCIS0 VITAL DE CARVALHO





ADVERTÊNCIA: dos logradouros pesquisados e publicados originalmente pelo autor em 1983, selecionamos apenas as que ganharam nomes de vicentinos natos e residentes ou ainda de pessoas de destaque na região e que tiveram ligação histórica com a cidade de São Vicente.


INTRODUÇÃO

Quando iniciamos esse trabalho encontramos sobre assunto de cópia de preciosos dados mas, infelizmente, esparsos e nem sempre de fácil obtenção.

Já os antigos romanos davam denominação á ruas. Constituíam essas, então, como hoje, fatores de extraordinário valor para o estudo da antiga Roma e, portanto,para o conhecimento da suas vida, do mérito de seus varões, dos seus acontecimentos e atos memoráveis, em suma, de suas história e evolução.

É no dístico das placas das vias públicas que a história da pátria se enlaça com a do município, para compartirem juntos, os louros conquistados por aqueles cujos nomes fulguram nas ciências , nas artes, nos claros feitos das armas, na religião e até mesmo no grêmio da família.

No cunhal da esquina vamos encontrar muitas vezes, em sintética legenda, a origem de uma grande cidade.

Várias alterações foram efetuadas nas nomenclaturas das ruas.

A rua 31 de outubro, por exemplo, que trazia-nos à memória a libertação dos últimos escravizados em São Vicente, fato esse sucedido em 1886, portanto, dois anos antes da famosa Lei Áurea, hoje é denominada rua Tibiriçá. 

Foram também substituídos os nomes da Misericórdia, para avenida Presidente Wilson; rua do Imperador, para rua XV de Novembro, inicialmente até os trilhos da Sorocabana, e mais tarde prolongando-se pela antiga rua Ca-a-oby; rua Sete de Setembro, por já existir a rua do Ipiranga, para rua Pero Corrêa, de rua 25 de março para rua Messia- Assu; rua Hipólito da Silva para rua Amador Bueno; do Largo Batista Pereira para Largo Santo Antonio e depois Praça João Pessoa; de Travessa das Flores para rua João de Souza; de rua Conselheiro Nébias para rua do Colégio; de Largo 13 de Maio para Praça 22 de janeiro; de rua 24 de maio para rua 13 de Maio; de rua da Caixa D’Água par rua Henrique Ablas; ; de Linha Via Matadouro para avenida Antonio Emmerich; de avenidade Paulo Correia Galvão para avenida D. João III; de rua Aurora para rua Lima Machado; de rua Nova para rua Martim Afonso; de Avenida Piqueroby para avenida Newton Prado; de rua Municipal para rua Jacob Emmerich.

De Caminho Itararé para rua San Martin; de rua Juquiá para Antonio Militão Azevedo; de avenida das Indústrias para avenida Capitão Luiz Antonio Pimenta; de rua da Misericórdia para rua da Constituição; de praça Marechal Deodoro para Praça Oswaldo Cruz; de Álvaro Macedo Guimarães para avenida Capitão Antão de Moura; de avenida Jóquei Clube para avenida Senador Salgado Filho; de rua do Golf Clube para rua Marcílio Dias do Nascimento; de avenida Luiz de Grã para avenida Nossa Senhora das Graças; de rua Santos Dumont para rua Francisco Xavier dos Passos, em virtude de já haver logradouro com o nome daquele glorioso pioneiro da aviação; de rua das Sete Casas para rua Santa Cruz; de rua do Porto para Marquês de São Vicente.

Concluído este nosso trabalho, esperamos que ele possa ser útil aos nossos estudantes e a todos os amantes das coisas da nossa querida Cellula Mater, pois essa foi a nossa intenção.


Narciso Vital de Carvalho



RUA PROFESSORA LOVELY PLAUCHUT. Nome de rua que os mapas e placas atuais indicam como "professor", mas que na verdade se trata de uma antiga educadora da Escola do Povo. Fonte: Conheça as Ruas da sua Cidade, de Narciso Vital de Carvalho.

Ver também Memória da Educação em São Vicente
http://peabirucalunga.blogspot.com/2009/04/blog-post.html





PRAÇA 21 IRMÃOS AMIGOS



Simbolizando o Clube Clube 21 Irmãos Amigos foi fundado em 09 de unho de 1971,a praça foi construída na orla do Itararé, junto ao acesso à ilha Porchat. Possui o mapa do Brasil, feito em concreto, com cerca de 20 metros de extensão. Oginalmente os estados representados no pavilhão da bandeiras ficavam iluminados quando tocava-se nas placas colocadas embaixo dos mastros. As placas informavam o nome da capital de cada estado e o número de habitantes. Além do mapa, havia num painel de vidro todos os tipos de vegetação e de terra de cada região. Os nomes de todos os que trabalharam na construção do monumento está ali registrado.




PRAÇA 21 IRMÃOS AMIGOS VISTA DE CIMA. O exprefeito e ex-governador Márcio França informa na página "Amigos do Martim Afonso" que durante a construção a prefeitura trouxe terra de cada dos estados para nelas fossem plantados os ornamentos do jardim do Mapa do Brasil.



HORTO MUNICIPAL E PARQUE ECOLÓGICO VOTURUÁ





























































No recinto também está instalado o Museu dos Escravos, tombado como Patrimônio Histórico em 2011. "O museu foi inaugurado em 13 de maio de 1976, com aproximadamente 800 obras do artista plástico Geraldo Albertini, que viveu na cidade. O imóvel foi construído em taipa, feito de madeira e barro, e nele era possível aprender sobre a história dos escravos desde a colonização até a Lei Áurea" (G1). Fotos G1 e Parque Zoológico Voturuá.

ORIGEM DO PARQUE


Em 21 de setembro de 1954 era inaugurado o Horto Municipal de São Vicente, na administração do prefeito Charles Dantas Forbes. A organização do recinto ficou sob a responsabilidade da Diretoria de Produção, Parques e Jardins, chefiada por Gabriel Lopes Pereira Filho, que trabalhou nesse setor durante 30 anos, onde aposentou-se. Gabriel foi também o organizador do Horto Municipal do Guarujá, sendo depois reintegrado no antigo cargo, em 1960, pelo prefeito Jonas Rodrigues. Nesse período o Horto era o principal forncedor de mudas de plantas de todas as áreas verdes de São Vicente . Em 1988 o Horto foi transformado em Parque Ecológico e em 2010, oficialmente em Zoológico. Fotos: Parque Zoológico Voturuá. Dados históricos: Narciso Vital de Carvalho.







Em 21 de setembro de 1954 era inaugurado o Horto Municipal de São Vicente, na administração do prefeito Charles Dantas Forbes. A organização do recinto ficou sob a responsabilidade da Diretoria de Produção, Parques e Jardins, chefiada por Gabriel Lopes Pereira Filho, que trabalhou nesse setor durante 30 anos, onde aposentou-se. Gabriel foi também o organizador do Horto Municipal do Guarujá, sendo depois reintegrado no antigo cargo, em 1960, pelo prefeito Jonas Rodrigues. Nesse período o Horto era o principal forncedor de mudas de plantas de todas as áreas verdes de São Vicente . Em 1988 o Horto foi transformado em Parque Ecológico e em 2010, oficialmente em Zoológico. Fotos: Parque Zoológico Voturuá. Dados históricos: Narciso Vital de Carvalho.











Este mapa, extraído da matéria publicada no S. Vicente Jornal em 21/7/68, mostra a decapitação do território vicentino.

1.Antigo marco divisório se localizava no Bairro Chico de Paula, onde existia uma pedra com uma cruz esculpida, e onde os antigos moradores julgavam ser a primeira divisa entre Santos e S. Vicente.

2. Na época da Cia. Carril, e Viação (estrada de ferro dos Emmerich) a divisa passou a ser demarcada na estação desta companhia.

3. Ao aparecimento dos bondes elé. tricos, S. Vicente foi novamente ferida, tendo sua divisa territorial "pulado" para a Matadouro Municipal, hoje extinte:

4. Tempos mais tarde, o marco divisório vem cair na Caneleira, nome este dado ao local por existir uma frondosa caneleira perto de um riacho hoje aterrado.

5. Contrariando todos os princípios de direito e patriotismo, mais uma vez políticos desastrosos mutilam pela quinta vez o território calunga deslocando o marco divisório para a Ponte Preta sobre o Rio S. Jorge.

6. Mas, não parou aí a investida sedenta e por fim, há uns quinze anos o misterioso "Marco-Andante" passou além da Areia Branca, tradicional bairro vicentino que passou então a jurisdição Santista, arrebatando, inclusive, um dos mais significantes monumentos históricos da terra Afonsina: O Engenho dos Erasmos.


* Nota de Edson Telles de Azevedo - "Permita Deus que fique por aí a sanha perniciosa dos inimigos desta partícula sagrada de nossa Pátria. Aos futuros mandatários, aqui fica o apelo veemente. Junho de 1968). 

Tramas políticas retalharam São Vicente

Noemi Francesca de Macedo


A princípio fica difícil imaginar como São Vicente, primeira cidade do país, com o passar dos anos foi perdendo seu espaço territorial para outras cidades e para a formação de novos municípios. São Vicente, hoje formada por duas áreas-sedes (ilha) e distrito de Samaritá (área continental), dispõe de apenas 146 quilômetros quadrados, quando na década de 40 possuía 476. Não são poucos os munícipes que estão preocupados com novas perdas que possam ocorrer.

Desde sua fundação, em 1532, a cidade sofreu constantes invasões, mas seus bravos moradores sempre conseguiram, mesmo que à força, “botar os intrusos para correr”. Eram piratas de diversas nacionalidades que tentavam se apoderar das riquezas da cidade. Depois a situação foi mudando e as perdas territoriais começaram a ocorrer em virtude da precariedade de recursos.

Pesquisadores atribuem o retalhamento do município a outras razões, entre elas a ansiedade de moradores de áreas diversas, ávidos por melhorias, e tramas políticas.

São Vicente sempre saiu perdendo territorialmente, a pretexto de "correções” de linhas divisórias ou da utilização de acidentes geográficos. Hoje, a população conclui que é tempo de dar um basta à retalhação do município.





ÁREAS PERDIDAS POR SÃO VICENTE

1545 - Cidade tem seu primeiro desmembramento, quando a vizinha Santos recebe a carta de Vila' 

1561 - Area de Itanhaém é suprimida 

1940/1960 - Perda de cerca de 20 quilômetros quadrados para Santos, incluindo bairros da Zona Noroeste 

1945/1948 - Perda de área para Parelheiros 1948 - Trecho hoje de Mongaguá é retirado de São Vicente 1966 - Perda de distritos para composição de Praia Grande

A ironia dos limites que cortam edifícios


São Vicente é por natureza uma cidade pitoresca. Desde sua fundação, suas linhas divisórias eram contraditórias. Suas divisas chegam a ser irônicas. Exemplo é a divisa com Santos. Sua linha divisória atinge um edifício ao meio.

Conta a história que o primeiro desmembramento vicentino ocorreu em 1545, embora existam pesquisadores que admitem a tese do retalhamento ter começado antes. São Vicente era uma imensa área que fazia divisa com as cidades de São Paulo e Itanhaém. Foi nessa época que Santos recebeu seu foral de vila e o território de São Vicente começou a ser repartido.

Em 1561, a cidade perdeu a área que se constituía na Freguesia de Conceição de Itanhaém. De 1940 a 1960, perdeu para Santos cerca de 20 km2 a titulo de retificação de divisas.

A divisão incluiu ruas e até edifícios, sendo que o Itaguassu, em frente a ilha de Urubuqueçaba, pertence aos dois municípios. A perda maior foi com relação aos bairros da Zona Noroeste: jardim Rádio Clube, Areia Branca, etc) anexados à Santos. 

No período de 1945 a 1948, São Vicente perdeu ainda parte de seu território, no alto da Serra do Mar, para o distrito de Parelheiros. Ficou sem a cidade de Evangelista de Souza. Em 1948, perdeu o trecho de Mongaguá.

E quando se pensou que São Vicente nada mais perderia, em se tratando de terras, o movimento de emancipação da Praia Grande tomou “corpo”. Em 1966, o distrito de Solemar e o bairro Boqueirão foram desligados para a constituição do município de Praia Grande. 

CELLULA MATER outubro de 1997. Informativo do IHGSV. Ilustrações: A Tribuna.