segunda-feira, 8 de julho de 2019

A ALMA MUSICAL CALUNGA


Deusas, Musas, Mitos, Boêmios, 

Sambistas e Chorões Vicentinos 

*JORGE MACIEL E LUIZ ANTÔNIO PIRES 


RUMBA CALUNGA EM SANTOS. "No Carnaval de 1957, o Choro Carnavalesco Rumba Calunga, após se apresentar no desfile oficial, no Gonzaga, dirigiu-se, de bonde, à Rua Antonio Bento, 73, Vila Matias, residência do amigo Mansueto Pierotti, que esperava o grupo para um lanche de confraternização". - Publicação: Clube do Choro de Santos 

São Vicente é cidade tradicional do gênero musical Choro. Podemos comprovar isso,também, através de registros fotográficos e publicações. 

Mas, por onde começar? 

Aqui nasceu em 14 de abril de 1882, Eduardo Souto maestro, pianista e compositor de fama internacional, que faleceu no Rio de Janeiro, em 18 de agosto de 1942. 


PIXINGUINHA EM SÃO VICENTE 

Contou-nos numa entrevista, o escritor e percussionista Aguinaldo Loyo Bechelli, que aos 11 anos de idade, casualmente em São Vicente, conheceu Pixinguinha, que visitava o bandolinista Peri Cunha. Peri fez parte do conjunto “Ases do Samba”, acompanhando em 1932, no Rio Grande do Sul, Noel Rosa, Francisco Alves, Mário Reis e o pianista Nonô, cuja apresentação teve a participação de Lupicínio Rodrigues. 

Mas, voltando à história contada por Aguinaldo, Peri Cunha pediu-lhe que tocasse pandeiro. Acontece que o braço travou e não tocou ao ver que Pixinguinha lhe observava. Na ocasião era office-boy da Comissária de Despachos Barci & Cia. e apareceu por acaso na residência de Peri, que morava em São Vicente,cumprindo tarefa dada pelo despachante aduaneiro Domingos Pierry,de levar a Peri, um quilo de café. Eraldim Fontoura Cunha, cujo nome artístico era Peri Cunha,era funcionário da Alfândega de Santos. 

Em São Vicente,na década de 70, foi fundado o Conjunto Lenha de Casa, formado por Peri Cunhano, bandolim, Jessé Silva, no violão 7 cordas, Nelson Barbosa, no cavaco (Nelsinho do cavaquinho), Plauto Cruz, na flauta, Antenor Senegaglia, no violão 6 cordas, Arnaldo Loyo Bechelli, no surdo, Ricardo Barros Bechelli, reco-reco e Aguinaldo Loyo Bechelli, no pandeiro. O violonista Jessé Silva, que tocou com Jacob do Bandolim e, via Jacó, chegou a Pixinguinha e tocou, em 1958, no grupo da Velha Guarda, era sobrinho do bandolinista Peri Cunha. 

Peri foi aluno do histórico flautista Octávio Dutra (1884-1937), em Porto Alegre. Inspirado em seu ídolo, o bandolinista pernambucano Luperce Miranda, Peri se tornou um dos mestres fundadores da linguagem do instrumento na música brasileira. 

Dois outros nomes relevantes na história da Música Brasileira e que,também, residiram em São Vicente foram o professor Attílio Bernardini, que teve entre seus alunos mais importantes Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, José Alves da Silva, o Aymoré, Edgar de Mello, Ivo de Araújo, Oscar Guerra, Alfredo Scupinari e Ronoel Simões. Bernardini,um dos introdutores da Escola de Tárrega no Brasil, faleceu em São Vicente aos 23 de março de 1975; e o violonista Antonio Rago, integrante do regional da Rádio Record do violonista Armando Neves (Armandinho),que ao longo dos anos, acompanhou artistas como: Silvio Caldas, Francisco Alves, Isaura Garcia, Aracy de Almeida e Evita Perón, dentre outros. 


DONA GEORGINA E O BOÊMIO HUGO MOURA 

O senhor Theotonio Gonçalves Corvello, vulto histórico vicentino, nem imaginava, mas teria uma participação muito importante na história da música em São Vicente. Português, nascido em Angra do Heroísmo, Arquipélago dos Açores, Província de Ultramar, em 04/04/1845, homem de muitos recursos, encaminhou a suas expensas Georgina Moura, dando-lhe inclusive, a possibilidade de estudar e se formar pianista. 

Georgina casou-se, ainda, jovem com Hugo Moura, que tinha como paixão, a vida boêmia. Dessa união nasceram três filhos: Maurício, Maurici e Moacir Moura. Dos filhos, o único que não se destacou musicalmente foi Moacir. 

Georgina então dava aulas de música aos 2 filhos. Eis que, surge na vida desses meninos, mais 3crianças que se interessaram, também, pela música: Edésio(pandeiro), Jarina Rezende (cantora) e Gentil (cavaquinho). Pronto! Sob a regência de Georgina, nascia ali, em 1936, o Conjunto Calunga, formado por 5 crianças, com idade que não ultrapassava os 12 anos. O Conjunto Calunga se apresentou em vários lugares da Baixada Santista. No Cassino da Ilha Porchat, em rádios de Santos, Clubes e nos mais diversos locais e eventos. Apresentavam-se sempre uniformizados, e, ainda, meninos, com calça curta. Mas, como levar e trazer essas crianças? Georgina não tinha tempo e Hugo trabalhava, enfim, não tinham como acompanhá-los. Evaristo Silva (pai do Cotuba do Esporte Clube Beira Mar, conhecido colecionador de discos e revistas da MPB),era quem levava os meninos do Conjunto Calunga para todos os lados. O repertório deles era essencialmente, o Choro. 

Para se ter uma ideia da importância da família Moura, em sua autobiografia “Solo” (Ed. Leya),o consagrado pianista Cesar Camargo Mariano, que morou em um sobrado na Rua Frei Gaspar, 452, onde passava o bonde; cuja irmã Maria Helena nasceu em São Vicente; que estudou no Externato São Luís, e participou durante dois anos do coral infanto-juvenil do maestro Jesus de Azevedo Marques e foi agraciado pela primeira vez em sua vida com um prêmio do Rotary Club – em concurso organizado por essa entidade que também patrocinava o coral – como melhor solista infantil, e que em setembro de 2011 voltou à cidade para receber o título de Cidadão Vicentino, revela-nos em sua narrativa, especialmente no capítulo “Música em família”, a influência que recebeu do choro e do samba, a música tradicional brasileira trazida pela família Moura. 


Ele conta em suas memórias que: 

“A primeira vez que Maurício apareceu lá em casa com seu violão, minha mãe lhe perguntou: 

- Você é parente do MauricyMoura ? 

- É meu irmão – respondeu Maurício. 

- Não brinca! – exclamou, empolgada, minha mãe. 


Como boa ouvinte de rádio, ela conhecia e admirava Mauricy Moura. Era um dos maiores cantores de São Paulo, e seu gênero era a seresta, na mesma linha de Orlando Silva e Silvio Caldas. Aliás, a família Moura era a nobreza musical de Santos, assim como os Caymmi o são na Bahia. Eram um grande orgulho da cidade, e a casa deles, perto da Ponte Pênsil, que liga a ilha de São Vicente ao continente, tinha um enorme M incrustado na parede, como um escudo, acima da porta de entrada. Diante dessa casa, a população passava com um olhar de reverência. (sic) 



























Serenata no funeral do Maurício Moura. Pela quantidade de pessoas dá pra ter uma ideia da importância dele para a cultura popular vicentina. 



CHOROS CARNAVALESCOS 

Em São Vicente, também tiveram destaque os Choros Carnavalescos, como: Choro Triunfo Vicentino (1904), Estrela de Ouro (1929), Rumba Calunga (1937), Choro Calunga (1938), Os 11 Batutas, Rancho Carnavalesco Vicentino (1941), Bloco Flor do Votoruá(1941).  Destacamos aqui a persistência do Choro Carnavalesco Rumba Calunga, que por mais de 30 anos atuou nos Carnavais de São Vicente e Santos. 

A ROIAL 

"Senhoras e senhores, o Serviço Roial de Alto-Falantes está no ar para levar a todos muita alegria, informação e tudo mais a que tiver direito e conhecimento..." 

Quem assim falava, era A. Tabagy, proprietário do serviço instalado no Edifício Zuffo, ou Palacete Anchieta, como já era chamado. Numa sacada do edifício, se apresentavam vários artistas e conjuntos onde, o Choro, era sempre presente. A empresa Roial de publicidade, fundada em 15/10/1936 cumpria o papel de emissora de rádio, já que São Vicente não tinha.Além de shows e cinema ao ar livre, apresentava, aos domingos, o famoso programa de calouros "A Hora do Pato", que revelou o grande seresteiro vicentino Maurici Moura e seu irmão, o violonista Maurício Moura. Também, participavam Saraiva e seu saxofone, a cantora Leila Silva, Bob Nelson, a dupla Jararaca e Ratinho e muitos outros valores da música brasileira não conhecidos do grande público. 


OUTRAS PARAGENS 

O Centro Artístico Martim Afonso, na Rua Frei Gaspar, 582, fundado em 7 de setembro de 1939, realizava periodicamente espetáculos teatrais e musicais, geralmente em benefício de instituições de caridade.Tinha um grupo de crianças que formava um conjunto, que executava Choro e entre eles estavam Maurício e Maurici Moura, Avelino Tomas e Jarina Rezende, que já adulta foi eleita primeira rainha do carnaval Santista. 

Enfim, era fácil encontrar os músicos de choro em São Vicente. Era só ir para o Bar da Pedreira, no Tio Pedro, entre outros. Outro lugar que sempre havia música boa, e, principalmente o Choro, era na casa do Toneco. De lá saia o Choro Carnavalesco Estrela de Ouro, e era ponto de encontro dos chorões da Cidade. Nesses lugares era fácil encontrar bons músicos como Ariovaldo Lopes, Zeferino, Dédo, Baita, Dodô, Cacareco, Monteiro, João, Maurício Moura, Gentil, Piolho, Perácio, Robertinho, Buick, Cenciano Benedito Alves (avô do violonista Euclydes Mattos), Carlinhos do pandeiro, Abelar, Timó,Osvaldinho, Fio, além, dos amigos chorões que vinham de Santos e se juntavam aos vicentinos, como Jaime Caldas, Zinomar, Miltinho, Jorge Maciel, Walter Bambu, Jacozinho, Araquém, Paulo Bueno, Osvaldo, Cobrinha e Saraiva do sax soprano, dentre outros. 































Choro Carnavalesco 11 Batutas se apresentando no Carnaval de 1941. 

MARRETA 

Assim era conhecido pelos músicos. Aposentado da Marinha Mercante, poucos sabem o nome desse criativo músico, que tocava cavaquinho e era presença garantida em todas as reuniões de choro que aconteciam, tanto em São Vicente, quanto em Santos.Era amigo muito generoso. Sua casa estava sempre repleta de músicos, que ali almoçavam, jantavam e até dormiam sem preocupação. Quantos músicos por lá pernoitaram...! Um dia Marreta surpreendeu a todos com um instrumento inventado por ele. Foi um sucesso. Aonde ia, levava consigo o seu, digamos, “contrabaixo” de fabricação artesanal, que era formado por uma caixa (espécie de tambor com pele de couro) de onde saia uma haste cumprida que dava sustentação a outra haste atravessada, onde era amarrado uma corda fina e grossa, ou seja, com maior densidade linear, como a mais grave do violoncelo. Ali ele movimentava essa haste com a corda e com o dedo da mão tirava o som necessário, reproduzindo as notas. 




























Regional do Ariovaldo, em 1980 no Esporte Clube Beira Mar. Músicos: Rui (cantor), Dodô (cavaquinho), Marreta (contra-baixo), Perácio (pandeiro), Walter Bambu (bandolim, e Ariovaldo (violão de 7 cordas). De costa o Moacir Cardoso de violão 


NAZARETH VIRA TRILHA SONORA DE BALLET DO GRUPO CORPO 

Embora não sendo propriamente um chorão, José Miguel Soares Wisnik, nascido em São Vicente em outubro de 1948,conhecido como músico, compositor, ensaísta, mestre e doutor em Literatura Brasileira e professor aposentado da USP, e que já teve suas composições gravadas por inúmeras estrelas da MPB, como Gal, Caetano, Elza Soares, Alaíde Costa, Ná Ozzetti, dentre outros, baseou-se na obra de Ernesto Nazareth para escrever em 1993, trilhas sonoras para o grupo Corpo Companhia de Dança,lançada em CD em 1995. 

SOMBRA E SOMBRINHA. A ORIGEM DO APELIDO 

Montgomery Ferreira Nunis, nascido em São Vicente (30/08/1959), mais conhecido por Sombrinha, cantor, compositor, cavaquinista, bandolinista e violonista foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal. Seu irmão Washington Nunis, o Sombra, embora nascido em Cubatão, cresceu em São Vicente. O apelido eles trazem desde a adolescência. Para ir às rodas de samba e choro em São Vicente, Washington, o Sombra, então com 14 anos, era levado por um amigo da família, uns 25 anos mais velho. E este dizia, referindo-se ao menino: “Esse aqui é minha sombra. Aonde eu vou, ele está”. O apelido pegou e virou nome artístico. Seu irmão mais novo por sua vez virou Sombrinha. Os irmãos Sombra e Sombrinha, hoje residentes há mais de 40 anos no Rio de Janeiro, embora consagrados sambistas, tiveram em sua formação, o Choro. 
































Regional do Monteiro, provavelmente na década de 60. Da esquerda para a direita: Milton Cacareco (violão), João (pandeiro), Dodô (cavaquinho) Ariovaldo (violão), Monteiro (bandolim) e Rui ( cantor) 



CHORO NA VARANDA 
Durante 9 anos ininterruptamente, todo primeiro domingo do mês, era sagrado. Havia Roda de Choro na casa do Jorge Maciel, no jardim Independência, em São Vicente. As primeiras Rodas aconteciam na casa do Fernando, vizinho do Jorge, mas como ele mudou para o interior de São Paulo, as Rodas continuaram na casa do Jorge e da Célia Lima. Era uma reunião de chorões e amigos. Muita gente importante no cenário musical do país, ali se fez presente, entre eles: Arnaldinho do Cavaco, Agnaldo Luz, Gustavo Cândido, Stanley do clarinete, Isaias do Bandolim, grupo Choro das Três, Roberto Seresteiro, João Macacão, Getúlio do cavaquinho, entre outros. As Rodas foram suspensas temporariamente. 


CLUBE DO CHORO DE SÃO VICENTE 

Atualmente um grupo de chorões quer retomar a cena do choro em São Vicente. São frequentadores da roda Choro no Consultório, que acontece periodicamente, após expediente no consultório do dentista José Rosa de Lima Filho, mais conhecido como Lima do pandeiro, dentre eles: Ariovaldo Lopes, Arizinho7 Cordas, Paulinho Ribeiro, Monteiro e Jorge Maciel, dentre outros músicos da região como Toledo, Mauro 7 cordas, Netinho instrumentista. Tendo Eduardo Souto como patrono, fundaram o Clube do Choro de São Vicente, elegendo Ariovaldo Lopes seu Presidente e Laura Gouvea, como vice. O logotipo do Clube, criado pela designer Marcia Okida, mantém relação simbólica tanto histórica, como turística com a Cidade de São Vicente e o Choro, tendo como principais referências visuais a Ponte Pênsil, o Marco Padrão, um Bandolim e um Pandeiro. Suas cores se referem à Bandeira do Brasil por ser São Vicente a Primeira Vila Oficial do Brasil, Cellula Mater da Nacionalidade.

Evoé!


*Jorge Maciel (residente em São Vicente) e Luiz Antonio Pires (natural de São Vicente) são diretores do Clube do Choro de Santos e frequentam as rodas do“Choro no Consultório” e auxiliaram na fundação do novato clube coirmão.


MANVANTARA, INSTRUMENTAL E ALTERNATIVO




























Caricatura de autoria do baterista Zé Názara, que também era pintor. 


A palavra vem do sânscrito e significa grande plano do universo, ciclo de inspiração e expiração da Criação e foi escolhido não por causa da dimensão espiritual, mas ser diferente e de fácil memorização. MAN-VAN-TA-RA.  

Grupo formou-se em 1979  nos encontros diários nas casas dos amigos e começaram a ensaiar na rua Rio de janeiro, 294, no Jardim Independência. Para testar os arranjos, contato com o público e presença de palco, começaram se inscrevendo no Festival da Canção de Cubatão, de olho no Conservatório e nos cachês da Secretaria de Cultura. 



























Festival da Canção em Cubatão em 1979: da esq. p/ dir. : Renê (vocal), João Mádio (baixo), Mia, Zé Názara , Bill, Dadau, Gilberto e William. 


Eram muitos instrumentistas, todos querendo mostrar seus talentos e ingressar no seleto clube da música instrumental. Desprezavam o rock e vibravam com os  shows e discos das produtoras alternativas  que proliferavam no mercado. Era uma época de explosão da MPB em oposição ao massacre das discotecas e das rádios comerciais. A alternativa era frequentar e consumir o mundo da arte marginal, composto pelos jornais, revistas, livros de poesia, cartazes, camisetas  cujas imagens e formatos gráficos transbordavam rebeldia e criatividade. Era a época da Feira da Vila Madalena, do Lira Paulistana,  dos Festivais de Verão do Guarujá e de Jazz no Anhembi, enfim , o restinho da Era Hippie do final dos anos 70 e início dos anos 80.

O Manvatara se apresentava em qualquer lugar onde era convidado: festas, chás beneficientes, casas noturnas de Santos, São Vicente e paradisíaco litoral norte. Fazia shows com grande público no Teatro dos Metalúrgicos em Santos, nas semanas acadêmicas das faculdades e também na recém inaugurada Concha  Acústica do Canal 3, em Santos. 






































Manvantara na Semana Acadêmica das Facukdades AELIS, em Santos. Dadau (percussã), Maurão (guitarra), Zé Názara (bateria), Mia (baixo)  e Gilberto (Flauta)



Algumas poucas canções com letras entravam no repertório composto em sua maioria de peças instrumentais. 

Bateria, percussão, guitarras, violão, contra-baixo elétrico, flauta e clarinete. Sax e teclado era muito difícil, pois era coisa de profissionais. Assim era o composto o Mantavara: José Carlos Názara (Zé), Dadau , Bill, Maurão,  João,  Mia, Gilberto e William. Vez em quando apareciam alguns convidados fixos, como o Obede (Zelinsky) e vocaçlista paulistano Renê.   

As ações mais ousadas e conhecida do Mantavanta fo a organização da Mostra de Arte de Santos, realizada durante uma semana no Teatro Municipal  de Santos, reunindo músicos, dançarinos, artistas plásticos, videomakers, fotógrafos, atores, de todos os estilos, em duas edições; e o Projeto Gente Nova, que percorria o circuito universitário reunindo os grupos, Copos e Bocas, Peito Rasgato, Marco Lança , Zé Dú é Zé  Simonian. Na Mostra de Arte destacaram-se os cantores  e Viviane Divóglio, o guitarrista Beto e o cantor.


Quartinho de ensaios do grupo Manvantara, na rua rio de janeiro, 294, no Jardim Independência., São Vicente. Arranjo e layout da foto: José Carlos Názara. 1980.



























MIA DUQUE, CÉSAR MARIANO E JOHNNY ALF. Mia Duque foi o criador do Manvantara, grupo de música instrumental nos anos 70-80. Fez carreira solo com dois discos e educador musical. Nesse dia César Mariano estava em São Vicente para receber o título de "Cidadão Vicentino" , concedido pela Câmara Municipal, proposto pelo então vereador Pedro Gouvêia, a pedido dos membros do Clube do Choro de Santos. César morou em São Vicente na sua juventude e foi aluno da Profa. Georgina Moura (mãe dos músicos Maurício e Mauricy Moura) e morava na rua Frei Gaspar. Ele contou para o Mia que, durante uma longa temporada, também viveu em sua casa na Frei Gaspar o cantor Johnny Alf, onde ensaiavam diariamente para trabalhar em São Paulo. A cantora Elis Regina iria entar na deles alguns anos depois. Coisas que só acontecem em São Vicente.