segunda-feira, 8 de julho de 2019

MEMÓRIA DO ESPORTE














































Fred no CHSSV saltando uma paralela com o potente El Araucan, vencedor de provas de potência


 O OPERÁRIO DO HIPISMO


Nome Completo: Frederico Pereira de Lima. Apelido: Fred. Idade: 52 anos 

Natural de: São Paulo/SP (Sou paulistano). Hobby: Leitura 

Formação Acadêmica: Sou Engenheiro Civil formado pelo Mackenzie, em São Paulo 



CS: Há quantos anos no esporte e onde começou: 

Fred: Eu comecei a montar com treze anos de idade, há 39 anos, no Clube Hípico de Santos na época, depois veio a se chamar Clube Hípico de Santos e São Vicente. 

Já praticou outros esportes e por quê escolheu o hipismo? 

Pratiquei outros esportes, mas não competitivamente, nadei, joguei tênis, um pouco de futebol, mas o único esporte que eu competia realmente era hipismo. Eu comecei a praticar o hipismo porque ia muito para sítio, fazenda de tio montar cavalo e minha mãe tinha muita insegurança que a gente montasse e fui pra hípica para aprender a montar, simplesmente para ter um pouco mais de segurança, porém nunca mais fui pro sítio. Então, foi um esporte que agente escolheu por realmente gostar daquilo, é um esporte apaixonante. 

Quem foi o seu primeiro instrutor e quais foram os mais significativos? 

Meu primeiro instrutor foi o Zé Ignácio, ele é pai do Benedito (Dito) que hoje dá aula no Jockey Club de São Vicente, era um excepcional "picador" da Hípica de Santos e foi o professor que iniciou vários cavaleiros na escolinha de Santos. Um outro professor que foi muito significativo pra mim foi um cavaleiro antigo de Santos que era o Rui Rondino, e com ele realmente a gente começou aprender um pouco mais de técnica, mas interesse pelo estudo da equitação. 

Quem foi o seu maior incentivador dentro do esporte? 

Eu acho que fui eu mesmo, acho que eu nunca tive um grande incentivo pra fazer, eu sempre me dediquei, corri atrás, não tinha muito incentivo não. 

Teve apoio da família? Outros integrantes da família também praticam ou praticaram o hipismo? 

Eu tenho alguns primos que montaram, em São Paulo eu tenho alguns primos também, alguns parentes que montam, mas acho que o único que levou mesmo a coisa pro lado profissional, fui eu. Não, minha mãe apoiava no início, ela deu alguns cavalos tal e depois fui por conta própria mesmo. 

Qual foi a sua primeira competição, lembra? 

Lembro, a primeira competição foi uma prova de escolinha, na Hípica de Santos, algo assim próximo do que hoje é equitação fundamental, só que eram provas internas e no início da escolinha, se não me engano, 50 ou 60 centímetros, alguma coisa assim. Lembro que eu ganhei a prova até contra alguns alunos que estavam bastante tempo na escola e diziam que iriam ganhar por isso e eu lembro que eu ganhei esta provinha. 

O que representou o Clube Hípico de Santos e São Vicente na sua vida e por quê resolveu trocar de cidade? 

A Hípica de São Vicente para mim foi praticamente minha adolescência, eu cresci dentro da Hípica de Santos, comecei a montar como eu disse com treze anos de idade e fiquei lá até a época de ir pra faculdade. Era uma hípica bem gostosa, apesar de que foi uma hípica que sempre teve muitos altos e baixos, mas acho que mais baixos do que altos, mas foi muito importante no sentido de ter sido a formação e de ter apresentado o hipismo pra mim. Na verdade, não foi uma opção minha, foram situações que foram surgindo, possibilidade de trabalho em outros locais que fui me deslocando, não que eu tenha feito essa opção de sair de Santos. Aconteceu, surgiram outras oportunidades e a gente se deslocou atrás desses serviços, desses trabalhos. 


ÚLTIMA PROVA DA HÍPICA




























"Campeonato Paulista de Veteranos, ultimo torneio no Clube Hípico de Santos-São Vicente, que hoje não mais existe! Destaque para a Hípica Los Alamos, com Carlinhos montando Donner (vice campeão) e Paulo Mesquita montando Tô-Que-Tô. Saudades! Acho que foi em 1996."
Foto e depoimento do temponauta Paulo Mesquita. São Vicente de Outrora.