NOTA DE JORNAL informando e convidando o povo para uma homenagem ao jovem advogado Dr. Magino Bastos, primeiro bacharel vicentino recém formado pela faculdade de Direito do Largo de São Francisco -Universidade de São Paulo.
DR. CESÁRIO BASTOS
O Dr. José Cesário da Silva Bastos é nome de praça em São Vicente e da primeira escola pública de Santos. A Escola Estadual Barnabé, em Santos, também foi fruto da sua iniciativa de ampliação do ensino primário. Cesário talvez tenha sido o membro mais importante e influente dessa família praia-grandense. Depois de cursar a Faculdade de Direito de São Paulo tornou-se promotor público em Araraquara, ingressando posteriormente nas lides republicanas e cuja carreira repercutiu na intendência e câmara municipal de Santos. Posteriormente torna-se senador na Assembleia Legislativa de São Paulo:
"Em 1894, foi eleito senador do Estado na 3ª legislatura republicana, servindo à alta Câmara paulista de 1894 a 1897, para a qual foi reeleito por mais duas vezes, exercendo, portanto, o alto cargo de 1900 a 1910. Após a reforma constitucional, o dr. Cesário Bastos ainda voltou ao Senado estadual, na primeira legislatura, que se desdobrou de 1922 a 1925, figurando ao lado de Reinaldo Porchat, Galeão Carvalhal, Antônio Carlos da Silva Teles e outros. Jornalista, orador consagrado, chefe político de talento e inteligérrimo defensor das causas justas, o ilustre homem público foi coadjuvador de instituições assistenciais, culturais e sociais, com inestimáveis serviços prestados à Santa Casa e à Beneficência Portuguesa. Desta última, foi orador em várias solenidades e dedicado defensor de interesses econômicos junto aos governos da União e do Estado, sendo sócio honorário em 1906 e sócio benemérito em 1910" ( Almanaque de Santos, 1971)
Cesário Bastos também é nome de uma conhecida avenida em Santo André, cidade que escolheu para viver após a revolução de 1930 e onde faleceu em 8 de outubro de 1937.
NOTA DO CALUNGAH: Irmão mais novo do Dr. Magino Bastos, filhos de José Antônio da Silva Bastos e sua esposa Maria Plácida da Costa Bastos, sitiantes em Praia Grande.
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No regime imperial, o título de cidade era outorgado pelas Câmaras Provinciais por circunstâncias especiais, ou, em alguns casos, para homenagear determinadas vilas. São Vicente, acima de qualquer outra vila brasileira, deveria ter sido distinguida muito antes com o título de cidade, em razão de todos os seus pioneirismos históricos, lamentavelmente, foi preterida. Com o advento da República, a Constituição de 1891 alterou o conceito de cidade. O título passou a ser de direito à comunidade que tivesse suas atividades comerciais independentes, com plena prestação de serviços locais, religiosos, médicos, educacionais, etc. ou sede de município. Portanto, elevação à cidade era um estado de grandeza e de progresso.
A Câmara de São Vicente, em 28 de dezembro de 1895, com a presença dos vereadores Cel. Julião Caramuru, Cel. José Lopes dos Santos, Hermann Reipert e Antonio Emmerich – intendente municipal (prefeito) – aprovou a seguinte proposição do vereador Hermann Reipert:
Considerando que a vontade popular, tratando-se do interesse geral, deve ser atendida porque ela é soberana; considerando que o povo enviou a esta Câmara em 15 de novembro deste ano um abaixo-assinado para que esta Vila de São Vicente fosse elevada à categoria de cidade; considerando que em virtude do artigo terceiro da Constituição do Estado nada há que contrarie os desejos da população deste lugar, proponho que esta Câmara, em sessão de hoje, eleve esta Vila de São Vicente à categoria de Cidade decretando a seguinte lei:
A MORTE BRITO COELHO
Fundador do PT em São Vicente, Brito foi eleito vereador com apenas 20 anos de idade sendo, até hoje, o mais novo parlamentar da história da cidade. Exerceu três mandatos consecutivos, sempre empunhando as bandeiras sociais do seu partido.
Em 2004, foi candidato a prefeito de São Vicente, quando obteve mais de 30 mil votos. Jornalista e articulista, atuou como assessor e conselheiro de vereadores, prefeitos e deputados da região e da Capital.
Há duas semanas encontramos com ele numa caminhada no Itararé e combinamos uma entrevista e posterior registro da sua trajetória na politica vicentina e regional. Enviamos para ele 14 perguntas para compor sua biografia politica. Ficou empolgado com a proposta, pois daria para fazer um livro de memórias, da trajetória de retirante nordestino (Piauí) até sua ascensão pela Juventude Católica vicentina.
Era fã do Palmeiras, espiritualista e pessoa muito fraterna. Tinha 62 anos, deixou a esposa Dijane, os filhos Juliana, Guilherme, Michelle e seu netinho, Théo.
Como dizíamos, do mesmo jeito aos amigos que partiam: Paz aos seus que ficaram e muita luz em sua nova jornada!!!
São Vicente, 10 de fevereiro de 2025.Dalmo Duque
MISSÃO IDEOLÓGICA E FRACASSO ELEITORAL EM 2016
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CÂMARA DOS DEPUTADOS CELEBRA SÃO VICENTE
São Vicente, berço da democracia. Sabe qual foi a primeira cidade do Brasil ? Se você pensou em “São Vicente”, acertou. Esse município de São Paulo foi primeiro avistado e batizado pelos portugueses no ano de 1502, quando a expedição do navegador Gaspar Lemos esteve em terras brasileiras. É claro que, daí até tornar-se a cidade que é hoje, São Vicente passou por muita coisa.
No ano de 1530, o rei de Portugal, que na época era D. João III, organizou uma grande esquadra de 5 navios e cerca de 400 homens, liderados pelo capitão Martim Afonso de Sousa. A missão deles era vir até o Brasil e desempenhar uma série de tarefas, como descobrir minas de ouro e prata, expulsar os franceses que estavam em terras brasileiras e reconhecer a costa do País, para saber qual era de fato o território brasileiro, de acordo com o Tratado de Tordesilhas.
Mas esta não foi uma expedição fácil. Eles chegaram à Bahia e foram descendo pela costa. De acordo com documentos históricos, “Martim Afonso de Sousa enfrentou muitas tormentas”. Passou fome e atravessou tempestades. Foi só depois de muito esforço que chegaram a São Vicente, em 22 de janeiro de 1532.
A primeira vila. Naquele tempo, São Vicente já era um porto conhecido, marcado nos mapas rudimentares da época e mencionado em diversas cartas, o que indica que ali já havia habitantes. Mas esse povoado só adquiriu realmente importância quando foi doado a Martim Afonso de Sousa como capitania hereditária, em 10 de fevereiro de 1533. A doação foi efetivada pelo rei de Portugal, por meio de carta régia.
Foi assim que o povoado de São Vicente transformou-se em vila, mudança que só o rei poderia aprovar. E tem diferença? Muita! A vila podia ter juízes, câmaras e pelourinho. Além disso, era oficialmente reconhecida pela metrópole, ao contrário dos povoados, que eram simplesmente quaisquer lugares habitados.
Com essa mudança, São Vicente passou a integrar as Ordenações do Reino. Desde o Descobrimento, as primeiras vilas e cidades que foram sendo fundadas no Brasil faziam parte dessas Ordenações. Isto é, elas estavam sujeitas à mesma organização política que as cidades de Portugal. Além disso, as vilas deviam ter câmaras municipais formadas por funcionários, encarregados de administrar o local – o legal é que esses funcionários eram escolhidos pelo povo, por meio de votação!
Foi assim que a população de São Vicente pôde, de forma inédita no Brasil, escolher seus representantes, que eram os juízes, os vereadores, os procuradores, os tesoureiros, os almotacéis e os escrivães, que, reunidos, formavam um conselho que representava um papel importante na vida política do país. A primeira votação ocorreu no dia 22 de agosto de 1532. Estava em formação a primeira Câmara de Vereadores do Brasil.
Berço da Democracia
Esse acontecimento rendeu ao município grande importância. Não é à toa que São vicente pode ser conhecida hoje como o Berço da Democracia nas Américas ou como Célula Mater da Nacionalidade. Chique, né? E tem mais: já naquela época, havia uma espécie de código eleitoral que dizia como as eleições deviam ser feitas. O voto era secreto e não podia ser influenciado por poderosos ou autoridades: era proibido que os senhores feudais e as pessoas poderosas ficassem no local das eleições por muito tempo. Assim, todo mundo tinha mais liberdade para votar!
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FESTEJOS DOS 450 ANOS DA VILA DE SÃO VICENTE
Convite de 1982 para os festejos dos 450 anos da Fundação da Vila de Vicente. Nesse mesmo ano foi lançada a Poliantéia Vicentina, álbum histórico comemorativo do início oficial colonização portuguesa. Acervo da família do Arquiteto Camilo Thadeu, enviado pelo nosso colaborador memorial Luis Renato Thadeu Lima e neto de Camilo. A família residia na rua Expedicionários Vicentinos, onde hoje é o Bradesco. O convite foi assinado pelo presidente da Câmara, Raimundo dos Santos Oliveira. O evento também teve selo comemorativo dos Correios.
Na casa do Concelho, iniciou-se, a 10 de maio de 1532, a solenidade, na sala do sobrado. O capitão-mor Martim Afonso de Souza, seu irmão o capitão Pedro Lopes de Souza, o Provedor dos Mantimentos Henrique Montes, os capitães Diogo Leite e Baltasar Gonçalves, os pilotos Vicente Lourenço e Pedro Anes, o escrivão Pero Cápico sobraçando grosso livro do Tombo, a pena de ave aparada em bico, a pequena botelha de louça da tinta preta - estavam sentados num banco à mesa de tábuas longas.
Ficaram de pé os fidalgos Luís e Pedro de Góis, Francisco e Rui Pinto, Jorge Ferreira, os antigos colonos João Ramalho e Antônio Rodrigues, e os colonos recém-chegados: Domingos Pires, Pascoal Fernandes, Bartolomeu Fernandes Gonçalves, Jorge Pires, Domingos Leitão, Gabriel de Gois, o jovem escudeiro Brás Cubas e outros soldados e marinheiros, à porta de entrada.
Martim Afonso de Souza, em trajo a rigor de capitão-mor e governador, retirou do tubo de lata um documento enrolado e declarou que El-Rei Dom João III lhe conferiu amplos poderes em três cartas régias, que o escrivão Pero Cápico passaria a ler, a fim de que todos tomassem conhecimento do seu conteúdo.
Elas expunham que Martim Afonso de Souza era o capitão-mor da Armada e de todas as terras achadas e descobertas, pela jurisdição absoluta sobre quantos o acompanharam nessa viagem e apareceram depois no Brasil, com poder e alçada, com soberania sem restrição nem sujeição a outrem, com direito de vida e de morte, tanto no crime como no cível; daria sentenças justiceiras e morte natural sem apelo nem agravo; chantaria padrões nas terras descobertas dentro do limite das conquistas e demarcação pontifícia; tomaria posse das terras e por seu livre arbítrio nomearia os capitães e loco-tenentes com os mesmos poderes das cartas régias; poderia criar e nomear tabeliães e oficiais de Justiça para exarar escrituras de posse de sesmarias de terras e exercer a Justiça e a administração do Brasil; daria terras de sesmaria aos seus companheiros de viagem que aqui desejassem fixar residência para viver e povoar, conforme o grau de merecimento por serviços e qualidades de seu aproveitamento.
Nessa primeira reunião na Casa do Concelho, como primeira Câmara Municipal da Nova Lusitânia, na presença de todos esses capitães de longo curso, de pilotos e mestres hábeis, homens de armas, mostrando variadas aparências, desde o rosto juvenil às feições crestadas pelo sol e pelos ventos dos mares, sob o refúgio de barbas intonsas, houve a comunicação de que os navios não poderiam estacionar mais tempo no Porto das Naus da Barra Grande, onde agora estavam ancorados desde 22 de janeiro de 1532, sujeitos ao gusano.
Passaram-se três meses. Os moços de bordo, os grumetes, os gajeiros, marujos venciam soldo, sem trabalho, comendo mantimentos.
Resolveram: os navios voltariam a Portugal sob o comando do capitão Pero Lopes de Souza, arribando a Salvador e Pernambuco. Ficaria a caravela Santa Maria do Cabo, às ordens do capitão-mor Martim Afonso de Souza, e um bergantim, chegado a cinco de fevereiro de Cananéia.
Depois de percorrerem a Casa do Concelho, os camaristas, juiz, ouvidor, feitor, oficiais de Justiça, escrivães, tomaram posse dos cargos e vieram todos para a Praça, rodearam o Padrão chantado ou Pelourinho - em estilo manuelino, de coluna e cordas retorcidas, encimado pela esfera armilar e as armas de El-Rei, e os braços em posição horizontal.
Então, Martim Afonso de Souza, em companhia do padre Gonçalo Monteiro, usando os paramentos da solenidade religiosa, e do jovem escudeiro Brás Cubas, deu a volta à Praça, dirigiu-se ao Pelourinho, subiu os três degraus e pousou as mãos nos ferros.
Declarou assumir, em nome de El-Rei Dom João III, os poderes que lhe conferiu para exercer o Governo e a Justiça no Brasil, conforme as Ordenações Manuelinas, assim como ficava constituída e inaugurada a Vila de São Vicente, cujo foral o Rei mandaria mais tarde. Seguiram-se manifestações de alegria...
Ouviram-se violas em harmoniosos descantes e danças. Os guaianás, ornados de manilhas, plumas e penas de cores variegadas, cantvam de dançavam o cateretê ao som de batuques desentoados e atiravam setas ao ar.
Ao longe, os navios deram as salvas do estilo, a tiros de bombarda, estrondosos...
No ano de 1932, celebraram o quarto centenário com solenidades populares e culturais, inesquecíveis, das quais participamos com a entrega da saudação do Instituto Histórico do Minho (Portugal), em pergaminho, à Comissão da Celebração (que era presidida por Anadyr Dias de Carvalho), sendo colocada numa sala da Câmara Municipal de São Vicente.
Como lembrança das comemorações desde 22 de janeiro a 21 de fevereiro de 1932, o jornalista e publicista Artur Caratão organizou um precioso Álbum Oficial com eruditas teses históricas e numerosas poesias de louvor à Cidade de São Vicente.
ILUMINAÇÃO DA AVENIDA ANTÕNIO EMMERICH
COMEMORAÇÕES CÍVICAS DE 1970
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ELEIÇÕES DO SENADO E CONGRESSO ESTADUAIS DE 1916
PROPOSTA DE UNIFICAÇÃO POLÍTICO-TERRITORIAL DA BAIXADA SANTISTA
Ideia surgiu no Rotary Clube de Santos em 1970. O Gal. Bandeira, interventor da cidade considerou a proposta interessante e cobrou um estudo detalhado. O prefeito e o presidente da Câmara de São Vicente demonstram entusiasmo ao serem questionados sobre o assunto. Em edições posteriores alguns críticos se manifestaram contrário `ideia simplesmente perguntando : "Pra quê"?
O abandono da aldeia indígena de Peruíbe também foi destaque na primeira página da edição de 30 de julho, quinta-feira.
GABINETE DO PRFEITO CHARLES DANTAS FORBES
MUDANÇA DO CENTRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO
TEMPOS AGITADOS DA NOSSA POLÍTICA. No sentido horário, o empresário e ex-prefeito Roberto Andraus (construtor da Cidade Ocian em Praia Grande); o deputado Esmerado Tarquínio (baiano criado na Vila Margarida), eleito prefeito de Santos e cassado em 1968. Era chamado de "criolo" pelos adversários racistas (nem todos adversários e opositores eram racistas). O jornal Cidade de Santos, ironizando os racistas, noticiou assim sua vitória: "DEU CRIOLO MESMO". O terceiro da foto é o ex-prefeito e também construtor Luiz Beneditino; e o quarto, o advogado e vereador Jaime Pinheiro Guimarães. Andraus e Pinheiro formaram chapa e venceram as eleições municipais em 1959.
Acervo: Museu da Cidade de PG. A identificação dos mesmos foi feita pela museóloga Suely Sanchez Toschi, que nos lembrou ter conhecido pessoalmente todos eles.
45 ANOS DO INTERCÂMBIO SÃO VICENTE- NAHA
CIDADADE MONUMENTO DA PÁTRIA
Posse da mesa da Câmara Municipal em 1953. Presidente Antônio B. Capolupo. Discursando, o vereador Edmar Dias Bexiga. Presentes na cerimônia o prefeito Charles Dantas Forbes, ao centro, embaixo do brasão da Céllula Mater. Fonte: Poliantéia Vicentina. 1982
CENTENÁRIO DE WASHINGTON LUIZ
O advogado e vereador Aberto Lopes discursando na Câmara Municipal em junho de 1970. Era representante do bairro Japui, local onde residiu durante décadas, próximo da Ponte Pênsil. Costumava ir à pé para sessões, cuja sede funcionava em um prédio na rua XV de Novembro (entre a Jacob Emmerich e 13 de Maio), juntamente com a Vara Judicial da Comarca.
Jornal Cidade de Santos.
POLÍTICA NOS ANOS CHUMBO
LINCONL, ASSIS E CONWAY. A saída do interventor federal Lincoln Feliciano movimentou interesses no governo de São Vicente. A intenção presidente da câmara Álvaro Assis de assumir o cargo de interventor foi abortada pela nomeação do Te.Cel Jorge Conway como interventor estadual. Em Praia Grande o interventor federal Nicolau Paal foi substituído pelo interventor estadual Paulo Sandoval. A nomeação dos novos interventores foi feito pelo governador Abreu Sodré. Lembrando que esse momento foi antecedido pelas cassações do Prefeito Charles Alexander Dantas Forbes, o vice Jayme Pinheiro Guimarães e os vereadores Osvaldo dos Santos, Ricardo Gonçalves Rocha e Oswaldo Toschi, este último representante de Praia Grande e forte candidato ao cargo de primeiro prefeito da cidade após a emancipação. A cassação de Toschi teria sido uma manobra politica de Nicolau Paal, também pretendente ao cargo.
OS PRIMEIROS ATOS DO NOVO INTERVENTOR
Página do jornal Cidade de Santos, edição de 20 de dezembro de 1967. Hemeroteca da Biblioteca Nacional.
ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 1968
PS. Comentário no Face Book (São Vicente na Memória) do leitor Gustavo Sellera Godoy, observando um equívoco da reportagem: "Jonas nunca foi casado com Hilda. Foi com Laura Bessa Rodrigues!"
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CIDADÃOS VICENTINOS TITULADOS
A Câmara de São Vicente concedeu na noite de 28 de fevereiro, em sessão especial, o título de Cidadã Vicentina para a Professora Regina Cátia Spada Gornicki, Dirigente Regional de Ensino da SEDUC SP. A titulação foi proposta pelo vereador Dercinho Negão do Caminhão em reconhecimento aos serviços prestados aos municípios do litoral sul durante sua trajetória como educadora e gestora. Regina Spada teve sua base de formação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, exercendo posteriormente os principais cargos da carreira educacional pública. O plenário da câmara estava praticamente ocupado por educadores, autoridades de diversos segmentos e também personalidades da política regional. Ela tem sob sua responsabilidade a orientação e funcionamento das escolas da rede estadual e privada de ensino em cinco municípios da região.
Uma lembrança especial: Regina é uma grande incentivadora do Programa Estação Amizade, para prevenção do suicídio de crianças e jovens.
LISTA HISTÓRICA DE TITULADOS
Agraciados com Cartão de Prata
DISTINÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO VICENTE
À PRESTANTES CIDADÃOS
CÉSAR MARIANO VICENTINO
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A DEMOLIÇÃO DA VELHA CÂMARA E CADEIA
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O RÁPIDO E POLÊMICO GOVERNO DO PREFEITO ROBERTO ANDRAUS.
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BRASÍLIA, 20 (UPI) - Após despacho de uma hora, com o ministro da Justiça, o presidente Castelo Branco assinou decretos cassando o mandato e suspendendo os direitos políticos das seguintes pessoas:
Domingos de Mendonça Neto, prefeito municipal de João Pessoa, Paraíba; Sérgio Fuentes, prefeito municipal de Livramento, Rio Grande do Sul; Charles Alexander Souza Dantas Forbes, prefeito de São Vicente, Estado de São Paulo; Jaime Pinheiro Guimarães, vice-prefeito de São Vicente, São Paulo; Ricardo Gonçalves Rocha, Osvaldo dos Santos e Osvaldo Toschi, vereadores em São Vicente, São Paulo.
Foram demitidos do serviço público José Rubens Marcondes de Moura, secretário do prefeito de São Vicente; José Carlos Rivero, chefe do setor de avaliação de "inter vivos" da Prefeitura de São Vicente; José Carlos Gonçalves Nascimento, lançador da Prefeitura Municipal de São Vicente.
Os atos presidenciais foram baseados no art. 15 do Ato Institucional número dois e seus parágrafos e no art. 14 e seu parágrafo único do AI-2.
Repercussão - O ato do presidente da República repercutiu intensamente em toda a Baixada Santista, onde aliás o fato era esperado em face do que se sabia em torno da investigação sumária, recentemente levada a efeito na "Cellula Mater" pelo governo federal.
Em São Vicente também era esperado esse desfecho, que a população aliás achava estar demorando em demasia, dando ensejo, essa demora, a generalizada inquietação. O povo tinha conhecimento das irregularidades largamente praticadas na Prefeitura e na Câmara pelos elementos cassados e demitidos, e não acreditava pudessem esses fatos, depois de rigorosamente apurados, ficar sem punição.
Mesmo sendo aguardadas, as cassações constituíram forte impacto, quando as notícias a respeito começaram a circular, à tarde, divulgadas sobretudo pelas estações de rádio. Durante certo tempo, foi como se a cidade toda entrasse numa espécie de "recesso", explodindo, logo a seguir, os comentários em todos os locais de trabalho e nas esquinas. O ato do marechal Castelo Branco provocou, de um modo geral, sensação de alívio nos munícipes, sendo a medida recebida, pela maior parte da população, com contentamento.
Os descrentes - Não obstante fosse esperada como conseqüência lógica dos fatos que vinham ocorrendo em São Vicente desde a instauração do governo do sr. Charles Dantas Forbes, a medida drástica da presidência da República não convenceu desde logo certos setores políticos, que se recusavam a dar crédito às notícias. Estas, porém, foram reiteradas seguidamente, e ao cair da noite já não havia dúvidas, mesmo nesses setores, de sua autenticidade.
A expectativa - Conhecida a cassação dos mandatos e dos direitos políticos, por dez anos, do prefeito Forbes, do vice-prefeito Jaime Pinheiro Guimarães, dos vereadores Osvaldo dos Santos, Ricardo Gonçalves Rocha e Osvaldo Toschi, e dos funcionários José Carlos Rivero e José Gonçalves Nascimento, bem como do secretário Marcondes de Moura, a população manteve-se atenta às notícias, na expectativa do decreto de intervenção federal e conseqüente nomeação do interventor.
Algumas emissoras de Santos e da capital chegaram a divulgar que o marechal Castelo Branco havia nomeado interventor o diretor do Departamento Jurídico da Prefeitura, o qual tomaria posse no dia de amanhã. Essas notícias, contudo, não tinham cunho oficial, permanecendo a expectativa até ao anoitecer.
Paradeiro desconhecido - O ex-prefeito Forbes e as demais pessoas que tiveram seus direitos e mandatos cassados não foram vistas na cidade, desde as primeiras horas, acreditando-se que tenham se retirado do território do município, por precaução.
Fato curioso foi notado em relação ao sr. José Campos, presidente da Câmara Municipal de São Vicente, que, indiferente à iminência das cassações constantemente anunciadas, ausentou-se desde cedo da cidade, rumando para São Paulo. Os edis Nicolino Simone Filho, Edmar Dias Bexiga, Álvaro Assis e vários outros mantiveram-se atentos aos fatos durante todo o decorrer da tarde, não tendo porém o presidente da Câmara, ausente, participado dos encontros efetuados com a preocupação de evitar que a Prefeitura permanecesse acéfala. A ausência do sr. José Campos impossibilitaria, inclusive, fosse ele empossado, ainda que provisoriamente, na chefia da Municipalidade, até a nomeação de interventor pelo governo federal.
Na prefeitura - Na Prefeitura Municipal, entretanto, o expediente transcorreu normalmente, não obstante haver uma visível inquietação nos espíritos. Os vários departamentos municipais desenvolveram seus trabalhos como de costume, não encontrando a reportagem a paralisação dos serviços, como a princípio se imaginou que pudesse acontecer.
O expediente, no Paço, processou-se, pois, normalmente, desde o meio-dia até as 18,30 horas, dando a impressão de que o prefeito Charles Forbes não fazia nenhuma falta.
Nomeado o interventor federal - BRASÍLIA, 20 (Especial) - Ao despachar com o ministro da Justiça, o presidente da República nomeou o sr. Lincoln Feliciano da Silva para interventor no Município paulista de São Vicente, em face da cassação dos direitos políticos do prefeito daquela cidade.
Decepção - Auscultando a opinião pública, constatou a reportagem de A Tribuna que a nomeação do sr. Lincoln Feliciano constituiu uma decepção, pois várias eram as hipóteses formuladas, mas nenhuma considerava a possibilidade de vir a ser o sr. Dantas Forbes sucedido pelo velho político santista.
Investidura - Apuramos em fontes não oficiais que a investidura do interventor federal em São Vicente deverá ocorrer somente na próxima segunda-feira, em Brasília, perante o ministro da Justiça, sr. Mem de Sá.
Ao encerrarmos este noticiário, vários edis procuravam encontrar uma solução capaz de impedir que a Prefeitura permaneça acéfala até a posse do interventor.
O PREFEITO HOLANDÊS
Curiosa pesquisa sobre o ex- prefeito João Francisco Bensdorp, nascido em Amsterdã em 1878 e imigrado para o Brasil com o pai Pieter Bensdorp. Era filho de Sofia Helena Van Deene. O pai era carpinteiro e o filho engenheiro, segundo as anotações de documentos de registro de nascimento. Seu nome era uma homengem ao avô Johannes Franciscus Bensdorp. João Francisco Bensdorp veio residir em São Vicente e aqui casou-se com a jovem vicentina Maria das Dores, uma das fundadoras do Hospital São José. João Francisco governou São Vicente por três mandatos sucessivos (12 anos), entre 1917 e 1928. Sua naturalização ocorreu em 1933. Em uma de suas administrações deu início à construção da avenida Presidente Wilson, definindo seu traçado e colocando os meio-fios. Também no seu mandato foi responsavél pela ornamentação e pavimentação da avenida que levaria mais tarde o nome Getúlio Vargas, contornando o Morro dos Barbosas até a Ponte Pênsil. Bensdorp faleceu em 1965, no Hospital Sâo José, aos 84 anos.
Comentário de José Roberto Frutuoso, vicentino que reside atualmente em Praia Grande, na página SV na Memória: "Fez o loteamento da Vila Pedro Duarte que é a avenida Mota Lima. lembro desse senhor na década de 50 bem velhinho ir receber as prestações do terreno do meu pai onde já morávamos num chalé. tenho a caderneta com as assinaturas dele.
Pesquisa documental do genealogista Waldiney La Petina. Fonte: Arquivo Nacional , Rio de Janeiro. Departamento de Estrageiros
A FITA, 1914. A revista santista publica na sua edição de janeiro a lista e retratos dos membros da nova administração municipal de Santos. Destacamos duas figuras políticas com grande afinidade com a nossa cidade: o comendador João M. Alfaya Rodrigues, proprietário da Ilha Porchat. E o dr. José Monteiro, futuro prefeito de São Vicente.
Secretários e funcionários comemorando o 2º aniversário da administração do prefeito Rodolpho Mikulash, em 1940. Ornamentando o gabinete, a decoração-padrão do Estado Novo, com a bandeira do Brasil ao centro ladeada pelos retratos do presidente Getúlio Vargas e o então interventor paulista Ademar de Barros. Na época era proibido usar as bandeiras dos estados, que haviam sido queimadas em cerimônia pública diante da bandeira nacional. Era uma forma de enfrentar os regionalismos separatistas e ideologias "estranhas" (comunismo, anarquismo e nazi-fascismo) ao povo brasileiro. As ideologias rejeitadas pelo governo federal existiam na AIB e ANL, forças de esquerda e direita que polarizavam o Brasil naquele contexto, tendo tido a Intentona Comunista em 1935 e um movimento de golpe de Estado integralista. As tentativas de golpe foram contidas pela ditadura imposta por Vargas em 1937.Imagem: Revista Flama. Santos, edição de Janeiro. Arquivo digital da FAMS.
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Documento enviado ontem (02 de fevereiro) a SV na Memória pelo ex-prefeito e deputado Koyu Iha
"KOYU NÃO É MAIS PREFEITO!"
"KOYU SAIU!"
Em suma, Koyu Iha é um grande exemplo das melhores qualidades de um ser humano e que poderia, ou melhor, que pode muito bem ser seguido pelas novas gerações da política vicentina.
Pelo bem de nossa (sofrida) Cellula Mater.
Charge: Lauro








FORÇAS OCULTAS HÁ 60 ANOS.
O Carnaval solitário do presidente Jánio Quadros em São Vicente em fevereiro de 1961. Hospedado num apartamento no Boa Vista, Jânio caminhou pela avenida que leva até a Ilha Porchat. O presidente já estava preocupado com o seu futuro político. Meses mais tarde ele renunciou ao mandato que conquistou com milhões de votos das classes populares que viam nele o fim da corrupção e dos desmandos no Brasil. Jânio daria uma explicação bem clara - embora vaga para muitos -ao seu gesto inesperado: "Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam, até com a desculpa de colaboração".
Revista O Cruzeiro. Acervo digital da Biblioteca Nacional.
O PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS EM SÃO VICENTE
O presidente Getúlio Vargas participa em São Vicente da abertura do Segundo Congresso dos Municípios Brasileiros. O evento foi realizado no Ilha Porchat Club.

DISCURSO PRONUNCIADO PELO PRESIDENTE GETULIO VARGAS NA INSTALAÇÃO DO SEGUNDO CONGRESSO DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS, NA CIDADE DE SÃO VICENTE, NO ESTADO DE SÃO SÃO PAULO -12-10-1952
O VERDADEIRO SENTIDO DA POLÍTICA MUNICIPALISTA
“Foi singularmente feliz a escolha da cidade de São Vicente para a realização deste Segundo Congresso dos Municípios Brasileiros, que congrega para um exame dos problemas comuns os representantes dessas unidades políticas municipais em cujo seio repercutem e em cuja alçada recaem as questões de interesse mais imediato para o conforto, a segurança e o bem estar dos cidadãos. Foi, com efeito, neste litoral paulista que se firmou o primeiro estabelecimento civilizado em nosso país, e nesta terra brotaram as primeiras sementes desse espírito cívico e dessa forte noção de solidariedade comunal que animou com vitalidade tão notável a nossa história colonial, e que se reflete na robustez com que o princípio da autonomia dos municípios se projetou em nosso sistema jurídico”.
“O município é a força modeladora da vida política bem como da vida econômica do país. As liberdades municipais são a base da democracia, pois é no âmbito do município que o cidadão exerce o direito do voto que lhe permite escolher os mandatários a quem confia os seus interesses. A prosperidade da economia municipal, por outro lado, é ao mesmo tempo um índice fiel e um seguro esteio do desenvolvimento nacional” (...) (Biblioteca da Presidência da República)
A PRIMEIRA MULHER NA CÂMARA
Fonte: Jornal Vicentino
O reconhecimento da sua atuação histórica está na rodovia/avenida que leva o seu nome e liga a área insular e a área continental de São Vicente. Em 1989, quando o mundo e o Brasil celebravam o Dia Internacional de Mulher, a vereadora foi homenageada na Câmara ao lado de mais três celebridades femininas de São Vicente, porém, em nenhum trecho da matéria jornalística que cobriu a cerimônia (não sabemos dos discursos), se referiu à ela como figura feminina pioneira na política vicentina.
Angelina era moradora do bairro do Catiapoã. Iniciou sua carreira social e política como voluntária da Santa Casa de Santos. Foi ativista da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento que comoveu e arregimentou milhares de cidadãos paulistas contrários ao então governo provisório do presidente Getúlio Vargas. Em São Vicente, como indica os dados da matéria de A Tribuna, Dona Angelina atuou na proteção e assistência aos favelados da comunidade Sá Catarina de Morais, na implantação de várias escolas públicas nos bairros periféricos, na melhoria de entidades desportivas e na defesa dos ferroviários e moradores da Vila Sorocabana e no seu bairro de origem.
Entre os anos 1950 e 1980 os núcleos de habitações populares se concentravam basicamente nos dois extremos da parte vicentina da Ilha São Vicente: de uma lado a Vila Margarida e a Esplanada dos Barreiros; e no outro – na divisa com Santos - o Jockey, Beira Mar, Vila Mateo Bei, Jardim Nosso Lar, Vila Fátima, Jardim Vassoras, Favela de Santo Antônio e os diques dos rios Caixeta, Piçarro e Sambaiatuba. A área continental era praticamente desabitada. A maioria desses núcleos insulares era fruto de invsaões e loteamentos irregulares, na época já denunciados pelo jornais da região.
No seu primeiro mandato entre 1956 e 1960 Angelina Pretti atuou na Câmara ao lado dos seguintes vereadores: Dr. Alberto Lopes dos Santos (também legislador em vários mandatos e morador do Japui) - Antônio Bueno Capolupo - Antônio Conceição Filho - Carlos Menezes Tavares - Cremiro Azevedo - Jayme Pinheiro Guimarães - João Camillo Alves Ferreira - José Gomes Henriques - José Rosindo dos Santos Filho - Lourival Moreira do Amaral - Nelson Parente - Nicolino Simone Filho - Oswaldo Marques - Raul Vasques Rios e Rafael Faro Politi.
A edição de 15 outubro de 1989 de A Tribuna noticia concessão de títulos de Cidadania Vicentina a quatro mulheres que se se destacaram na histíria de São Vicente. Entre elas Angelina Pretti da Silva.
No segundo mandato de Angelina Pretti da Silva surge na Câmara os primeiros embates pela emancipação de Praia Grande, tendo como principal defensor o vereador Oswaldo Toschi. Nesse período de conflitos entre os interesses da ilha e os interesses do continente vicentino também foi eleito (e depois renunciou) o vereador Tude Bastos, cujo nome identifica uma conhecida vila e terminal rodoviário em Praia Grande. Tude Bastos atuava com advogado na capital paulista e era proprietário de terras no lado oeste do bairro Sítio Campo, empreendeu o loteamento que leva o seu nome. Na época desses conflitos emancipatórios o prefeito Jonas Rodrigues cumpria sua função defensiva por vias judiciais; e na Assembleia Legislativa do estado, o deputado Olavo Horneux de Moura liderava o movimento contrário à emancipação, lutando para preservar a Praia Grande como patrimônio territorial vicentino. Defendiam a Praia Grande os deputados estaduais Hilário Torloni e Osvaldo Massei; e na esfera federal, o deputado Ítalo Fittipaldi. São Vicente tinha como defensores federais os deputados Athié Jorge Coury e Antonio Ezequiel Feliciano da Silva. Em 1963 os praia-grandenses conquistam a primeira batalha dessa longa e gradual guerra jurídica e politica, obtendo a emancipação do Distrito de Solemar (pioneiros do movimento) e o status de subdistrito do Boqueirão. No mesmo ano conquistam o direito de plebiscito, concedido pelo juiz da Comarca de São Vicente, Dr. Octávio Ruiz. Votaram a favor, 680; contra, 10 votos; em branco, 2; votos nulos, 15 - total dos eleitores, 707.
Entre 1964 e 1968 Angelina Pretti testemunha com seus colegas de Câmara e cidadãos vicentinos a implantação do Regime Militar no Brasil, um período de suspensão da democracia através das cassações de mandatos e a gestão de interventores na cidade. São cassados por decreto do Marechal Castelo Branco (chamado de ato revolucionário) os mandatos e direitos políticos, por dez anos, do prefeito Charles Dantas Forbes, do vice-prefeito Jaime Pinheiro Guimarães, dos vereadores Osvaldo dos Santos, Ricardo Gonçalves Rocha, Osvaldo Toschi; e dos funcionários José Carlos Rivero e José Gonçalves Nascimento, bem como do secretário Marcondes de Moura. Ao despachar com o ministro da Justiça, Mem de Sá, o presidente da República nomeou o sr. Lincoln Feliciano da Silva, antigo político santista, para interventor federal no município. Em 1967 São Vicente teria um outro interventor, agora estadual, o Tenente-coronel Jorge Conway Machado, sucedido por prefeitos nomeados pelos governadores Laudo Natel e Franco Montoro. O regime militar duraria até 1985.
DITADURA DE VARGAS SUPRIMIU O PODER LEGISLATIVO
Nesse período os prefeitos de São Vicente, todos nomeados, foram:
Dr. José Monteiro, 10/4/1931 a 19/5/1938 - 1/1/1948 a 31/12/1951
Rodolpho Mikulasch, 19/5/1938 a 31/7/1941
Oswaldo Russomano 31/7/1941 a 2/8/1941
Polydoro de Oliveira Bittencourt, 2/8/1941 a 1945
Dr. Lino Vieira, 27/11/1945 a 25/3/1947
Os últimos mandatários da Câmara Municipal antes do golpe do Estado Novo foram:
Alberico Robillard de Marigny ; Dr. Alcides de Araújo, Agostinho Pereira Pinto Júnior; Raul de Souza Dantas; Dr. José Meirelles Júnior; Rodrigo Peres do Rio Filho; Tiago de Castro Bicudo; João Lima; Jayme Hourneaux de Moura;- Walter Amaral; e Leopoldo Bernardo Augusto Teuber. (Org)
Após os estudos regulamentares, em sua cidade, formou-se em medicina. Tendo realizado curso de especialização no Hospital St. Louis, de Paris, França. Como médico, foi funcionário do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e proprietário da antiga Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora das Graças.
Em 7 de outubro de 1962, concorreu pelo Partido Democrata Cristão (PDC) a uma cadeira de deputado estadual, obtendo 8.655 votos. Ficou como suplente da bancada de seu partido e assumiu o mandato parlamentar em diversas oportunidades na 5ª Legislatura de 1963-1967. Com o fim do pluripartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar que havia tomado o poder pelo movimento revolucionário de 1964.
Olavo Hourneaux de Moura foi presidente municipal do MDB de São Vicente. Nas eleições de 15 de novembro de 1966, foi reeleito para a 6ª Legislatura de 1967-1971, com 9.474 votos, pelo MDB, assumindo sua cadeira em 12 de março de 1967. Nesse período fez parte das comissões permanentes da Assembleia Legislativa como membro efetivo nas de Assistência Social, e na de Cultura, Esportes e Turismo, e suplente nas de Saúde e Higiene e de Educação e Cultura.
Integrou também, em 1967, a Comissão Especial que procedeu a reforma do Regimento Interno da Assembleia.Em 25 de janeiro de 1968, o deputado Olavo Hourneaux de Moura participou das solenidades de transferência da sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo do Parque D. Pedro, situada no velho prédio do Palácio das Indústrias, para a nova sede do Palácio 9 de Julho, no Parque do Ibirapuera. O deputado Olavo Hourneaux de Moura foi também testemunha do fechamento da Assembleia Paulista pelo Ato Institucional nº 5, de 13/12/1968. A Assembleia permaneceu em recesso pelo regime militar de 7/2/69 a 31/5/70. Nesse período, foram cassados pelo AI-5 , 25 deputados estaduais, que tiveram também seus direitos políticos suspensos por dez anos.
Disputou, em 15 de novembro de 1970, sua reeleição à Assembleia Legislativa paulista, pelo MDB, ficando mais uma vez como suplente, com 11.831 votos. Mas não assumiu novamente a cadeira, por ter renunciado à suplência em oficio encaminhado ao presidente da Casa, em 12 de junho de 1973.
Foi também fundador do Esporte Clube Beira Mar, de São Vicente, em 9 de fevereiro de 1938, entidade esportiva atuante até os nossos dias. Era viúvo de Ivaneide Mendes Guimarães de Moura e deixou oito filhos, Márcia, Olavo, Fernando Antonio, Fábio, Ricardo, Maria de Fátima, Marcelo e Eduardo, treze netos, e cinco bisnetos. (Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente)
MÁRIO COVAS E MÁRCIO FRANÇA NO MÉXICO 70

"Revirando os arquivos, encontrei essa foto tirada em 2001. Mesmo muito debilitado, meu pai fez questão de visitar a recém-urbanizada favela do México 70, em São Vicente, junto com o então prefeito da cidade, Márcio França. A obra foi a "menina dos olhos" do meu pai porque tirou as mais de 50 mil pessoas do mangue e lhes deu condições dignas de moradia. Essa imagem eterniza a amizade e a parceria que os dois sempre tiveram". (Mário Covas Neto)
Nota do CALUNGAH : a imagem é de autoria do fotógrafo vicentino João Vieira.
Reportagem de A Tribuna, em 2008, com o fotógrafo João Vieira, falecido em 23 de dezembro de 2019.
João Vieira registrou como fotojornalista grandes momentos da história política da região. Presidentes, governadores e prefeitos foram alvos da sua lente sempre atenta para as melhores cenas. Essa imagem colorida acima é de 2001 quando o governador Mário Covas inaugurou o núcleo habitacional do México 70. Covas também escolheu São Vicente como sede de governo, em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil. O corpo de João Vieira está sendo velado no Cemitério da OSAN.
Foto: acervo de Danilo Fernando (neto de João).
Licenciado, Covas visita obras no interior e no litoral
São Paulo, quarta-feira, 24 de janeiro de 2001
FOLHA DE SÃO PAULO- DA REPORTAGEM LOCAL
Foto: João Vieira, de A Tribuna.
Um dia depois de ter se afastado do cargo por tempo indeterminado para tratamento de saúde, o governador licenciado Mário Covas (PSDB), 70, visitou ontem uma cidade do interior e outra do litoral do Estado para cumprir parte da agenda cancelada na semana passada depois de sua internação no Incor.
Segundo Covas, a decisão de comparecer a São Vicente (67 km da capital) e a Itapecerica da Serra (33 km de São Paulo) foi tomada ainda na madrugada de anteontem, sua última no hospital, após quatro dias de internação.
"Resolvi telefonar para o pessoal para dizer: "Amanhã (ontem) vou fazer o que não fiz ontem (semana passada)"", declarou, rindo.
Ainda estavam previstas passagens por Suzano e Pirapora do Bom Jesus, ambas canceladas devido ao mau tempo.
""A gente vai tocando para a frente. Na hora em que cair, cai. Não sou maluco. Conheço a minha força. Se eu passar do limite, eu paro. Ninguém quer se suicidar. Tento cumprir aquilo que posso. Enquanto tiver força para fazer, a gente vai fazendo", completou, ao visitar a favela México 70, reurbanizada por uma parceria entre o governo estadual e a Prefeitura de São Vicente.
A visita à cidade estava inicialmente marcada para a última sexta-feira e teve de ser cancelada depois que Covas foi internado no Incor um dia antes, após ter se ferido em uma queda no banheiro.
""Foi muito bom poder ter vindo. Me dá um estímulo danado. Tive sempre muito ânimo por essa obra, que eu considerou a mais importante obra social (feita por ele) em todo o Estado. Alguém imediatamente diz: "Ah, a estrada de Santos para São Paulo". Porque rico só pensa em estrada. Mas igual a essa não tem", afirmou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Vicente, empurrado pela filha Renata, ele percorreu um trecho da favela em sua cadeira de rodas. O governador licenciado comentou o apoio que vem recebendo da população. ""Isso tem sido, para mim, uma coisa muito generosa. Transmite muita energia, muito boa vontade, muita força."
Questionado se estaria se sentindo melhor, respondeu: ""Deus te ouça. Quero continuar assim. Fisicamente me sinto bem melhor do que ontem, bem melhor do que anteontem e do que trás de anteontem e muito pior do que trás, trás de anteontem", afirmou, provocando risos nos presentes.
Depois de 40 minutos no local, o governador licenciado prosseguiu de helicóptero até Itapecerica, onde percorreu obras de carro. Covas permaneceu em atividade externa por cerca de quatro horas. Antes de retornar ao Palácio dos Bandeirantes, às 17h30, ainda sobrevoou as marginais da Castelo Branco, que serão inauguradas por Geraldo Alckmin amanhã. A princípio, o governador licenciado pretende participar da cerimônia, após se submeter à sua terceira sessão de quimioterapia.
O médico particular de Covas, o infectologista David Uip, declarou não haver impedimentos para que seu paciente viaje. ""Desde que ele tenha o bom senso de não ir a 20 cidades no mesmo dia... Não quero que ele fique refém e a cada saída peça autorização. Se cumprir os horários da medicação e de repouso, acho até que faz bem para ele se ocupar", explicou.
Uip disse que a viagem foi marcada depois de conversas entre ele, Covas e assessores do governador licenciado. De acordo com Uip -que durante a tarde manteve contato com a enfermeira que acompanha seu paciente e com o próprio Covas-, o governador licenciado passou o dia bem, sem nenhum tipo de sintoma. Durante a madrugada, declarou Uip, teria se queixado apenas de dor de cabeça, sintoma que desapareceu depois de ministrada medicação adequada.
Ontem à noite ainda estava prevista uma visita do médico ao Palácio dos Bandeirantes.
Pela manhã, Covas se dirigiu a seu gabinete pouco antes das 9h e solicitou a seus assessores álbuns com fotos de suas obras.
Romaria
A romaria que saiu anteontem de São Paulo em direção a Aparecida (170 km) para orar pela recuperação de Covas deve interromper a caminhada às 13h de hoje, devido ao aumento do fluxo de veículos nas rodovias em razão do feriado de aniversário da capital.
Segundo o padre Rosalvino Moran Viñayo, que organizou a caminhada, os romeiros não querem atrapalhar o trânsito. O padre espera chegar a Aparecida no sábado. A presença da primeira-dama Lila Covas na missa na Basílica Nacional de Aparecida já está confirmada. Não está descartada a ida do governador licenciado.
ANTÔNIO FERNANDO DOS REIS
Há exatos 20 anos, São Vicente perdia um de seus melhores prefeitos, Muito benquisto pela ampla maioria da população, ele sempre colocou os interesses de nossa Cellula Mater acima de tudo e não mediu esforços e nem limitações para fazer uma cidade melhor a cada dia; por conta disso, vamos resgatar e enaltecer a memória de Antônio Fernando dos Reis, ou simplesmente, Reis, como era popularmente conhecido.
Filho do Sr. Francisco dos Reis e de D. Maria Fernanda dos Reis, Antônio Fernando dos Reis nasceu no dia 24/12/1948 na Beneficiência Portuguesa, em Santos. A família morou na Rua Silva Jardim nº 406, Macuco, até 1950, ano em que resolveu mudar-se para São Vicente, fixando-se primeiramente na Rua Dr. Armando Sales de Oliveira, esquina com a Rua Comendador Freixo, Vila Valença.
Seu pai estabeleceu-se à frente da Panificadora Lusitana, uma das mais tradicionais da cidade em seu tempo, situada à Rua Campos Salles nº 195. Em março do ano seguinte foram morar bem próximos, na Rua Jacob Emmerich nº 821
Em 1956, Reis matriculou-se na conceituada Escola Nossa Sra.do Rosário, bem próxima à sua casa, na Rua Visconde de Tamandaré Em 1960, passou para o colégio Tarquínio Silva, em Santos, onde cursou o ginásio e o científico, saindo de lá em 1966.
Em 1967, ingressou na Faculdade de Engenharia da Cidade de Lins, interior do Estado, ainda no mesmo ano, transferiu-se para a Faculdade de Engenharia de Mogi das Cruzes, de onde saiu formado em 1971, na primeira turma e com distinção.
Em 1972, foi convidado pelo então prefeito eleito Jorge Bierrenbach Senra para trabalhar em sua administração, assumindo o cargo de Diretor de Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de São Vicente. Bierrenbach, além de excelente prefeito, era muito perspicaz: de imediato, viu que aquele jovem dinâmico agregaria e muito à sua administração.
Em 1973, foi diretor da Cohab Santista , em Santos, representando São Vicente,e, paralelamente, fez o Curso de Orientação Metodológica do Plano Diretor de Desenvolvimento integrado na USP de São Carlos. Em 1974, assumiu os cargos de Diretor de Parques e Jardins e a Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de São Vicente . A partir daí, várias praças da cidade receberam melhorias , destacando-se as praças 22 de Janeiro, Oswaldo Cruz, Barão do Rio Branco, Dr. Cesário Bastos, 1º de Maio, Sir Winston Churcill, Coronel Lopes, João Pessoa e a Bernardino de Campos, que de um espaço abandonado, passou a contar com um parque infantil , muito bem aparelhado e protegido por um colorido alambrado. Por mais de duas décadas, o parquinho garantiu a diversão e a alegria de inúmeras crianças.
Em 1975, aprimorou-se ainda mais e cursou Engenharia de Segurança e Higiene de Trabalho na Faculdade de Engenharia Industrial , na capital paulista.
Em 1976, fez parte da vitoriosa chapa encabeçada por Koyu Iha e foi um dos fundadores do Elos Clube de São Vicente, entidade defensora das tradições e culturas luso-brasileiras.
Além de vice-prefeito, foi Diretor-Presidente da Codesavi até 1980.período em que quilômetros e quilômetros de vias públicas receberam calçamento. A vasta maioria dessas múltiplas obras dura até hoje.
Em 1º/2/1981,aos 33 anos de idade recém completos e com a renúncia de Koyu, que não aceitou ter seu mandato prorrogado por dois anos, Reis assumiu a prefeitura , sendo o mais jovem prefeito da História da cidade. Embora ficasse pouco tempo no cargo, fez um brilhante trabalho, onde deu especial atenção aos artistas cidade em vários segmentos, criou o espetáculo da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente, hoje o maior do planeta apresentado em areias de praia. Significativas melhorias nas áreas da saúde e educação também foram observadas.
Seu primeiro mandato terminou em 1º/2/1983, data em que passou o cargo a Sebastião Ribeiro da Silva, eleito em 1982.
Naquele mesmo ano de 1983, a convite do então governador Franco Montoro, Reis assumiu o cargo máximo na extinta SUDELPA (Superintendência de Desenvolvimento do Litoral Paulista), onde ficou até 1985. Na autarquia, criou o programa Mãe Crecheira, onde donas de casa recebiam uma determinada quantia para cuidarem de crianças em seus próprios lares enquanto outras mães trabalhavam fora; tal projeto recebeu muitos elogios da então primeira dama do Estado, D. Lucy Montoro e foi copiado em várias cidades. Assim como a brilhante ideia das hortas comunitárias. Questões ambientais como a correta destinação do crescente lixo doméstico e industrial, reciclagem, preservação e recuperação de manguezais, contenção de invasões e também a saúde de pessoas carentes e mais vulneráveis, como os carrinheiros, por exemplo , também fizeram parte de suas pautas. Ao deixar o cargo na SUDELPA, Reis passou a dedicar-se à construção civil com a firma Coimbra Empreendimentos Imobiliários LTDA
Em 1986, candidatou-se a Deputado Estadual. O slogan de sua campanha foi a adaptação do bordão de um popular personagem do Jô Soares (“ Sois rei?”) . Muitos santinhos lançaram a pergunta: “ Sois Reis em 86?”. Apesar da boa votação, Reis não conseguiu sua cadeira na ALESP.
Veio o ano de 1988 e com ele, mais uma eleição municipal, seguramente a mais acirrada de todos os tempos! Com a lembrança do bom governo que fizera, somado ao seu carisma e ao inestimado e incansável empenho de sua equipe, Reis venceu o pleito por uma apertada diferença e com isso, comandou nossa cidade mais uma vez entre 1º/1/1989 e 31/12/1992 .Seu slogan de campanha foi : “ São Vicente tem jeito: Reiis para prefeito”,
E como teve: este novo mandato foi marcado por muitas outras realizações como a inauguração do 2º Distrito Policial no Parque São Vicente; a celebração de convênio com a EBTU para a retomada e a conclusão da Ponte dos Barreiros; a abertura de crédito para a a instalação da Constituinte Municipal em 1989, que culminou com a promulgação da Lei Orgânica do Município ;convênio com a UNESP para cooperação recíproca na área da educação; a instituição de programa de iniciativa privada com a administração Municipal para dotar a cidade de emplacamento de ruas, sinalização turística, colocação de abrigos em pontos de ônibus, arborização, instalação de relógios-termômetros e bancos de jardins; convênio com a UNICAMP objetivando cooperação mútua nas áreas de saúde, educação, cultura, arquitetura e engenharia, drenagem e pavimentação de inúmeros logradouros , entre muitas outras inciativas, ou seja, Reis foi um dos precursores do que hoje chamamos de PPP (parcerias público-privadas).
Em sua segunda gestão , ainda foram firmados convênios com o Governo do Estado para a construção de um conjunto habitacional na Cidade Náutica através do CDHU, além do termo de cooperação intergovernamental com a secretaria de Educação do Estado, visando a descentralização, expansão e melhoria do ensino em nossa cidade, Firmou ainda convênios com a Secretaria de Estado da Promoção Social para a implantação de projeto de atendimento às famílias e grupos da população com problemáticas específicas, e com a UNISANTOS, tendo como meta a participação de professores municipais em curso de especialização de ensino para a pré-escola e de alfabetização.
Reis também desenvolveu excelente trabalho na área administrativa, implantando uma política de valorização do funcionalismo público, além do que, concebeu e colocou em prática uma política social de grande abrangência, com a criação de várias creches, a instituição do Fundo Social de Solidariedade, a reestruturação da Secretaria de Cultura e o convênio com a LBA para a manutenção das creches municipais.
Na área da saúde, desenvolveu uma política que priorizava a destinação de recursos para o Hospital São José, a criação do Hospital de Samaritá, que se constituía em uma de suas prioridades de governo, sendo também de sua iniciativa a criação do Conselho Municipal de Saúde; ampliou as opções, onde destacam-se as inaugurações do Ambulatório Médico e Odontológico da Vila Margarida e outra unidade similar no Jardim Rio Branco, além da reforma e ampliação do Pronto Socorro da Vila Fátima.
As praças, novamente não ficaram de fora e muitas foram reformadas e reurbanizadas, como a João Pessoa e a Oswaldo Cruz e outras no inovador programa Adote Uma Praça, quase todas as praças da cidade foram beneficiadas e sem custo aos cofres públicos.
Outra grande marca de seu segundo mandato foi a construção das muretas em toda a orla do Gonzaguinha. Inaugurada nas comemorações do 459º aniversário da cidade, em 1991, a obra iniciava no antigo Luna Park e findava ao lado do Edifício Grajahu. Proporcionando mais segurança aos pedestres, além de embelezar a orla, as antigas muretas transformaram toda a extensão do Gonzaguinha em um imenso ponto de encontro, confraternização e recreação. Tornaram-se também mais um símbolo da cidade e inúmeros munícipes e turistas acharam um absurdo a sumária retirada das muretas cerca de dez anos depois.
Antes mesmo do término de seu segundo mandato, Reis já apresentava problemas de saúde, em boa parte decorrentes dos dissabores com a oposição, mas ele pouco reclamava sobre.
Em 1995, assumiu o cargo de Diretor-Presidente da CODASP -Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo, a convite do governador Mário Covas,
Em 1996, Reis candidatou-se a vereador, mas devido à saúde já debilitada, não saiu às ruas para fazer campanha, ainda assim, conseguiu 347 votos, sendo que então, apenas 900 seriam suficientes para elegê-lo.
Infelizmente, Reis faleceu em 7/11/1999,vítima de problemas cardíacos, a poucas semanas de completar 51 anos de idade, não faleceu apenas o prefeito, o engenheiro, o administrador e sim um homem que amava sua cidade incondicionalmente, que todo dia pensava em como podia melhorar nosso cotidiano, que falava de São Vicente com uma nítida paixão estampada nos olhos, que fez muito além do que podia e muito mais faria se tivesse uma nova chance.
Hoje, ele empresta seu nome à uma escola municipal no Jardim Independência e também à uma creche comunitária no Parque Bitaru.
Além do muito que fez pela Celullla Mater, Reis , dono de uma grande bagagem cultural, em seu primeiro mandato criou o termo “ A primeira Câmara das Américas”; desde então citado constante e orgulhosamente em nosso cotidiano.
Assim como Jorge Bierrenbach Senra, Antônio Fernando dos Reis é um exemplo a ser seguido por aqueles que desejam comandar os destinos da nossa cidade pelos próximos anos.
Que estes exemplos sejam novamente realidade.
São Vicente merece!
Texto de Silvio Elizei, com a colaboração direta de Vera Lúcia dos Reis Martins e indireta do vereador Roberto Rocha - São Vicente de Outrora (07 -11-2019).
I CONGRESSO DO PT- 1991
CAMPANHA DE TÉRCIO GARCIA PARA PREFEITURA -2004Fonte: O Segredo de Márcio França- Clóvis Vasconcellos
MÁRCIO FRANÇA NO CONGRESSO COMO DEPUTADO FEDERAL
O governador Márcio França é recebido com festa por mais de mil pessoas em São Vicente. Candidato participou de uma cerimônia do programa de Alistamento para Jovens.
ABC- 28/09/2018. Fotos: Luciano Piva
O candidato ao governo do estado pelo PSB, Márcio França, foi recebido com festa nesta sexta-feira (28) no centro de São Vicente, cidade onde foi prefeito e se reelegeu com 93% dos votos. Seus dois mandatos no município foram de 1997 a 2004.
França caminhou pelas ruas lotadas de pessoas que vieram saudá-lo e foi até a unidade onde estudou, a Escola Estadual Professora Zina de Castro Bicudo, onde hoje também funciona a Escola Técnica (Etec) Ruth Cardoso. "Estou muito feliz por voltar aqui no 'grupão', onde estudei, é uma emoção grande", declarou emocionado. O novo governador é um grande defensor do ensino gratuito de qualidade e tem orgulho de ter estudado em escola pública.
Num breve discurso para eleitores e militantes, França disse estar confiante em uma virada nas urnas. "Aqui tem café no bule. A minha palavra é de verdade. Vamos chegar no segundo turno e vamos ganhar essa eleição", afirmou.
No início da manhã, o novo governador participou da solenidade que marcou o início dos cursos e atividades práticas de integrantes do Jepoe (Jovens em Exercício do Programa de Orientação Estadual), também conhecido como Alistamento Civil.
O programa é uma de suas principais propostas de governo de França. Por ele, jovens em condições de vulnerabilidade têm uma oportunidade de prestar serviços à comunidade e receber uma bolsa auxílio de 500 reais. Para isso, voltam a estudar em ensino técnico e se qualificam para o mercado de trabalho.
“A gente fez isso com muito esforço e eu tenho certeza que vamos poder levar o programa para o estado de São Paulo todo, para 80 mil rapazes e moças da rede pública estadual”, disse França.

Hoje, mais um grupo de jovens começou a atuar em São Vicente. “Tudo o que ensinamos em sala de aula vamos colocar em prática nas ruas”, disse Cleber Fernandes, um dos coordenadores do projeto na cidade. Ele destacou a mudança de comportamento dos garotos, que chegam sem saber direito o que querem da vida e logo ganham outro ânimo. “Hoje, muitos pensam em ser policiais militares, outros engenheiros. Contribuímos para o futuro dessas pessoas", afirmou Cleber.
Meninos, eu vi! –Parte 1
Victor Miranda

(Tomo emprestada a expressão eternizada pelo poeta Gonçalves Dias para narrar algumas das situações que acompanhei como jornalista ao longo de quase duas décadas de cobertura política vicentina).
Meninos, eu vi! No distante 2002, um prefeito com aprovação recorde, concedeu entrevista para um estagiário a serviço de um jornal universitário. Era outubro, Márcio França recém havia sido o coordenador da campanha de Anthony Garotinho à presidência da República. Perguntado sobre suas ambições políticas, respondeu sem modéstia "ser governador". Para mim, pareceu muito. Em 2018, encontrei-o na porta da Prefeitura. O carro oficial de governador estava diante do Paço. Ainda que por um breve período, aquele homem chegou onde sonhava.
É bem verdade que a trajetória foi cheia de altos e baixos. Entre 2002 e 2018, elegeu seu sucessor na Prefeitura, foi deputado federal por dois mandatos, ocupou cargos no Estado e, como vice de Geraldo Alckmin, chegou ao Palácio dos Bandeirantes (tendo a a oportunidade de substitui-lo no comando do Estado por 8 meses). Mais do que isso, tornou-se um dos maiores articuladores políticos do Estado. Por outro lado, sofreu derrotas dolorosas. A principal delas em 2012, quando não conseguiu eleger o filho - hoje deputado estadual Caio França - para comandar São Vicente.
Por alguns dias, o experiente Márcio França evitou entrevistas. No feriado prolongado de Doze de Outubro daquele ano, viajei de ônibus para Porto Alegre. Na volta, entediado com as 18 horas de viagem, mandei um SMS para o seu assessor: "consegue aquela entrevista para mim". Deu certo. Após dias de insistência, ele aceitou conversar comigo. Cheguei às 6h no Terminal Tietê e fui direto para a Sucursal. Na hora do almoço, o então deputado Márcio França atendeu minha ligação. Conversamos por quase 1h - só de entrevista foram mais de 40 minutos. No dia seguinte, A Tribuna estampava a síntese de seus pensamentos naquele momento: "Como um GPS, estou recalculando a rota". A mudança do percurso foi nítida desde então. França mudou o título eleitoral para São Paulo pouco depois. O resto é história.
(...)
Meninos, eu vi! Um técnico calmo e inteligente, sem perfil político, ser eleito e reeleito prefeito da Cidade com votações altíssimas. Começou com um trabalho mais voltado ao social e com importantes obras empenhadas. Em 2010, já como repórter da Sucursal vicentina de A Tribuna, diante dos primeiros efeitos de uma crise econômica cujos efeitos ainda reverberam, escrevi matéria de página sobre o aumento do endividamento de São Vicente. Aquela administração inchada estava ruindo.
No segundo mandato do governo Tercio, cobri greves, manifestações, denúncias... Vi o prefeito perder a governabilidade e enfrentar oposições internas. Fui recebido em sua casa, no final de 2012, naquela que foi sua última entrevista à frente do Executivo. Era um domingo e eu estava de folga. Mas não poderia negar um convite repentino como aquele.
A fala era mansa, como sempre. As mãos trêmulas se esforçavam para segurar a xícara de café. Estava visivelmente abatido. Boa parte dos políticos e apoiadores o haviam abandonado. Durante a conversa, o já falecido político justificou a sua ida para Limeira, onde foi atuar como secretário municipal. Fez, também, uma análise sobre erros e acertos do mandato. Garantiu que nunca fugiria de São Vicente. Ainda estávamos no começo da década, mas Tercio já reclamava de boatos em redes sociais. "Quem quer agir por mal e desestabilizar uma figura pública ou um governo consegue com muita facilidade". Apesar do tom de resignação, preferiu não responder as críticas. "Isso não é formado por um grupo político ou pelos sindicatos. É a própria instabilidade que gera esse cenário".
(....)
Meninos, eu vi! E aprendi. A política é muito mais intensa e instável do que pensamos. O jogo é feito de voltas e reviravoltas. Em pouco tempo, tantas coisas mudam e, ao mesmo tempo, tantas outras parecem iguais...
* Amanhã, pretendo publicar a parte 2 deste "Meninos, eu vi!", onde contarei alguma experiência dos governos Bili e Pedro. Na quarta, mandarei a terceira parte, narrando um pouco do que vi da trajetória do prefeito eleito, Kayo Amado. Dividi para não ficar ainda mais extenso. Esses parcos e aleatórios causos da política calunga não interessam vocês, mas decidi registrá-los no Facebook para lembrar daqui um tempo. Espero não esquecer de dar sequência... RS
Meninos, eu vi! - Parte 2

(Tomo emprestada a expressão eternizada pelo poeta Gonçalves Dias para narrar algumas das situações que acompanhei ao longo de mais de 18 anos envolvido na cobertura política vicentina).
Meninos, eu vi! Um vereador desafiar uma hegemonia. Eram meados de 2015 quando Luís Cláudio Bili apostou no desgaste do grupo político ao qual fazia parte para embarcar em um voo solo. Para isso, rompeu com a base governista, deixando para trás uma relação de 14 anos e meio - era secretário de Relações do Trabalho e Geração de Emprego e Renda até uns dias antes do reposicionamento.
No ano seguinte, para enfrentar uma supercoligação formada por 21 uma siglas, Bili reuniu o PP, PRTB e PTdoB. E, assim, consolidou-se como o principal adversário de Caio França. À primeira vista, a vitória parecia improvável. Mas nada que abalasse a sua confiança.
(...)
Meninos, eu vi! Onze dias antes da eleição, o ainda vereador subiu a escadaria da Sucursal de São Vicente de A Tribuna. A Redação ficava no mezanino de um estabelecimento comercial onde hoje funciona uma loja de calçados. Bili estava sorridente. Tinha o celular na mão esquerda, o cabelo espetado encharcado de gel e usava a famigerada camisa roxa, cuja cor acabaria rendendo muita polêmica nos anos seguintes. Eu ainda preparava o gravador para a entrevista quando ele indagou: "ainda estamos em off?". Diante da resposta afirmativa, estendeu o braço direito em minha direção e, pedindo um aperto de mão, afirmou categorigamente: "posso te dizer uma coisa? Você está diante do novo prefeito de São Vicente".
Fiquei emudecido diante do excesso de confiança. Tentava entender o que gerava tamanha convicção, indo contra todos os prognósticos. O próprio político percebeu que precisava se explicar. Se hoje é comum vermos pessoas desqualificando as pesquisas eleitorais, Bili já o fazia em 2012. "Meu irmão, não acredite nos números que apresentam. Eleição se ganha no calor da rua, na sola de sapato. E eu afirmo a você: eu serei eleito prefeito de São Vicente".
Bili transmitia confiança. Parecia respaldado. A partir dali, passei a olhar o cenário com mais astúcia. Muito se fala que A Tribuna dava como certa a vitória do PSB. Posso responder pelas minhas reportagens: falácia. Eis um trecho da matéria que escrevi naquele domingo, 7 de outubro de 2012, dia da votação: "Ao contrário dos outros pleitos, o nome indicado pelo PSB (que governa o Município há 16 anos) teve dificuldades para emplacar sua campanha. O vereador Caio França lidera todas as pesquisas eleitorais publicadas ao longo de três meses por vários institutos. Mas, dessa vez, o principal rival apresenta um crescimento impressionante nas últimas semanas. Luís Cláudio Bili (PP), também vereador, é o autor da façanha". No decorrer do texto, ainda sobrou espaço para uma (nem tão) sutil análise: "Embora sejam consideradas grandes ferramentas de campanha, as pesquisas eleitorais não decidem uma eleição. Essa missão recai sobre cada um dos quase 250 mil eleitores do Município".
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Meninos, eu vi! Uma Cidade atônita por uma disputa eleitoral. Se o resultado daquela apuração não foi necessariamente uma surpresa para mim, o foi para tantos outros. Como repórter, queria entender o que os eleitores vicentinos sentiam. Segunda-feira pela manhã transformei a Praça Barão do Rio Branco em local de trabalho. Ao melhor estilo Carlos Alberto de Nóbrega, sentei no banco da praça, em frente às Casas Bahia, e conversei com desconhecidos por quase 1h30. Percebi que boa parte das pessoas não conhecia o novo prefeito. Uma moça disse que, se soubesse que Bili ganharia, não teria votado nele. "Só queria dar um susto no Márcio". Resumindo, aquela foi uma escolha de protesto.
O próprio Bili reconheceu isso na matéria publicada na edição de terça-feira. "Sei que votaram em mim mais por insatisfação do que por convicção". Uma página inteira para apresentar o novo prefeito para a população que o elegeu. A curiosidade era tamanha que a reportagem foi uma das três matérias mais lidas no site de A Tribuna daquela semana. No final da entrevista, perguntei se não era perigoso carregar o rótulo de salvador da pátria, citando o exemplo do petista Luís Carlos Luca Pedro, escolhido prefeito de São Vicente 20 anos antes. "A lembrança é interessante, mas não dá para comparar. Sou muito mais preparado do que o Luca àquela época. E eu não tenho o direito de errar". Como bem sabemos, Bili errou. Como todos - uns mais e outros menos.
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Meninos, eu vi! Um prefeito recém-eleito ser ovacionado por uma arena lotada em seu primeiro mês de governo. Quando o locutor da Encenação da Fundação da Vila de São Vicente anunciou o nome de Luís Cláudio Bili naquele janeiro de 2013, milhares de pessoas emendaram gritos e aplausos. Um apoio que se dissipou com o tempo. A crise financeira era grave desde antes da posse. Muitos problemas pediam soluções urgentes e complexas. Não tardou para o prefeito perceber que apoios políticos podem ser tão sólidos como a lama dos canais - que ele não tinha para onde levar. Lidar com pressões, com o fogo amigo e com fortes adversários políticos não são tarefas fáceis.
Ouso dizer que fui o repórter que mais fez entrevistas com o prefeito Bili. Acompanhei diariamente as ações, as crises, as dificuldades. Sempre fui muito bem atendido, e coleciono diversas histórias curiosas que só podem estar relacionadas a uma figura tão peculiar da história vicentina. Como o dia em que estava apreciando um X-Calabacon no Gulas e, por volta das 21h, meu celular tocou. Era número desconhecido. Pensei que fosse o editor querendo tirar dúvida referente a alguma matéria. "Alô, Victor? Aqui é o senador Gim Argello. O prefeito Bili me falou de você. Eu sou de São Vicente, sabia?". Pego de surpresa, recorri a guardanapos para listar pontos daquela conversa. Os escritos transformaram-se em notas na coluna política do jornal. Já o senador distrital foi preso pela Operação lava Jato em 2016.
Em 2015, em uma das tantas entrevistas que fizemos, Bili lamentou: "essa é a maior crise da história da Cidade". Naquele mesmo ano, liguei para repercutir uma pesquisa de avaliação do seu mandato, reprovado pela maioria dos eleitores. A sinceridade do mandatário foi divertidamente preocupante: "nem eu aprovo o meu governo".
Com todas as dificuldades, Bili decidiu não tentar a reeleição. Uma decisão que parece ter tirado um peso de suas costas. Em meados de agosto de 2016, fui recebido por ele no Fundo Social de Solidariedade - um dos locais de onde o prefeito despachava em fim de mandato. Estava sorrindo, como há tempo eu não via. A pergunta era inevitável: por que abdicar da possibilidade de reeleição? "Tenho vergonha na cara. Sei que as ruas não estão como deveriam. Eu infelizmente não consegui dar a resposta que a sociedade precisava. Eu, realmente, paguei o pato. Mas será que eu destruí uma cidade maravilhosa em 3,5 anos?".
Não, Bili, ninguém destrói uma cidade em três anos e meio. Assim como ninguém reergue uma cidade em um curto período. É um processo árduo, longo e doloroso. Se quatro anos antes ele afirmava não ter o direito de errar, agora fazia um mea-culpa. Teve de devolver o comando de São Vicente para o grupo político de onde havia saído. Festa de um lado, lamento do outro. "Em meio ano, vão reconhecer muita coisa que eu fiz. O povo ainda vai dizer que o Bili não foi tão ruim assim", sentenciou Bili ao fim da última entrevista que fiz com ele no exercício da função.
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Meninos, eu vi! E aprendi... Entre acertos e erros, o jogo é assim: cruel, voraz, avassalador. O salvador de hoje pode ser escurraçado amanhã. A hegemonia que agora parece eterna em pouco tempo vira história. E que qualquer um pode ressurgir das cinzas. Em política, o herói e o vilão pode habitar em um mesmo corpo. Depende do cenário, do contexto, da habilidade de gerenciar crises. Governar é um desafio colossal. Acompanhar essa jornada é uma tarefa de todos. Mas, infelizmente, muitos consideram terminada a sua participação na hora em que apertam a tecla verde na urna eletrônica. Ainda tem muito brasileiro que ama eleições, mas odeia a política.
* Não era essa a formatação prometida inicialmente, mas saiu isso. Até porque, são muitas as histórias e essa postagem extrapolou todos os limites aceitáveis de volume de texto. Ainda pretendo publicar a parte 3 deste "Meninos, eu vi!". Não dou mais prazos ou temas. Afinal, não sei se conseguirei cumpri-los... rs
A CÂMARA VICENTINA
A 1ª CÂMARA DAS AMÉRICAS. Quadro do pintor e historiador uruguaio-vicentino Carlos Fabra retratando uma reunião da 1ª Câmara eleita nas Américas em 1532. A Câmara era a base do poder localista das Vilas em oposição ao poder centralista e fiscalista do Estado Português (capitanias e governo geral). Os parcipantes eram da elite colonial - escravos e indígenas não participavam - e chamados "homens bons" ou "homens de cabedal" (pequena bolsa de couro carregada na cintura onde se guadava moedas). Não há registro conhecido dos primeiros mandatários municipais vicentinos. Mas é possível identificá-los entre as primeiras famílias vindas com Martim Afonso de Souza na sua expedição de 1531 e que possuem descendentes na cidade, em Santos, São Paulo e várias cidades brasileiras fundadas por vicentinos.
AS SEDES DO LEGISLATIVO VICENTINO
A primeira sede que se tem notícia, foi construída na encosta do Morro dos Barbosas, no local onde hoje existe uma cachoeira, juntamente com a Igreja, a Cadeia e a Alfândega, porém um abalo sísmico obrigou o Governo Municipal a reconstruir nova sede no Largo Baptista Pereira, depois Largo Santo Antônio, hoje Praça João Pessoa, onde se encontra o Mercado Municipal. Esse prédio foi construído em 1729 e funcionava juntamente com a cadeia e o quartel de polícia.
Em 1915, no dia 01 de agosto, a municipalidade deixou o velho e histórico casarão, que ameaçava ruir, sendo transferida para a Rua Frei Gaspar nº 20, na esquina com a rua Visconde do Rio Branco (na lateral da Casa do Barão). Nesse período, na propriedade do Sr. Joaquim do Espírito Santo, pagando um aluguel de 2$300 réis, a Câmara permaneceu até que, através de projeto de lei apresentado em 01 de abril de 1919, ficou o Sr. Prefeito Municipal autorizado a adquirir por compra o prédio nº 78 da rua Frei Gaspar e respectivo terreno, pela quantia de 30:000:000 (trinta conto de réis), cujo prédio pertenceu à herança de Julião Caramuru, e na época pertencia a Magino Bastos e sua mulher, tendo em 14 de abril do mesmo ano sido lavrada a escritura de compra do prédio e seu inquilino convidado a desocupá-lo para início das reformas necessárias, afim de ser instalado o Paço Municipal.
"Barnabés", expressão utilizada pela imprensa da época como forma provocativa e ofensiva aos funcionários públicos concursados e comissionados. Com a Constituição de 1988 e também com a modernização das redações e renovação e formação universitária dos jornalistas, o termo desapareceu do notíciário.




















































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