terça-feira, 9 de julho de 2019

MUDANÇAS NA PAISAGEM



De vila praiana e bucólica dos anos 1910 a cidade de turismo de massa nos anos 1970. O fenômeno foi registrado pelo fotógrafo paulistano Boris Kauffmann, nos anos 1950, como nesta cena bucólica do Boa Vista e da Ilha Porchat. Ao fundo, em destaque, o Edifício Grajaú. Kauffman também registrou o apogeu turístico da Praia do Gonzaguinha , que inciasva a demolição das cassas para dar lugar aos grandes edifíciode apartamentos. 


Das cinco grandes cidades da Baixada Santista – Guarujá , Santos, Praia Grande e Cubatão – São Vicente é a que mais se destaca como ponto geográfico e turístico. 

Todas essas cidades possuem seus encantos e virtudes, incluindo as pequenas como Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e Bertioga – mas São Vicente se impõe pelo seu patrimônio natural, fortemente marcado no relevo pelos contornos belos e harmoniosos das praias e morros. 

Essa paisagem, comparada com poucas da região, tem ainda a vantagem de se apresentar como um fenômeno de proximidade e acessibilidade, o que, para o turista e morador, representa o conforto do aconchego e da constante sensação de permanência e desejo de retorno. 

Tudo que é artificial na cidade pode ser facilmente identificado, sobretudo quando se trata de problemas urbanos e equivocadas intervenções humanas na paisagem. Elas sempre ocorreram e se ampliam na medida em que vertem para cá os constantes fluxos migratórios das regiões pobres do país, em busca de trabalho e renda. Também o turismo predatório de fim-de-semana, apesar das medidas reguladoras, persiste como uma ameaça, seja porque destrói o meio ambiente, seja porque estimula os aspectos ruins da expansão imobiliária. 

São Vicente não é uma cidade de grandes posses e sua arrecadação não é muito significativa em relação às demais cidades do litoral. Não possui a força política da sua principal vizinha – Santos - e mesmo assim persiste e resiste na sua autonomia política e na sua sobrevivência como opção de vida urbana. 

A cidade resiste ao tempo. Não se degrada geograficamente e sempre se supera como comunidade e organização social. Até quando? Como no passado colonial, sua trajetória ao longo das primeiras décadas do século XX é uma luta pela sobrevivência da natureza, através de mudanças e permanências na relação entre paisagem natural e a intervenção humana. 

Estamos quase na terceira década do século XXI e poucos sabem com certeza como será São Vicente nos próximos 50 anos. 

Sabemos que a paisagem vai sofrer mudanças profundas nos próximos anos e que o crescimento vertical é uma tendência praticamente irreversível. Como foi nas décadas passadas, ele também deverá ser o grande fator de transformação da economia local nas próximas décadas. 

Sabemos como foi o passado vicentino, quando a sua posição de liderança foi sendo gradualmente reduzida pelo espírito de autonomia e desenvolvimento das suas filhas – sobretudo a vila santista. Atingiu um ponto preocupante de decadência e dispersão nos anos 1980, recuperou-se um pouco mais tarde e agora tenta definir novos rumos diante das novas perspectivas que se abrem na economia regional. 

São Vicente, pela sua conurbação histórica com a cidade de Santos e agora com Praia Grande, é o principal alvo de expansão dos negócios da Baixada Santista e ponto estratégico-logístico dessas transformações sócio-econômicas da região. A cidade pode ser um novo suporte portuário regional de importação e exportação e sua área continental – muito próxima a ao pólo industrial de Cubatão e ao Planalto Paulista – continua sendo um grande potencial de desenvolvimento. 


A EXPLOSÃO IMOBILIÁRIA

Nas décadas de 1940 e 1950, em função da construção da rodovia Anchieta e do pólo industrial de Cubatão, São Vicente torna-se foco do turismo regional e alvo de uma intensa de expansão imobiliária, acompanhada da verticalização de moradias. Até então predominavam as antigas casas populares geminadas na região central; os chalés de madeira e pequenas casas de alvenaria nos bairros periféricos da ilha; os sobrados de classe média nos bairros próximos da orla; e finalmente os casarões da classe alta, esbajando grandiosidade e refinamento arquitetônico em todos os estilos em voga. 

Esse cenário vai ser modificado pela indústria da construção civil, voltada principalmente para os edifícios da orla e da avenida presidente Wilson. O preço do metro quadro praiano entra em ascesce inflacionária obrigando uma reorganização dos negócios da construção civil em busca da massificação da unidades imobiliárias. Entram em cena a especulação, quando as mansões permanecem por longos tempo fechadas ou são alugadas e adaptadas para pequenos hotéis e pensões de turismo sazonal.

Num segundo momento vieram as demolições e a o grande volume de processos de autorização para construção de edifícios. Entre 1950 e 1970 , segundo dados do IBGE, foram construídas em São Vicente 30 mil unidades habitacionais, cerca de 10 mil por ano. Em alguns períodos esse número atingia a soma de mil unidades por mês. Segundo relado da Poliantéia Vicentina (1982) o fenômeno teve como contrapartida um surto imigratório causado pela grande oferta de mão-de-obra, logo ocupada por imigrantes, sobretudo os nordestinos. A publicação traz ainda uma curiosa relação nomenal de edificações que eram consideradas sinônimo de tranformação e progresso da antiga e pacata vola balneária do estrangeiros residente e paulistanos: 

“Edifícios principais, construídos ao longos de três décadas e que refletiram os estilos arquitetônicos das diferentes épocas, bem como do poder aquisitivo dos bairros e do seus proprietários:Edifício Icaraí - Edifício Gáudio - Edifício Tumiaru – “Castelinho” Jardim Arealinda, Edifício Grajaú - Edifício Jomar - Edifício Brasil - Edifício Divisa - Edifício Inajá - Edifício Induá - Edifício Paulista - Edifício Tamoio - Edifício Marabá - Edifício Mirante - Edifício São José - Edifício Columbia - Edifício "Grupo dos Estados" - Edifício Vitória - Edifício Iguassu - Edifício Vila Rica - Edifício Atlântida - Edifício São Nicolau - Edifício Albatroz –Edifício Vitória – Edifício Audax – Edifício Manumbi – Edifício Marahu”. 

GÁUDIO 

“Imponente, gerando a imagem de uma torre vicentina. O Gáudio é o segundo edifício mais antigo das nossas praias, inaugurado em 1948 (o primeiro foi o Edifício Icaraí). Possuía no subsolo um abrigo de proteção antiaérea e um salão de artes, no qual foram realizadas muitas exposições. 

Seu construtor foi um valoroso empreendedor imobiliário, que radicou-se em São Vicente na década de 40: Vitório Morbin. O restaurante Gáudio proporcionou muitas reuniões sociais e transformou-se num “point” de jovens e encontros comerciais. 

É, através de quase 70 anos, uma referência turística da Praia de São Vicente, que popularmente passou a ser chamada de “Gonzaguinha” no início da década de 40, porque em seu jardim – o único que existia na orla da praia – a juventude passou a fazer o seu “footing”, como já se fazia no Gonzaga, em Santos. O prefeito Polydoro de Oliveira Bittencourt, reagindo a esse tratamento diminutivo a São Vicente, denominou esse local como Largo e Jardim das Caravelas, cujo nome o povo não assimilou. Todos ainda se referem a ela, em toda a extensão, como o Gonzaguinha de quase 70 anos passados”. (Boletim IHGSV). 



As praias de São Vicente pela lente do fotógrafo Boris Kauffman nos ano 1950





NÃO EXISTE MAIS

 MORTE LENTA DE UMA ÉPOCA PELAS DEMOLIÇÕES





Mansão da família Robert Barhan, na rua Visonde do Rio Branco, 280




.

Casarão dos anos 1930 da rua Frei Gaspar, usado posteriormente como colônia de férias e depois demolido para dar lugar au shopping Center. 

































CASARÃO DOS AURICHIO. Foto 1: Ruínas de um palacete do início do século XX na esquina das ruas Visconde de Tamandaré com Santa Cruz, no centro da cidade. Foto 2:  Agostinho Auricchio, que residiu ali entre 1939 e 1945. Ele foi último proprietário dessa casa. Era  comerciante dono uma padaria no bairro paulistano do Pari, onde trabalhou até 1932. Veio para São Vicente nessa época indo residir com a família no bairro do Itararé. Em 1939 muda-se para o casarão da rua Visconde de Tamandaré, onde residiu até ao seu falecimento, em 1945. Foto 3: Matriarca da família Aurichio com uma neta Casamento da filha caçula de Agostinho Auricchio. O patriarca Agostinho Auricchio havia falecido há pouco tempo. Foto 4: Familiares e convidados reunidos no hall do Casarão da rua Visconde de Tamandaré, esquina com Santa Cruz.  Hall do Casarão da Rua Visconde de Tamandaré no início dos anos 1940. Foto 5. O Edifício Maria Auríchio, construído por uma incorporadora em uma parte do terrena da família. 

Acervo e informações: Selma de Brito, bisneta de Augustinho Aurichio. 






MANSÃO GRIEG 



Residência da família de Alexander Grieg, proprietário da Agência de Vapôres Grieg e Cônsul da Noruega, em Santos. Foi demolida em 2017. 

























Esquina da Freitas Guimarães com Rangel Pestana em imagem captada pelo Google antes e durante a demolição. Imagens extraídas do Google entre 2010 e 2013. 

Esta casa já na existe mais, a não ser na memória dos que se acostumaram a vê-la durante o tempo em que esteve na esquina das ruas Rangel Pestana e Freitas Guimarães, no Boa Vista. Antiga residência de veraneio, edificada em alvenaria e pedra no estilo dos antigos bangalôs europeus, a casa serviu de espaço funcional para alguns órgãos públicos da cidade e também comitês políticos em períodos eleitorais. Ultimamente especulava-se que ali seria a filial de uma famosa pizzaria santista. 

Mas, entre histórias e especulações, a bela casa vicentina não resistiu ao intenso ritmo da especulação imobiliária que toma conta bairro (o Boa Vista está relativamente mais próximo do Gonzaga do que a própria Ponta da Praia, o mais badalado bairro da orla santista). A casa foi demolida para dar lugar ao um prédio de 21 andares. No mesmo processo de aquisição e demolição, o imóvel vizinho, que lembrava um castelinho, também foi ao chão em questão de apenas algumas horas. A casa seguinte ao castelinho, de menor porte e talvez mais antiga, foi mantida intacta graças à uma dificuldade legal de comercialização. Ela ainda está lá, com o velho alpendre virado para a rua Rangel Pestana, o que provavelmente indica que era o imóvel mais antigo de todos e originalmente ocupava todo o terreno antes da construção das casas demolidas. 

Outra casa que também se foi estava na rua Gonçalo Monteiro, ao lado da agência do Itaú. Os vizinhos ficaram aliviados com a remoção, pois a situação de abandono era bem pior do que o prejuízo cultural da demolição. Enfim, aí está uma São Vicente do passado que aos poucos vai desaparecendo para surgir uma São Vicente transformada por edificações novas e que refletem o espírito sócio-econômico de hoje, como foi nas décadas anteriores. Sábado, 30 de julho de 2011 



















Casa da esquina da rua Messia Assu com a Presidente Wilson,  preservada em sua estrutura, porém desfigurada com uma reforma modernizante que alterou praticamente todas as suas características originais. 



A velha que casa que serviu durante anos como hotel ou motel , na avenida Presidente Wilson com Amador Bueno da Ribeira, desapareceu para dar lugar a um fast-food. 

















Casa da esquina da Floriano Peixoto com Freitas Guimarães também demolida, bem como a casa vizinha, que servia de pousada. 



Campos Sales esquina com João Ramalho. Esse prédio que abrigou durante muitos anos um hotel nos altos e diversas lojas na salão de baixo foi demolido. A queda foi tão rápida e só foi percebida porque essa esquina tornou-se rota alternativa da Linha Amarela, por causa das obras do VLT. 




Casas demolidas na bifurcação das ruas Sorocabanos e Frei Gaspar. 
























Casas já demolidadas nas ruas Quintino Bocaiuva e Visconde do Rio Branco no centro da cidade. 






















CENTRO. Essa casa na esquina das ruas João Ramalho e Visconde do Rio Branco é considerada a mais antiga da cidade. Era residência da família Ivo Roma Nóvoa, chefe da sucursal de A Tribuna em São Vicente. Já serviu de instalações de vários empreendimentos comerciais. O quintal antigo, onde se via uma velha palmeira e que servia de estacionamento agora uma nova edificação de quatro andares. Foi residência nos anos 1940 -1960 da família de Ivo Roma Nóvoa, chefe da sucursal do jornal A Tribuna em São Vicente. Ela fazia fundos com 






















Esse antigo sobrado da Presidente Wilson, próximo do cruzamento com a Messia Assu, foi demolido para ceder espaço para uma nova edificação comercial. 


























Casas geminadas na rua Djalma Dutra sofre aos poucos a desconfiguração dos traços originais. . 























Casa já demolida na Rua Gonçalo Monteiro 



















Casarões da rua Ipiranga, o mais antigo dos anos 1930, à esquerda, resistiu à demolição que fez desaparecer seu vizinho, em bara de estilo colonial era da década de 1960, sofrendo algumas alrações modernizantes. 




















CHALÉS E BANGALÔS. Numa época em que as serrarias e a madeira beneficiada eram abundantes; e as ferrovias eram a força dominante dos transportes, os chalés, bangalôs, casas e sobrados desse material era a melhor alternativa para o alto custo da alvaneria (tijolos e revestimentos). São Vicente era repleto dessas edificações simples e graciosas. Restam pouquíssimas em alguns bairros mais antigos. Esses exemplares ainda resistem na Vila Vila e São Jorge. 



A CONTRUÇÃO DO EDIFÍCIO INAJÁ

Registro da revista Acrópole, 1951.










Registro da Construção do Edifício Inajá em 1951 revela uma São Vicente ainda com muitas casas próximo da orla e com baixa ocupção na Vila Valença, Jardim Indepêndência e Vila São Jorge.






HÁ 70 ANOS. Edifício Inajá em dois tempos: Registro da revista Acrópole em 1951 e imagem atual pelo Google Maps. Obra do famoso arquiteto Lauro da Costa Lima.

Fotos, pesquisa e colaboração: Mário Rodrigues: Mário Rodrigues Júnior



Edifício Grajaú

Ilustração: revista Acrópole




Fundos do edifício na Praia dos Milionários. O recuo entre o edifício é bem mais curto do que mostra essa ilustração. O prédio foi construído sobre a areia da praia, em trreno de marinha, de propriedade da União. Originalmente era revestido de pedra goiana, muito utilizada em piso ao redor de picinas. Atualmente o revestimento é de cerâmica em cores gêlo e azul. Na foto do satélite aparece o recuo original e também o registro cadastral da rua Miguel Presgrave, supostamente desaparecida pela ação das ressacas, como foi amplamente divulgado na época da construção. Na verdade os edifícios e casas é que foram construídos na faixa de areia conforma provas fotos da década de 1930. (CALUNGAH)





Predin

4 Predinhos do Boa Vista

Mário Rodrigues Júnior

Morador do Boa Vista em São Vicente há oito anos, ao me deparar com uma imagem antiga do bairro em um perfil do instagram, algo me chamou a atenção. A imagem aérea, fotografada do maciço de São Vicente, retrata  trechos do bairro Boa Vista, parte do Gonzaguinha e uma pequena área da Vila Valença, ainda repleta de vegetação.

Pronto! Finalmente consegui encontrar uma imagem que retratasse o local exato onde moro: a Rua Floriano Peixoto esquina com a Avenida Quintino Bocaiúva, embora o edifício nem sequer havia sido construído, exibindo na imagem um terreno com vegetação rasteira.

Em um segundo momento, algumas construções me chamaram a atenção. Perceba que, no canto esquerdo da imagem, há dois edifícios sendo erguidos na praia. Mais a esquerda, o Edifício Grajahu e na sequência, o Edifício Inajá. Ambos modificaram a paisagem urbana, precursores dos paredões de pedra deste lado da baía de São Vicente. Essas duas construções indicam que a imagem data, possivelmente, entre as décadas de 40 e 50, visto que o projeto do Grajahu foi apresentado em revistas e jornais em 1946 (1), e o Edifício Inajá foi apresentado finalizado na Revista Acrópole em 1954 (2).















 (1) http://www.acropole.fau.usp.br/edicao/100/11

  (2) http://www.acropole.fau.usp.br/edicao/193/17

 

Na busca da minha relação como morador desta cidade, e por me sentir pertencente a ela, acabei por me interessar por outras construções retratadas, dos quais quatro edifícios que já estavam firmes e fortes na cidade, sendo pioneiros dos “predinhos” de três andares desta área do bairro.
















Notem que ao olhar para o centro à direita da imagem, destacam-se quatro construções de cores claras e em quadras já delimitadas. Três construções na rua Gonçalo Monteiro, respectivamente Edifício Jangada, Marco Aurélio e Primavera, este último na esquina com a rua Freitas Guimarães; e o quarto, o Edifício Itanhaém, localizado na Freitas Guimarães com a  Floriano Peixoto.
















Os quatro foram construídos para funções residenciais e projetados para veraneio. Com uma arquitetura simples, sem muitos ornamentos, o estilo se rendeu ao gosto da época. Muros eram inexistentes. Apenas uma pequena limitação para que o pedestre notasse a separação do uso público do privado.

Uma característica comum aos predinhos aqui mencionados é a utilização de revestimentos em pedra no embasamento. Não se sabe ao certo se esse detalhe está presente desde a concepção das construções, mas é  claramente presente nos Edifícios Jangada e Marco Aurélio. Nos Edifícios Primavera e Itanhaém, é preciso um esforço maior para perceber essa peculiaridade, em razão de terem sido bastante modificados desde as  suas configurações iniciais. O próprio Jangada, apesar de sua fachada revestida de pedras, teve um elevador acrescentado posteriormente para facilitar o acesso dos moradores no dia-a-dia.

Uma das hipóteses levantadas é a de que as construções deste período utilizavam esse revestimento no embasamento para evitar a umidade vinda do solo, já que os edifícios foram construídos literalmente em cima da areia da praia. Outra hipótese seria o gosto da época. É muito comum encontrarmos construções deste período no litoral, dando uma característica mais rústica e praiana às construções.

Presentes até hoje na paisagem vicentina, em meio a novos empreendimentos imobiliários, os quatro predinhos testemunharam a verticalização da cidade. Guardam características de um modo de habitar do bairro e despertam a memória afetiva das pessoas que passam ali diariamente, assim como eu, morador do Boa Vista e um eterno curioso da arte de morar.

 


















Referências:

http://saovicentenamemoria.blogspot.com/2010/01/vila-valenca-e-boa-vista.html

http://peabirucalunga.blogspot.com/2019/07/as-orlas-do-gonzaguinha-e-itarare.html

 

17/02/2021

Mario Rodrigues Junior - Nascido em Santos e atual morador vicentino, Mario é apaixonado por arquitetura. Técnico em Turismo pelo SENAC (Santos, 2002), iniciou o trabalho como Guia de Turismo, atuando por 8 anos na Secretaria de Turismo da cidade de Santos. Licenciado e Bacharel em História (UNISANTOS, 2009), cursou a pós-graduação (Lato Sensu) em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável (UNINTER 2012). Atualmente é líder de projetos da de uma agência de viagens especializada em viagens de estudo do meio.



CONVITE HABITACIONAL AOS SANTISTAS






























MORAR EM SÃO VICENTE RESOLVERIA A CRISE DE MORADIAS EM SANTOS. 

É o que relatava o "Repórter Calunga" da Gazeta Popular, numa edição de 1931. Provavelmente se tratava do jornalista e cronista vicentino Edison Telles de Azevedo. A reportagem descreve a crise de moradias em Santos e mostra São Vicente como alternativa para as famílias que precisavam de casas mais espaçosas e com preços acessíveis de aluguel. O repórter identifica vários pontos de obras de contrução civil na cidade - como esta rua rua João Ramalho- e também a "grandiosa Vila Santo Antônio, investimento do industrial paulista José Antônio Zuffo, com 57 prédios-modelo, construídos próximo à praça João Pessoa". O Repórter Calunga caprichou no texto, ao mesmo tempo noticioso e publicitário, mostrando aos santistas as vantagens da mudança para São Vicente, como as belezas naturais, facilidade de transporte e o tranquilo estilo de vida vicentino. CALUNGAH. (Clique e amplie para ler o artigo em detalhes).

Arquivo digital da Biblioteca Nacional. RJ





































Acima alguns sobrados de Umberto Quagliasso - de 37 construídos em 1931- que sobreviveram à construção de edificio na orla do Gonzaguinha.  Abaixo Edifício Verde Mar, contruído dentro da vila de casas da viela João Ramalho, no Gonzaguinha. Recentemente recebeu uma pintura que alterou totalmente o aspecto original, como mostra esses regitros  do google street view de 2010 e 2020









PLANTAS DO EDIFÍCIO MIRANTE









































.