INDEXPRIMEIRA PARTE
INTRODUÇÃO E 30 CAPÌTULOS
Poderes Municipais. Os governantes municipais e os prefeitos icônicos.Zonas, Distritos e Bairros Principais.As avenidas mais longas da cidade.*
1. Campos Elísios e República. Praça Ramos e Praça do Patriarca.2. Barra Funda, Santa Cecília e Vila Buarque. Minhocão.3. Cerqueira César. Corrida de São Silvestre. Avenida Paulista. Parque Trianon. O Masp. Instituto Pasteur. Fiesp. 4. Consolação. Vida e Morte. Paulicéia Adoentada. Modernas Necrópoles Paulistanas. Tragédias Paulistanas. São Paulo de tempos remotos e hoje periféricos. Arenas da Velocidade. Pinacoteca do Estado.A Urbis Paulistana: vila, cidade e metrópoleUrbanização e Paisagem. Lei da Cidade Limpa. A Era dos Engenheiros e Arquitetos. O Complexo Anhembi.Capital da Vertigem e da Solidão5. Pacaembu. Companhia City. Os Clubes Históricos da Capital e do Estado.. O Futebol Paulista e seus Estádios. Universidade de São Paulo-USP. Avenida 23 de Maio. Centro Cultural SP.6. Higienópolis. Avenida Angélica. Mackenzie.7. A Várzea do Carmo e o Tamanduateí. Abastecimento e Gastronomia Paulistana. A Publicidade, a Propaganda e a Pop ArtA Época das Salas de Cinema. Jornais Paulistanos e Paulistas. A Companhia e Editora Melhoramentos.O Liceu de Artes e Ofícios. Os Civita e a Editora Abril. Livrarias e Sebos Literários.Rádio e Tv Tupi. Rádio, Tv Paulista e TV Globo. Rádio e TV Cultura. A Morte de Vlado HerzozTV e Rede Record. Paulo Machado de Carvalho. Silvio Santos e Edir Macedo. 8. Perdizes, Sumaré. Parque da Água Branca.Puc, Espm. Curso e Colégio Objetivo.Liceu de Artes e Ofícios. Semana de Arte Moderna. Músicos e compositores que traduziram São Paulo. Virada Cultural. Teatros, bandas, festivais e carnavais. 9. Jardins América e Europa. Itaim BibiMuseu da Imagem e do Som. Avenida 9 de Julho. 300 rios no subsolo. Avenida Faria Lima. Avenida JK.10. Jaguaré e Butantã.11. Morumbi e Paraisópolis.12. Pinheiros. O Complexo Clínicas.13. Moema e Ibirapuera. O Mam e a Bienal.14. Paraíso e Vila Mariana. Museu Lasar Segall. O Complexo Ibirapuera.15. Liberdade e Aclimação. Mulheres Paulistanas.16. Brás, Pari. Gasômetro.17. Jardim Anália Franco, Tatuapé, São Mateus. Penha, Cangaíba, Belém, Belenzinho. Mooca, Vila Maria Zélia. Parque Novo Mundo. Vila Matilde.ItaqueraConjuntos Habitacionais.18. Jabaquara.19. Centro. Bixiga (Bela Vista). Bom Retiro. Largo do Arouche. Museu das Favelas. Museu Catavento.As grandes lojas de departamentos.O Vale do Anhagabaú.20.Indianópolis. 21. Ipiranga e Heliópolis. O Museu do Ipiranga. 22. Lapa, Vila Romana e Pompéia. Sesc Fábrica. 23.Vila Maria, Casa Verde e Limão.24.Freguesia do Ó, Pirituba e Brasilândia. Pico do Jaraguá e Perus.25. Brooklin Paulista e Campo Belo.26. Santo AmaroInterlagos, Capela do Socorro, Jardim Ângela, Parelheiros e Cidade Dutra. 27. Campo Limpo e Vila Sônia28. Cambuci, Vila Prudente e Ipiranga29. Santana, Tucuruvi, Carandiru, Vila Mazzei.30. Mandaqui, Jaçanã e Tremembé.Transporte coletivo e mobilidade urbana: Carroças, Metrô e Ciclovias. Aviação e Aeronáutica. Aeroportos Paulistanos e Regionais. Bolsa de Valores-Bovespa. Empresas Públicas Paulistas:Vasp. Banespa. Caixa Econômica. Telesp. Cosipa. Sabesp. Cesp. Cpfl. Emtu.Metrô. Terminais Rodoviários e Travessias. A Hidrovia Tietê-Paraná e a Crise Climática. Parque do Estado e Fontes do Ipiranga. Represas e Lagos.Arquivo Publico Municipal de São Paulo
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SEGUNDA PARTE
10 CAPÍTULOS 1. Capitania, Província e Estado2. Regiões Administrativas e Micro-Regiões.3. A Era das Ferrovias e o Porto do Café. O Trem de Prata SP-Rio.4. Poderes de São Paulo Alesp, Palácio dos Bandeirantes e Justiça. Exército, Polícias e Bombeiros. O Arquivo do Estado. A Orquestra Sinfônica do Estado. Industrialização, Urbanização e PoluiçãoA Indústria Paulista e a Fiesp. A Emblemática Votorantim. A Beneficência Portuguesa. Antônio Ermírio de Moraes. O Colégio Rio Branco. 5. Cidades Regionais do Centro e Oeste Paulista. O Abc Paulista. Franco da Rocha e o |Complexo Psiquiátrico do JuqueryO Vale do Paraíba. O Ita e o Centro Aeroespacial em S.J. dos Campos Serra da Mantiqueira. Serra da Bocaina.Pontal do Paranapanema. 6. Localidades Históricas e Turísticas7. Unesp e Unicamp.8. A Era das Rodovias e o Porto das Indústrias9. O porto Federal em Santos, Guarujá e Cubatão10. A Obra paulista e paulistana de Benedito CalixtoESPECIAL 100 ANOSA GUERA CIVIL PAULISTA DE 1924
ORIGEM PORTUGUESA E COLONIAL VICENTINA
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FERROVIA E URBANIZAÇÃO
A SÃO PAULO RAIL COMPANY-SPR
POR MARC FERREZ
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MATARAZZO, UMA FAMÍLIA PAULISTANA ICÔNICA
NASCIMENTO E MORTE DO RIO TIETÊ
TERRA DA NEBLINA E DA GARÔA
O DIA QUE A CIDADE CONGELOU
PODÊRES MUNICIPAIS
A criação da Câmara, importante marco da história da cidade de São Paulo, se deu por ato régio quando da criação da Vila de São Paulo de Piratininga, por ordem do governador-geral Mem de Sá, em 1560. As reuniões do Concelho, na época ocasionais, se davam na residência de um dos vereadores, uma vez que o paço municipal só viria a ser construído em 1575. Assim como em todo o Império Português, o funcionamento da Câmara era objeto de correições periódicas em que juízes togados examinavam a documentação e aferiam o cumprimento das Ordenações Manuelinas (depois de 1618, as Ordenações Filipinas). De acordo com a tradição ibérica, as antigas Câmaras exerciam, simultaneamente, os três poderes, legislativo, executivo e judiciário, conforme as Ordenações Filipinas, Título LXVI (Dos Vereadores):
Aos Vereadores pertence ter carrego [cargo] de todo o regimento da terra e das obras do Concelho, e de tudo o que poderem saber, e entender, porque a terra e os moradores della possam bem viver, e nisto hão de trabalhar. E se souberem que se fazem na terra malfeitorias, ou que não he guardada pela Justiça, como deve, requererão aos Juízes, que olhem por isso. E se o fazer não quizerem, façam-no saber ao Corregedor da Comarca, ou a Nós.
As atas da Câmara são fontes importantes para reconstruir a história da cidade, e estão hoje no Arquivo Histórico Municipal Washington Luís. Foram traduzidas e publicadas no começo do século XX pelo então prefeito Washington Luís. O tomo mais antigo sobrevivente é de 1562, como explica Taunay (1920):
De 1560 data, pois, a vida municipal de que deveriam constar os primeiros documentos comprobatórios se do arquivo da Câmara, não houvesse desaparecido o primeiro tomo das Atas, em época em que não é possível fixar, diz o Sr. Manuel Alves de Souza, um dos tradutores desses papéis de tão difícil leitura. Leu-o Azevedo Marques e Cândido Mendes de Almeida também o percorreu pouco antes de 1880. Não há 40 anos, ainda, foi subtraído o tão precioso livro... após uma permanência de mais de três séculos no arquivo paulistano. Para o período mais próximo da fundação do povoamento de José de Anchieta, há as Actas de Santo André da Borda do Campo, levadas à Piratininga em 1560. Como os primeiros habitantes de São Paulo de Piratininga, uma vila isolada no planalto, não tinham grande educação formal, os manuscritos são de difícil leitura e interpretação:
À primeira vista nem parecem as Atas da Câmara de São Paulo quinhentistas, escritas não em português, mas em idioma lusitaniforme, áspero e grosseiro, em que a grafia extravagante das palavras se une à confusão dos conceitos, às ambuiguidades da frase, à ausência de pontuação senão, frequentemente de termos indispensáveis à oração. Percorre-se toda a escala de atentados à gramática num estilo (?) bárbaro e tão cheio de vícios que torna os documentos de penosa leitura.
Já no século XIX, com a riqueza do café, vê-se algumas demonstrações de ostentação, como as capas dos tomos das atas com as letras folheadas a ouro.
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Palacete da sede em 1862 em fotografia de Militão Augusto de Azevedo.
Já no período imperial, já sob a Constituição de 1824 e Lei de 1 de outubro de 1828, as primeiras eleições para vereador em São Paulo ocorreram em 1 de fevereiro de 1829, e a primeira sessão realizada no dia 22, presidida pelo juiz de fora da comarca. Os nove vereadores eleitos para o período 1829-1830 foram: sargento-mor José Manoel da Luz, presidente; alferes, José Manoel da França; capitão Antonio Bernardes Bueno da Veiga que, por ser idoso e doente, pediu escusas, sendo substituído pelo suplente, Pe. Ildefonso Xavier Ferreira; tenente Joaquim Antônio Alves Alvim; Cândido Gonçalves Gomide; capitão Francisco Mariano Galvão Bueno; sargento-mor Antônio Cardoso Nogueira.
Período republicano. Proclamada a República, a Câmara foi dissolvida pelo Ato n 26 de 10 de janeiro de 1890, e nomeado um Conselho de Intendência Municipal. Os vereadores depostos drs. Francisco de Penaforte Mendes de Almeida, José Evaristo Alves da Cruz e Vicente Ferreira da Silva consignaram protesto contra o ato de dissolução da Câmara "por ser um golpe no regime municipal, fundamento e origem das liberdades políticas do cidadão". No dia 13 foram empossados no Conselho de Intendência Antônio Pais de Barros, Cândido Franco de Lacerda, Dr. Clementino de Souza e Castro, Dr. José Álvares Rubião Júnior, João Batista de Melo Oliveira, Joaquim Paião, José Hipólito da Silva Dutra, Dr. Luís Anhaia Melo e Manoel Lopes de Oliveira.
PREFEITOS PAULISTANOS
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FARIA LIMA, UM PREFEITO ICÔNICO
JÂNIO, UM PREFEITO CARISMÁTICO E POLÊMICO
CAPITAL E MUNICÍPIO
Palácio do Anhangabaú (Edifício Matarazzo), sede da Prefeitura de São Paulo.
O Poder Executivo do município de São Paulo é representado pelo Prefeito e seu Gabinete de Secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito, nomeado pelo prefeito. Cada subprefeitura conta com um conselho de representantes da sociedade civil eleito a cada 2 anos. A prefeitura atualmente é composta por 26 secretarias, aos quais são as seguintes de acordo com a Lei Municipal nº 17 776, de 13 de abril de 2022. O Poder Legislativo é representado pela Câmara Municipal, composta por 55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente leis relacionadas ao orçamento municipal, como, por exemplo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Subprefeituras. São Paulo possui 32 pequenos "municípios" distribuídos pela cidade. Desde 2002, com a aprovação da lei 13.399, a maioria dos equipamentos públicos, como clubes da comunidade (antigos Clubes Desportivos Municipais - CDMs) e clubes da cidade foram transferidos para as Subprefeituras. As Subprefeituras têm o papel de receber pedidos e reclamações da população, solucionar os problemas apontados; preocupam-se com a educação, saúde e cultura de cada região, tentando sempre promover atividades para a população. Além disso, elas cuidam da manutenção do sistema viário, da rede de drenagem, limpeza urbana, vigilância sanitária e epidemiológica, entre outros papéis. Atualmente estas subprefeituras estão vinculadas à Administração Direta do Município por meio da Secretaria Municipal das Subprefeituras.
A política do Município de São Paulo, dado que o município possui posição de destaque na economia brasileira, tradicionalmente envolve interesses bastante diversos, não raro ligados a grupos sociais e políticos externos ao município. As decisões políticas que aí ocorrem costumam apresentar consequências em regiões alheias à cidade: visto que pela cidade circula grande parte dos capitais em fluxo no país, por exemplo, leis municipais envolvendo taxações diversas fatalmente acarretarão alterações econômicas em regiões distantes. Desta forma, a configuração política do Município é considerada bastante complexa, composta por grupos e forças sociopolíticas de caracterização bastante variada no espectro político. Muitos dos principais políticos do país são paulistanos, assim como vários dos maiores partidos políticos brasileiros possuem líderes importantes em São Paulo. Porém, são comuns ao longo da história política de São Paulo fenômenos essencialmente bairristas, exemplificados por políticos que possuem uma base de apoio restrita ao microcosmos paulistano.
Salto Industrial. O primeiro grande projeto para a instalação industrial na cidade foi o complexo industrial das indústrias Matarazzo na Barra Funda, na avenida Francisco Matarazzo, que aos poucos se expandia na cidade. Na década de 1930, os irmãos Jafet, atuando no ramo de tecidos, Rodolfo Crespi, os irmãos Puglisi Carbone e a família Klabin, que fundaria a primeira grande indústria de celulose do Brasil, a Klabin. Outro grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura na década de 1930 e às restrições ao comércio internacional durante a guerra, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento econômico muito elevada que se manteve elevada no pós-guerra. Em 1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: a Via Anchieta (construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de Anchieta), liga a capital ao litoral paulista. Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode parar e como A cidade que mais cresce no mundo. São Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do "Quarto Centenário" de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera, lançados muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê em Salesópolis. Com a transferência, a partir da década de 1950, de parte do centro financeiro da cidade que fica localizado no centro histórico (na região chamada de "Triângulo Histórico"), para a Avenida Paulista, as suas mansões foram, na sua maioria, substituídas por grandes edifícios. No período da década de 1930 até a década de 1960, os grandes empreendedores do desenvolvimento de São Paulo foram o prefeito Francisco Prestes Maia e o governador do estado de São Paulo Ademar de Barros, o qual também foi prefeito de São Paulo entre 1957 e 1961. Prestes Maia projetou e implantou, na década de 1930, o "Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo", que revolucionou o trânsito de São Paulo. Estes dois governantes são os responsáveis, também, pelas duas maiores intervenções urbanas, depois do Plano de Avenidas, e que mudaram São Paulo: a retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais e do Metrô de São Paulo: em 13 de fevereiro de 1963, o Barros e Maia criaram as comissões (estadual e municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas.
Salto populacional. No início dos anos 1960, São Paulo já somava quatro milhões de habitantes. Iniciado a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de setembro de 1974 e em 2016 contava com uma rede de 71,5 km de extensão e 64 estações distribuídas por cinco linhas. Naquele ano, foram transportados pelo sistema 1,1 bilhão de passageiros. No final do século XX e início do século XXI, São Paulo se tornou o principal centro financeiro da América do Sul[8] e uma das cidades mais populosas do mundo. Como a cidade brasileira mais influente no cenário global, São Paulo é atualmente classificada como uma cidade global alfa. A metrópole possui o 23.º maior PIB do mundo, representando, isoladamente, 9,2% de todo o PIB brasileiro e 34% do PIB do estado em 2018,sendo ainda responsável por 28% de toda a produção científica nacional em 2005.
Macrometrópole. O intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge municípios, como por exemplo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema (a chamada Região do Grande ABC), Osasco e Guarulhos, entre várias outros. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi criada no ano de 1973 e atualmente é constituída por 39 municípios, sendo a maior aglomeração urbana brasileira e a terceira maior das Américas, com 20 820 093 habitantes. Outras regiões próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Sorocaba; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Jundiaí. O chamado Complexo Metropolitano Expandido, megalópole da qual a Grande São Paulo faz parte, ultrapassa os 32,2 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo, são interligadas pela aglomeração Urbana de Jundiaí, e formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, unindo 72 municípios que, juntos, abrigam 12% da população brasileira.
Mapa político da região metropolitana e suas sub-regiões, conforme a lei complementar estadual 1 139, de 16 de junho de 2011: Sub-região norte; Sub-região leste; Sub-região sudeste; Sub-região sudoeste; Sub-região oeste; Município de São Paulo (integra todas as sub-regiões).
DISTRITOS E BAIRROS
TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA E TERRITORIAL
Entre 1558, da sua elevação a categoria de Vila, e 2007, quando a cidade atingiu o ápice (sempre provisório) da sua dimensão e dinâmica geopolítica, a cidade passou por intensas mudanças, quase sempre acompanhadas pelo esforço de organização jurídica que respondesse às necessidades administrativas. A urbanização acelerada no início do século XX mudou totalmente a acanhada paisagem paulistana original, que ainda se mantinha nas primeiras décadas. Para acompanhar esse ritmo frenético, leis e decretos tiveram que ser sucessivamente aplicados para ordenar e organizar as ocupações. Essa evolução está descrita pelo IBGE no perfil da cidade, que obviamente muda de acordo com as rápidas e constantes transformações:
"Em divisão territorial datada de 2003, o município de São Paulo é constituído de 97 distritos: São Paulo e mais 96.
São Paulo tem cinco grandes zonas urbanas: Centro, Leste, Norte, Oeste e Sul, com cerca de 96 bairros e centenas de vilas. Seguindo esse panorama, sem ordenar necessariamente por zona , inserimos os pontos e eventos considerados histórica e culturalmente marcantes e mais ilustrativos do território municipal. Escolhemos então as avenidas e ruas de grandes circulação com suas respectivas referências de notoriedade, assim como os seus estabelecimentos mais conhecidos e frequentados diariamente por milhões de paulistanos e paulistas.
Em seguida, na segunda parte da página, usando o mesmo critério (micro-regiões), escolhemos as cidades da grande região metropolitana de São Paulo e também das grandes regiões paulistas, do interior e do litoral:
1. Centro: Bela Vista; Bom retiro; Cambuci; Consolação; Liberdade; República; Santa Cecília; e Sé.
2. Zona Leste: Água Rasa; Aricanduva; Artur Alvim; Belém;Brás; Cangaíba; Carrão; Moóca; Pari; Penha; São Lucas; Sapopemba; Tatuapé; Vila Formosa; Vila Matilde; Vila Prudente; Cidade Líder; Cidade Tiradentes; Ermelino Matarazzo; Guaianases; Iguatemi; Itaim Paulista; Itaquera; Jardim Helena; José Bonifácio; Lajeado; Parque do Carmo; Ponte Rasa; São Mateus; São Miguel; São Rafael; Vila Curuçá; e Vila Jacuí.
3. Zona Norte: Jaçanã; Mandaqui; Santana; Tremembé; Tucuruvi; Vila Guilherme; Vila Maria; Vila Medeiros; Anhangüera; Brasilândia; Cachoeirinha; Casa Verde; Freguesia do Ó; Jaraguá; Limão; Perus; Pirituba; e São Domingos.
4. Zona Oeste: Alto de Pinheiros; Barra Funda; Butantã; Itaim Bibi; Jaguará; Jaguaré; Jardim Paulista; Lapa; Morumbi; Perdizes; Pinheiros; Raposo Tavares; Rio Pequeno; Vila Leopoldina; Vila Sônia
5. Zona Sul: Cursino; Ipiranga; Jabaquara; Moema; Sacomã; Saúde; Vila Mariana; Campo Belo; Campo Grande; Campo Limpo; Capão Redondo; Cidade Ademar; Cidade Dutra; Grajaú;; Jardim Ângela; Jardim São Luís; Marsilac; Parelheiros; Pedreira; Santo Amaro; Socorro; e Vila Andrade.
I
CAMPOS ELÍSIOS E REPÚBLICA
#
CAETANO DE CAMPOS, EDUCAÇÃO PÚBLICA DE ELITE
PRAÇA RAMOS DE AZEVEDO
PRAÇA DO PATRIARCA
PROJETO AULA PÚBLICA NO GLICÉRIO
II
BARRA FUNDA, SANTA CECÍLIA E VILA BUARQUE
MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
O MINHOCÃO
Rua Amaral Gurgel nos anos 1960 sobre a qual foi contruída a via elevada expressa.
O Elevado Presidente João Goulart, nomeado anteriormente Elevado Presidente Costa e Silva, e popularmente conhecido como Minhocão, é uma via expressa elevada da cidade de São Paulo, Brasil, que liga a região da Praça Roosevelt, no centro da cidade, ao Largo Padre Péricles, na Barra Funda. Foi construído com o intuito de desafogar o trânsito de vias que, por cortarem regiões centrais da cidade, não poderiam ser alargadas para ter sua capacidade ampliada. Assim, a solução seria a construção de uma via paralela sobre os logradouros para que a capacidade de tráfego fosse duplicada.
Desde que começou a ser construído, o Minhocão gerou desconforto e reclamações da população lindeira. A poluição do ar, sonora e visual causadas pelo Elevado são evidentes, principalmente para os edifícios vizinhos, que sofrem mais com a situação. Juntamente com o abandono do centro ao longo das décadas de 1980, 1990 e 2000, a região degradou-se, virando local de abrigo para pessoas em situação de rua, prostituição e usuários de droga.
Há décadas, existem pressões pela sua desativação e as negociações que têm sido desenvolvidas apontam para sua transformação em área de lazer, parque linear e local para eventos, como forma de valorizar a região. Apesar disso, seu papel no escoamento do tráfego na região justifica inclusive a defesa de sua permanência como via expressa. A complexidade do debate inclui também a vulnerabilidade da população local, que, devido à desvalorização que o Elevado carrega, criou uma região de aluguéis — tanto residenciais como comerciais — mais acessíveis em uma área cercada de infraestrutura na franja de dois bairros historicamente destinados às classes mais abastadas: Higienópolis e Campos Elíseos. Portanto, há também o temor de que a desativação induza um processo de gentrificação decorrente da reurbanização e revalorização da área, expulsando a população mais pobre e vulnerável.
Como estratégia para diminuir o impacto negativo do Elevado desde 1976, ele é interditado de segunda a sábado, das 21h30 às 6 horas, com fechamento total aos domingos. Atualmente, a via fica aberta para carros de segunda a sexta, das 7 às 20 horas, permanecendo fechada para veículos nos demais dias e horários, inclusive em feriados nacionais, quando é aberta apenas a pedestres e ciclistas.
Desde o Plano Diretor Estratégico de 2016, aprovado em 2014 na gestão de Fernando Haddad, já existe previsão para a transformação do elevado em parque, deixando o planejamento para o porvir. Em fevereiro de 2018, a lei que cria o Parque Municipal do Minhocão foi promulgada pelo então prefeito João Doria e publicada no Diário Oficial.Um ano depois, em 21 de fevereiro de 2019, o prefeito Bruno Covas anunciou o início do planejamento, prevendo a desativação do elevado e a criação de um parque suspenso num primeiro trecho de novecentos metros que liga a Praça Roosevelt ao Largo do Arouche.
Etimologia. Desde antes de as obras iniciarem, o nome do elevado tinha sido anunciado por Paulo Maluf, responsável pela obra, como Elevado Presidente Costa e Silva, em homenagem a um dos generais-presidentes do Brasil no período da ditadura militar, que fora, também, o responsável pela indicação do prefeito para seu cargo. Ainda na época de sua construção, o Elevado já ganhou apelidos. Além de já ser conhecido por Minhocão, devido à sua forma alongada que se esgueira ininterrupta pelo centro novo, a estrutura também era chamada de Estrada da Serraria, pois desembocava em frente à EUCATEX, fábrica de móveis da família Maluf na Barra Funda.
Desde a redemocratização, a estrutura foi renomeada duas vezes. As duas alcunhas oficiais, Parque Minhocão e Elevado Presidente João Goulart, coexistem desde 2016. A primeira é usada quando as pistas estão abertas para pedestres, enquanto que a segunda é utilizada quando estão abertas para veículos. A mudança de nome foi feita em desrespeito à Lei Municipal 13 180.
TrajetoO Minhocão é uma via expressa com duas pistas de tráfego separadas por barreiras de concreto e com duas faixas de tráfego por sentido. Os acessos ao Elevado ocorrem a leste pela Praça Franklin Roosevelt e a oeste pela Avenida Francisco Matarazzo. A estrutura possui, também, cinco acessos intermediários, sendo três entradas e duas saídas. Os 3,4 quilômetros que o compõem, sendo 2.500 metros de via principal e 900 de acessos, são sustentados por 514 vigas, que pesam entre 80 e 120 toneladas cada.
As ruas e avenidas que se localizam sob e/ou sobre o Elevado Presidente João Goulart são:
Largo Padre Péricles, Avenida Francisco Matarazzo, Avenida General Olímpio da SilveiraPraça Marechal Deodoro, Avenida São João, Rua Amaral Gurgel e Praça Roosevelt.
LINHA DO TEMPO DA VIA EXPRESSA ELEVADA
1971- Inauguração do Elevado, que liga o centro de São Paulo ao Largo Padre Péricles, em Perdizes, na Zona Oeste, com uma extensão total de 3,4 mil metros. O Minhocão ganha o nome oficial de Elevado Costa e Silva.
1976- O Elevado, que funcionava 24 horas para o tráfego de veículos, passa a ser fechado diariamente, da meia-noite às 5 horas, a fim de diminuir o barulho causado pelo tráfego e também o número de acidentes.
1989- A Prefeitura determina a interdição, de segunda a sábado, das 21h30 às 6 horas, e fechamento total aos domingos.
2014- O artigo 375 da lei número 16 050 (o Plano Diretor Estratégico) diz que "uma lei específica deverá ser elaborada determinando a gradual restrição ao transporte individual motorizado no Elevado Costa e Silva, definindo prazos até sua completa desativação como via de tráfego, sua demolição ou transformação, parcial ou integral, em parque".
2015- A via passa a ser fechada das 15 horas nos sábados até a manhã das segundas-feiras.
2016- Decreto muda o nome oficial do Minhocão para Elevado João Goulart.
2018- É promulgada a lei 16 833, instituindo o Parque Municipal do Minhocão, estabelecendo que será gerido democraticamente com a participação de um conselho gestor com controle social popular. O fechamento passa a ser da noite de sexta-feira até a manhã de segunda-feira.[20]
2019- A Prefeitura anuncia o início do planejamento para a desativação e a transformação em parque.
O Elevado em construção nos anos 1970. Rua Amaral Gurgel.
HISTÓRIA. Idealizado por Luiz Carlos Gomes Cardim Sangirdadi, arquiteto do Departamento de Urbanismo da Prefeitura de São Paulo, em 1968, o projeto do Minhocão foi apresentado ao prefeito Brigadeiro José Vicente de Faria Lima como uma solução ao tráfego pesado da Avenida São João, duplicando sua capacidade sem alargá-la, indo até a Praça Marechal Deodoro. À época, a via elevada era uma tipologia consagrada, que resolvia uma das questões fundamentais do século XX: o conflito entre trajetórias diferentes de veículos ou pedestres, tendo em vista o vertiginoso aumento nos volumes de tráfego urbano. O Brigadeiro recusou a obra, considerando-a radical demais, e deu prioridade à construção do metrô. Contudo, enviou o projeto para a Câmara dos Vereadores e reservou a área necessária para a construção, caso algum de seus sucessores se interessasse. No ano seguinte, o engenheiro Paulo Maluf assumiu como prefeito biônico da cidade disposto a fazer uma obra que marcasse sua gestão. Maluf teria tentado imprimir sua marca, para se contrapor ao prefeito anterior como um bom administrador público, uma vez que, aos 38 anos, nunca havia assumido um cargo dessa envergadura. Assim, retomou o projeto do Elevado, uma construção grandiosa e de rápida execução, que contrastava com o prefeito anterior pela importância que o projeto dava ao automóvel. Deste modo, dia 24 de janeiro de 1971, aniversário da cidade de São Paulo, apenas 11 meses após o começo da construção, era inaugurado o Elevado Presidente Costa e Silva, uma via expressa com velocidade máxima de 80 km/h. 950 homens trabalharam em um ritmo febril de 16 horas por dia, totalizando seis milhões e 80 mil horas.
Construído para desafogar o tráfego, o Minhocão ironicamente foi cenário de um congestionamento em seu primeiro dia de funcionamento, quando um carro quebrado provocou um engarrafamento, agravado já que os demais motoristas não podiam fazer uma rota alternativa pela pequena quantidade de acessos e saídas à via elevada. O equipamento possuía torres de observação para alertar os motoristas sobre acontecimentos assim, algo importante quando rádios não eram acessórios comuns em carros.
A questão do custo final do Elevado não é totalmente esclarecida. Ao anunciar o projeto em 1969, Maluf assegurou um preço de 37 milhões de cruzeiros. No entanto, a Folha de S.Paulo aponta um valor de cinquenta milhões de cruzeiros, discriminando o valor pago às duas vencedoras da licitação pública: ao Consórcio Brasileiro Construtor de Estruturas, foram repassados Cr$ 32 milhões para a construção do trecho entre as praças Roosevelt e Marechal Deodoro, e à Rossi Engenharia, responsável pela parte até o Largo Padre Péricles, se transferiu um montante de Cr$ 18 milhões.
Passando a cinco metros dos prédios de apartamentos, o elevado tem 3,4 quilômetros de extensão e liga a região central à zona oeste da cidade. Foram usados na obra trezentos mil sacos de cimento, sessenta mil metros cúbicos de concreto e duas mil toneladas de cabos de aço, entre outros materiais. A obra recebeu diversas críticas, sendo chamado de "cenário com arquitetura cruel" e "uma aberração arquitetônica". O jornal O Estado de S. Paulo criticou a obra, em dezembro de 1970, alegando que ela não tinha "um objetivo definido": "A via elevada não é resposta a nenhuma pesquisa de origem e destino da população, não tem um objetivo definido. É apenas uma obra. O prefeito [Maluf] já tentou explicá-la, mas não apresentou nenhum argumento técnico, nenhum dado de pesquisa". Houve críticas, ainda, relacionadas à obra do Metrô, que teria sido atrasada por causa do Minhocão, que também causaria mudanças no trajeto da então futura Linha Leste-Oeste, que passaria sob a Avenida São João, mas teria de mudar de lugar ou receber um método de construção mais caro, por causa dos pilares do elevado. Ainda hoje, não é bem visto pela população da região, devido à desvalorização dos imóveis próximos e à deterioração do local.[Textos e imagens da Wikipedia]
Impacto e transformações. Com o Minhocão, um novo projeto urbano foi posto em prática em São Paulo. No entanto, diferente de todos os outros que haviam transformado São Paulo em sua história, esse se diferenciava pelas escalas, não apenas da estrutura em si, mas também pela força do autoritarismo com que foi imposto, sem abrir espaços para a consulta popular. Ainda que as reformas públicas anteriores não tenham sido modelos de participação cidadã, essa em particular envolveu uma deliberação que atingiu um novo nível autocrata.
Sendo uma construção tão grande e impactante, o Minhocão funciona como uma metonímia das mudanças que São Paulo atravessou ao entrar na fase de sua história em que pode ser definida como metrópole. Sua construção desvalorizou imediatamente o metro quadrado das ruas sobre as quais lançou suas sombras, ao mesmo tempo em que permitiu o desenvolvimento de regiões mais distantes do centro, e incentivou o uso do transporte individual sobre rodas, e todas as consequências que isso acarreta.
Simultaneamente a essa construção, novas avenidas eram traçadas nas zonas oeste e sul, tornando-as cada vez mais acessíveis por automóvel e assim atraindo as camadas superiores da sociedade para longe do caótico centro. Nem a inauguração do Metrô em 1974 foi capaz de frear essa tendência, considerando a predileção das elites pelo transporte individual. O Minhocão fazia parte de um processo mais amplo de abandono do centro pelas elites, que ia muito além de seu próprio traçado, não sendo plausível apontá-lo como único responsável pela degradação da área. Ainda que faça parte de um contexto maior da mudança demográfica e da deterioração do Centro, o Elevado foi um catalisador dessa nova configuração social da região.
No caso do Minhocão, a fuga dos moradores da classe média e o fato de que as pessoas não queriam utilizar aquele espaço tornaram a estrutura um chamariz para atividades como a prostituição e o consumo de drogas, afastando mais o restante da população, em um ciclo que se mantém até hoje. Além disso, com a mudança do perfil dos moradores do entorno de classe média para a baixa, havia pouca verba para a manutenção estética dos edifícios, o que contribui para a atmosfera degradada. É importante ressaltar que a desvalorização imobiliária da região central não pode ser entendida como algo necessariamente negativo, pois possibilitou a ocupação dessa área por uma população de renda mais baixa e por serviços e lojas populares. Por meio desse processo, a parcela menos favorecida da sociedade conseguiu viver perto de seus trabalhos e ter fácil acesso à rede de transporte público, acabando com o paradigma de centro abastado e periferia pobre e longe das oportunidades e comodidades centrais.
Outra grande transformação do centro da cidade ocorreu em 1976, quando o prefeito biônico Olavo Setúbal inaugura o que chamava de “Reino do Pedestre”. Vinte ruas dos centros velho e novo foram fechadas para os veículos e convertidas em calçadões totalizando 60 mil metros quadrados de espaços pedonais. Tratava-se de uma tentativa de revalorizar essa área, inspirada no sucesso do calçadão da Rua das Flores em Curitiba, reurbanizada quatro anos antes com um intuito similar, e em outros projetos do tipo na Europa. Era também o oposto do Minhocão, tirando qualquer prioridade do automóvel e contando com a locomoção a pé e pelo metrô. Buscando acabar com a degradação do centro, também foram feitos grandes investimentos para reformar a Praça da Sé e o Edifício Martinelli, símbolos de uma época melhor para a região. No entanto, como normalmente ocorre com grandes obras que não são discutidas, o projeto teve grandes falhas. A falta de acesso aos carros afastou as classes sociais que os utilizavam e que, portanto, passaram a fazer compras nos shopping centers que surgiam na cidade, como o Iguatemi, fortalecendo ainda mais o caráter popular que o centro adquiria na época.
Voltando ao Elevado, a estrutura funciona como um muro, separando a região rica de Higienópolis do empobrecido bairro dos Campos Elísios e a região da Cracolândia.
Durante alguns anos o equipamento foi ocupado por blocos durante o Carnaval e pelas atividades da Virada Cultural. No entanto, logo foi determinado que o Elevado não possui estrutura de segurança necessária para eventos desse porte, uma vez que seus gradis são muito baixos e não possui acessos suficientes para o caso de uma emergência. Mesmo assim, milhares de pessoas usufruem do espaço quando esse se encontra sem veículos. Em uma cidade tão carente de equipamentos de lazer como São Paulo, a população aproveita quaisquer frestas que permitam um respiro da vida na metrópole, ainda que nesse caso isso ocorra em um local cercado de concreto por três lados.
O Minhocão já foi cenário de filmes, como os longas Terra Estrangeira, de Walter Salles, As Meninas, adaptação do romance de Lygia Fagundes Telles dirigido por Emiliano Ribeiro e protagonizado por Cláudia Liz e Otávio Augusto, Não Por Acaso, de Philippe Barcinski, e Ensaio Sobre a Cegueira, dirigido por Fernando Meirelles e protagonizado por Mark Ruffalo, Julianne Moore, Alice Braga, Danny Glover e Gael García Bernal. Também foi utilizado na série da HBO Alice.
O Grito é uma telenovela brasileira produzida pela TV Globo e exibida de 27 de outubro de 1975 a 30 de abril de 1976, em 125 capítulos. Escrita por Jorge Andrade, foi dirigida por Walter Avancini, Gonzaga Blota e Roberto Talma. O cenário principal e centro da trama é o Edifício Paraíso, construído por uma família aristocrática na cidade de São Paulo, que sofre desvalorização com a construção do Elevado Presidente Costa e Silva, mais conhecido como "Minhocão", que passa à altura de seu segundo andar. Os personagens são os moradores do edifício, cada qual com sua história. No térreo moram os zeladores e nos demais andares, os vários tipos característicos da classe média paulistana. A cobertura é habitada por remanescentes da família que construiu o prédio. Em meio à variada gama de personagens, está a ex-freira Marta, que vai morar no prédio, e cujo filho Paulinho grita horrivelmente durante a noite, suscitando um movimento para expulsá-los, mas nem todos concordam, formando-se grupos a favor e contra. Um clima de tensão se forma quando um interceptador telefônico é roubado e alguém pode estar ouvindo as conversas dos moradores. Preocupado, o síndico Otávio convoca uma reunião com os moradores para esclarecer o roubo do equipamento e também para decidir sobre a expulsão de Marta. Entre acusações mútuas, todos são considerados suspeitos, e a reunião é interrompida pelo zelador, que encontrou uma carta anônima no prédio, com a mensagem: "Conheço o segredo de todos! Ainda estão escondidos, mas poderão ser revelados! Cada um terá o seu preço. Assinado... o interceptador!". A reunião é encerrada e os moradores seguem lidando com suas culpas e problemas, pressionando pela expulsão de Marta, que recebe uma segunda carta anônima: "Como os outros, você sabe o que fez. O preço de seu segredo é sair do prédio. Se não sair, ele será comunicado aos condôminos. Assim vou fazer com todos. Da cobertura ao térreo, cada um tem um delito escondido que será revelado ao prédio." O síndico marca uma nova reunião quando Marta recebe uma outra carta anônima, em que o suposto o ladrão do interceptador ameaça revelar o segredo de cada morador ao delegado Sérgio, que se instala numa sala do edifício, para interrogar os moradores sobre uma investigação de contrabando. Ele desconfia de uma ligação entre o roubo do interceptador e supostos contrabandistas moradores do prédio. A proposta principal da novela era mostrar a realidade de se viver na cidade de São Paulo, que em 1975 já era bastante caótica. O ponto de partida da história era o convívio entre os moradores do Edifício Paraíso, que havia se desvalorizado com a construção do Minhocão.
“O paraíso de se viver em São Paulo. O retrato dessa realidade. A vida nas suas vinte e quatro horas de correria, poluição, gente se esbarrando e nem sentindo, solidão, superpopulação e potencialidades, marginalidades e neurose ”— Jorge Andrade, autor da novela.
Minhocão interditado e funcionando como parque nos finais de semana.
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III
CERQUEIRA CÉSAR
A AVENIDA PAULISTA
O MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO-MASP
PARQUE TRIANON
INSITUTO PASTEUR
IV
CONSOLAÇÃO
VIDA E MORTE
"PAULICÉIA ADOENTADA"
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O CEMITÉRIO DOS AFLITOS
AS MODERNAS NECRÓPOLES PAULISTANAS
Estadão. 02/11/2011. Atualização: 25/11/2022 | 16h25
Quantos cemitérios há na cidade? Existem em São Paulo 22 cemitérios municipais, 18 particulares e um crematório - que fica na Vila Alpina. Quantas pessoas morrem por dia em São Paulo? Morrem cerca de 220 pessoas por dia na cidade. Qual é o mais antigo cemitério paulistano em funcionamento? Trata-se do Cemitério da Consolação (foto acima). Ele foi inaugurado em 1858, com o nome de Cemitério Municipal. Ali estão enterradas personalidades importantes para a história e a cultura do Brasil, como Campos Sales, Washington Luis, Monteiro Lobato, a Marquesa de Santos, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mario de Andrade... E antes da inauguração desse cemitério, onde as pessoas eram enterradas? Antes, o costume era que os mortos fossem sepultados nos interiores ou nos arredores das igrejas. Mas aí havia um problema: indigentes, criminosos e escravos mortos não tinham lugar nas igrejas. Então esses excluídos costumavam ser enterrados no Cemitério dos Aflitos, construído em 1775 na Liberdade. O local foi abandonado com a inauguração do Cemitério Municipal da Consolação e, já em ruínas, acabou loteado no fim do século 19. Sobrou apenas uma pequena igreja, que ficava dentro dele e existe até hoje. O beco que dá acesso a ela, pertinho da Praça da Liberdade, é chamado de Rua dos Aflitos. Qual o maior cemitério de São Paulo? Não só de São Paulo, mas do Brasil. É o cemitério da Vila Formosa, na zona leste da cidade. Cerca de 2 milhões de mortos já foram enterrados ali, em seus 760 mil metros quadrados. Em média, são 300 sepultamentos novos por mês.
Mausoléu da Família Matarazzo, no Cemitério da Consolação, ao lado do túmulo do Presidente Campos Sales, é considerado o maior mausoléu da América Latina, com 20 metros de altura e 150 m². Foi construído para o sepultamento do Conde Matarazzo, e sua família, sendo ornamentado com um conjunto escultórico de bronze e o brasão do Conde na entrada. Seu projeto é do renomado escultor italiano Luigi Brizzolara.
Mausoléu da Família Matarazzo, no Cemitério da Consolação, ao lado do túmulo do Presidente Campos Sales, é considerado o maior mausoléu da América Latina, com 20 metros de altura e 150 m². Foi construído para o sepultamento do Conde Matarazzo, e sua família, sendo ornamentado com um conjunto escultórico de bronze e o brasão do Conde na entrada. Seu projeto é do renomado escultor italiano Luigi Brizzolara.
Entre o fim do século XIX e o começo do século XX, a prosperidade advinda do plantio do café e da incipiente industrialização ocasionou profundas mudanças no perfil socioeconômico da cidade. A criação de novos cemitérios nesse período – como os do Araçá (1887), da Quarta Parada (1893) e do Chora Menino (1897) – permitiu a “estratificação social” da atividade funerária. Cercados por incipientes bairros nobres, os cemitérios da Consolação e do Araçá passaram por um processo de elitização, consolidado nas duas primeiras décadas do século XX. Converteram-se em “museus de arte” a céu aberto, passando a abrigar um grande número de jazigos luxuosos e monumentos funerários encomendados por barões do café, industriais, intelectuais, médicos, juristas e pessoas públicas a escultores de renome. Com a superlotação do Cemitério da Consolação e a ocupação da área verde contígua ao Cemitério do Araçá, surgiu a necessidade de um novo local para sepultar a elite econômica e social da cidade. O Cemitério São Paulo surgiria, portanto, como um "prolongamento" dessas duas necrópoles. Os planos para construí-lo datam de 1920, quando a prefeitura autorizou a aquisição do terreno de propriedade dos padres passionistas, no bairro de Pinheiros. O projeto da fachada principal, capela e muros é de autoria dos engenheiros Dacio Aguiar de Moraes e Guilherme Winter. A construção do cemitério ficou a cargo do mestre-de-obras Caetano Antônio Bastianett e de operários espanhóis, italianos e portugueses, que se converteram nos primeiros moradores do nascente bairro de Vila Madalena. O cemitério foi inaugurado em 14 de janeiro de 1926, o último ano de gestão do prefeito Firmiano de Morais Pinto. Nas décadas seguintes, aos jazigos das famílias tradicionais da cidade, somaram-se túmulos, mausoléus e monumentos encomendados por famílias de imigrantes bem-sucedidos, nomeadamente das comunidades italiana e sírio-libanesa, com o intuito de firmar uma posição social recém adquirida, além de artistas, militares, atletas, pequenos e médios empresários que haviam prosperado após o estabelecimento da sociedade do trabalho livre.[Textos e imagens da Wikipedia]
Uma comissão estabelecida durante a segunda administração do prefeito Jânio Quadros (1986-1988) identificou 180 peças de importância artística no local. Projetos para explorar o potencial turístico e didático deste e de outros cemitérios da cidade têm sido elaborados desde a década de 1980, mas com poucos resultados práticos.[Textos e imagens da Wikipedia]

O Cemitério da Vila Formosa. É considerado o maior cemitério da América Latina. Fundado em 20 de maio de 1949, o Cemitério da Vila Formosa ocupa uma área de 763 175 m². Desde a sua inauguração, já foram realizados mais de 1,5 milhão de sepultamentos. É uma necrópole voltada sobretudo para pessoas das classe C, D e E. Dividido em duas alas, todo mês realizam-se uma média de 275 sepultamentos. Com vinte e quatro salas para os velórios, o Vila Formosa possui três entradas. Ocupa a quarta maior área verde do município, sendo superado apenas pelos parques Anhanguera, Ibirapuera e Carmo, também na zona leste paulistana, representando assim uma importante área verde para a zona leste da cidade. Por ser muito arborizado é utilizado diariamente para o lazer, principalmente das crianças e dos adeptos das caminhadas e corridas.[Textos e imagens da Wikipedia]
Ala E do cemitério. Reportagem do jornal Washinton Post destacando o alto número de sepultamentos no cemitério de Vila Formosa no período pandemia do corona virus.
CEMITÉRIO ZOOPHILO
A UNIÃO INTERNACIONAL DE PROTEÇÃO ANIMAL (UIPA) fundada em 1895 mantinha no final da rua França Pinto que hoje é aproximadamente os portões 4 e 5 do Parque do Ibirapuera um abrigo, hospital e cemitério veterinário pois na segunda metade da década de 1920 a UIPA instalou em sua propriedade na rua França Pinto o "Asilo, hospital e cemitério Zoophilo" o primeiro cemitério de animais da Cidade de São Paulo, e que funcionou até o início da década de 1970 com lápides, túmulos e esculturas dedicadas aos animais que ali estavam cães e gatos. Frequentemente visitado não apenas pelos donos dos animais que estavam ali enterrados mas também por outras pessoas que tinham curiosidade de conhecer era bastante comum que algumas lápides apresentassem uma foto do bicho de estimação sendo o maior túmulo do antigo cemitério era uma grande cruz que foi a última morada de um pastor alemão.Quando a UIPA foi obrigada a deixar o local por determinação do então prefeito Figueiredo levou o hospital, abrigo e administração da associação para a Marginal do Rio Tietê, no bairro do Pari mas o cemitério de animais foi destruído, restando apenas dois túmulos como lembrança dentro próprio parque do Ibiraquera sendo um o que eu vi.
CEMITÉRIO DA COLÔNIA, O MAIS ANTIGO DA CIDADE
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AS TRAGÉDIAS DOS INCÊNDIOS E QUEDAS DE AVIÕES
INCÊNDIO NO CLUBE ELITE XXVIII DE SETEMBRO
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O acidente resultou na morte de 37 pessoas, dentre as quais estava o deputado federal Miguel Bahury, que presidia uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava as causas que levaram a aviação a protagonizar tantos acidentes aéreos à época.
Um dos motivos que havia levado à criação de uma CPI decorreu da morte da esposa do deputado, ocasionada pela queda de um Convair da Real na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1960.
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O INCÊNDIO DO EDIFÍCIO ANDRAUS
O EDIFÍCIO JOELMA
INCÊNDIO NO GRANDE AVENIDA
Foto testemunhal de Wladmir Primo
A MORTE DE AYRTON SENNA. O DIA QUE SÃO PAULO PAROU
A maioria das pessoas que têm menos de 30 anos, não consegue entender o quanto Ayrton Senna era querido. Um domingo de Fórmula 1, era como assistir um jogo de Copa do Mundo, o Brasil parava. A gente se programava pra fazer as coisas "depois da corrida" e todo mundo entendia isso. Vibrávamos quando Senna ganhava uma corrida, pegava a bandeira do Brasil e dava mais uma volta no autódromo, mostrando-a ao mundo com orgulho.
Naquela quarta-feira, 4 de maio, a cidade parou, o Brasil parou, pra se despedir de Senna, envolto na bandeira que tanto honrou.
ACIDENTE DO FOOKER 100 DA TAM
"Um dos mais graves desastres da história da aviação brasileira abalou o país no dia 31 de outubro de 1996. Um avião da companhia TAM, que fazia a ponte aérea Rio – São Paulo, caiu sobre o bairro residencial de Jabaquara, em São Paulo, a dois quilômetros do aeroporto de Congonhas, segundos após a decolagem. As primeiras informações do acidente divulgavam que não havia sobreviventes entre os ocupantes do Fokker e que pelo menos nove moradores teriam morrido atingidos pelos destroços do avião. Imagens de um cinegrafista amador, registradas logo após a tragédia, foram exibidas com exclusividade no Jornal Hoje, que fez uma edição especial sobre o acidente. Ao vivo, do estúdio, Sandra Annenberg atualizava os telespectadores com informações sobre o caso, ao passo que imagens aéreas davam uma dimensão da tragédia. Nesta edição, reportagens de Graziela Azevedo e Paulo Markun mostravam de perto as consequências do acidente, entrevistando testemunhas sobre o ocorrido". Jornal Hoje. Memória da Globo.
O ACIDENTE DO VÔO TAM 3054
O Cruzeiro de março de 1962: "Os motoristas de São Paulo são tidos como os mais nervosos e grosseiros do Pais, pelos pedestres. Mas esse sentimento é reciproco. Os motorista julgam os pedestres do mesmo modo.
VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO PAULISTANO
2024: INFOSIGA APONTA 237 MORTES
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O PAULISTANO NO TRÂNSITO
Estudo do Ibope Inteligência encomendado pela Rede Nossa São Paulo mostra também que 44% dos paulistanos têm ou já tiveram problemas de saúde relacionados à poluição.
O paulistano gasta, em média, 2 horas e 43 minutos por dia para fazer todos os deslocamentos que precisa na cidade de São Paulo neste ano. O tempo é menor que a média de 2017, de 2 horas e 53 minutos, mas maior que as 2 horas e 38 minutos diárias registradas em 2015.
Os dados são da Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade, feita pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo, e divulgada nesta terça-feira (18).
O levantamento também apontou que o paulistano leva 1 hora e 57 minutos para se deslocar, ida e volta, pela cidade para realizar a atividade principal, como trabalho ou estudo. No ano passado, esse tempo médio foi de 2 horas, ainda longe da 1 hora e 44 minutos registrada em 2015.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 de agosto e 3 de setembro, com 800 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos ou mais. A confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Poluição. A pesquisa também mostra que 44% dos paulistanos têm ou já tiveram problemas de saúde relacionados à poluição. Em 2017 esse número foi de 59%.
Meios de transporte
Ônibus municipal – Em 2018, 43% dos paulistanos afirmaram ter o ônibus como o meio de transporte que mais usam para se deslocar pela cidade de São Paulo. No ano passado, esse número foi de 47%. O levantamento também aponta que 49% usam ônibus municipais de uma a cinco vezes por semana.
Entre os entrevistados que não usam ônibus, a lotação do coletivo aparece foi citada por 37% dos entrevistados como motivadora para não escolher este meio de transporte. O uso do carro para se locomover aparece como motivação para 32%, mesmo percentual dos que justificaram a demora do trajeto.
Entre os usuários de ônibus municipais, 88% dos disseram que levam até dez minutos de casa até o ponto de ônibus; e 44% dos entrevistados afirmaram que esperam até 15 minutos pelo ônibus.
Sobre os casos de assédio sexual nos ônibus, 51% dos entrevistados avaliaram negativamente a atuação do poder público no combate aos casos.
Carro – Esta é a opção de transporte usada por 24% dos entrevistados neste ano. Em 2017, carro foi a opção de 22% dos paulistanos entrevistados; 47% dos entrevistados respoderam que usam carro com a mesma frequência de antes.
A pé – 7% dos entrevistados responderam que preferem se locomover a pé pela cidade neste ano. Em 2017 foram 8%. Segundo a pesquisa, 88% dos pedestres paulistanos se sentem pouco ou nada seguros.
Transporte por aplicativo – 5% dos entrevistados disseram que esse é o meio de transporte que mais usa em 2018. No ano passado foram 2%.
Trem – Em 2018, essa é a opção para 3% dos paulistanos. Em 2017 foi de 4% dos entrevistados.
Bicicleta – Em 2018, apenas 2% dos paulistanos afirmam se locomover dessa maneira. Em 2017 foi a opção de 1% dos entrevistados. Segundo levantamento, apesar da queda da menção da bicicleta como opção de transporte, a segurança dos ciclistas aparece como ponto prioritário para 30% dos paulistanos. Para 48% dos entrevistados a manutenção das ciclovias é ruim ou péssima.
Táxi ou táxi por aplicativo – Em 2017, nenhum entrevistado afirmou usar esse tipo de modal. Em 2018 apenas 1% respondeu que usa esse tipo de transporte.
Fonte: G1
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SÃO PAULO DE TEMPOS REMOTOS E HOJE PERIFÉRICOS
Guaianases, distrito situado na Zona Leste do município de São Paulo e pertencente à Subprefeitura de Guaianases Igreja fundada em 1879 que se encontra hoje no distrito de Guaianases - esta é a segunda igreja de Santa Cruz que ainda permanece. A primeira, fundada em 1861 nas dependências da hoje Paróquia de Santa Quitéria, foi derrubada. A formação do distrito de Guaianases é a mesma de Itaquera: ambos nasceram de aldeamentos indígenas e do esforço dos jesuítas, com destaque para o padre Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, que fundaram o colégio Jesuíta para a catequese dos guaianás. O aldeamento prosseguiu, mas "por volta de 1820 os índios já estavam extintos e a terra encontrava-se em mãos de particulares". Nessa época, o distrito era parada e pousada de viajantes, um ponto de passagem na Estrada do Imperador, que, depois, seguia para as minas de ouro. Existem registros de que a chácara do major Aníbal serviu de estadia para o próprio dom Pedro por mais de uma vez. Como de costume, ergueu-se uma igreja. Dessa vez, em homenagem a Santa Cruz do Lajeado Velho. Onde hoje está instalada a paróquia de Santa Quitéria, foi fundado, a 3 de maio de 1861, o bairro e uma capela chamada Santa Cruz. O bairro era chamado de Lajeado Velho. O local cresceu lentamente com a instalação de diversas olarias nas imediações e com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro do Norte mais tarde foi conhecida como Estrada de Ferro Central do Brasil. Em 1879, foi fundada a nova Capela de Santa Cruz e a antiga teve seu nome alterado para Santa Quitéria, porém viria a ser derrubada em meados do século XX para a construção de um novo templo. A partir dos anos 1920, o bairro se tornou mais populoso, as olarias e a Estrada de Ferro Norte deram um impulso na economia local. Pela estrada de ferro também vieram os imigrantes italianos e posteriormente os espanhóis a partir de 1912, para dedicar-se à extração de pedras através das Pedreiras Lajeado e São Mateus. Mais tarde, começou o domínio da família Matheus que construiu um grande império no bairro. Em 7 de setembro de 1950, Isidoro Mateus fundou o E.C. Santa Cruz de Guaianases, nome que homenageava a Igreja de Santa Cruz. Até hoje, o time é considerado histórico dentro do futebol amador do estado de São Paulo e tinha a maior torcida da várzea paulistana. Além disso ficou conhecido como "Galo da Central". Em 1957, o distrito recebeu oficialmente o nome de Guaianases, que era a tribo que o habitava.[Textos e imagens da Wikipedia]
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ARENAS DA VELOCIDADE
O Grande Prêmio do Brasil foi realizado pela primeira vez em Interlagos, em 1972, embora ainda não fizesse parte da Fórmula 1. No ano seguinte, no entanto, a corrida foi incluída pela primeira vez ao calendário oficial. Em 1978, o Grande Prêmio do Brasil foi transferido para o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, enquanto o Autódromo de Interlagos era modernizado e remodelado.
JOCKEY CLUB DE SÃO PAULO
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PINACOTECA DE ESTADO
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A URBIS PAULISTANA
VILA, CIDADE E METRÓPOLE
Quem nasceu e viveu em São Paulo talvez não compreenda o olhar e as impressões de quem vem de fora sobre essa grande cidade, principalmente quem veio de lugares pequenos, silenciosos e calmos. Um dessas impressões foram - e ainda são- as rápidas mudanças que acontecem nesse universo urbano gigantesco e que recebe conhecidas classificações da dimensão da sua urbanidade. Metrópole e megalópole são as mais conhecidas.
Em outros países, sobretudo na Europa, as grandes cidades atingiram seu ápice urbano de grandeza e complexidade no século XIX , apogeu da industrialização, principal fator do rápido e intenso crescimento demográfico nessas localidades.
São Paulo industrializou-se tardiamente, se comparada com as grandes metrópoles do mundo, porque desenvolveu-se sobretudo nas décadas do pós-guerra, quando muitas cidades do período industrial já tinham mais de um século de idade e de modernidade urbana. A capital paulista, nascida na segunda metade do século XVI, dormiu como uma província durante quatro séculos e só foi despertar quando milhares de imigrantes europeus e asiáticos, assim como os próprios brasileiros do interior e de outros estados, começaram a povoar suas pequenas ruas centrais e depois sua crescente periferia.
Essa diferença em relação aos países já industrializados, impressionou fortemente alguns pesquisadores europeus, convidados como professores visitantes da recém fundada Universidade de São Paulo no início dos anos 1930. Claude Lévi-Strauss foi um deles e observou como a cidade se transformou rapidamente de um território provinciano num imenso espaço urbano cheio de contrastes. Nessa mesma época, Pierre Monbeig viajou de São Paulo para o interior paulista e pôde observar o surgimento e transformação de arraiais em pequenas cidades a partir das estações ferroviárias que se instalavam nessas pequenas localidades. Algumas delas também se transformariam em grandes cidades tornando-se também referências e polos regionais. Tudo isso num curto período de pouco mais de 50 anos.
Outro fenômeno que ainda impressiona os novos moradores da cidade é como São Paulo é abastecido e dinamizado pelas novidades vindas de outras partes do mundo e que só vão repercutir no interior ou no litoral quase uma década depois. Isso acontece por causa das intensas e constantes viagens e intercâmbios de negócios com o exterior, permitido durante muitas décadas pelas viagens aéreas e atualmente pela dinâmica das redes sociais na internet.
Realmente São Paulo nunca dorme e não para. Essa tem sido a sua marca permanente desde quando resolveu se tornar uma gigantesca cultura cosmopolita. O cidadão paulistano e da Grande São Paulo é indiscutivelmente um Cidadão do Mundo.
MODELO EUROPEU DE CIDADE ARISTOCRÁTICA
CONTRASTE : REALIDADE DE CIDADE POPULAR
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LEI CIDADE LIMPA
O LADO DIREITO DA RUA DIREITA
A ERA DOS CONSTRUTORES, ENGENHEIROS E ARQUITETOS
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CONSTRUÇÃO E REINVENÇÃO DO EDIFÍCIO VIRGÍNIA
ARTACHO JURADO
CIDADE MONÇÕES
Loteamento Cidade Monções, que fica no bairro do Brooklin Novo, na zona sul da cidade de São Paulo, com construções de todas as casas pelo arquiteto Artacho Jurado - 1945.
DAVI LIBESKIND
O CONJUNTO NACIONAL DA PAULISTA
BANESPÃO
OS 50 ANDARES DO EDIFÍCIO PLATINA 220
O Platina 220, edifício de uso misto no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, e o mais alto da cidade, está pronto após 8 anos intensos entre projeto e construção. A arquitetura é da Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados, e o empreendimento faz parte do Eixo Platina, uma ampla proposta de urbanização da Porte Engenharia e Urbanismo na região. Em uma única torre com 172 metros de altura e 46 andares, em frente ao Shopping Tatuapé, o Platina 220 reúne variedade de usos: lojas (no térreo), hotel e unidades residenciais (no terço mais baixo da edificação), conjuntos comerciais (na parte intermediária) e lajes corporativas (na parte superior). A união de todos estes usos almeja atrair mais empresas para a região e, com isso, outros benefícios, como reduzir os deslocamentos dos moradores para outras regiões da capital. “Pela complexidade e diversidade do programa, nós comparamos sua resolução à montagem de um Tangram”, afirma Jorge Königsberger, um dos autores do projeto e sócio fundador do escritório. A entrada para o edifício acontece a partir da Rua Bom Sucesso, onde o prisma principal ‘pisa’ no térreo. Já na área envoltória da quadra, os espaços para lojas escalonam o projeto para criar duas situações de áreas externas: no espaço público, generosas e arborizadas calçadas perimetrais; na área privativa, acima das lojas, lazer para usuários do edifício. Para que fosse atingido este potencial construtivo e de entrega para a cidade, todos os instrumentos e benefícios previstos pelo Novo Plano Diretor de São Paulo de 2014 foram utilizados, garantindo também um edifício positivo ao entorno: uso misto, fachadas ativas, fruição com a rua, dentre outros. Ainda na fase de projeto, o Platina 220 conquistou o selo internacional de sustentabilidade AQUA-HQE, da Fundação Vanzolini. Texto e imagens: Arch Daily
OS 5 MAIORES ARRANHA-CÉUS DE SAMPA
JACQUES PILON
Construção em 1938 de prédio residencial no Largo do Paissandú pelo Arquiteto Jacques Pilon .
Jacques Émile Paul Pilon (1905-1962) foi um arquiteto francês que viveu e trabalhou durante décadas em São Paulo (SP). Em 1934, associou-se ao engenheiro civil Francisco Matarazzo Neto, fundando a empresa de projetos e construção Pilon & Matarazzo Ltda. Em 1939, abriu um escritório com os arquitetos alemães Herbert Duschenes e Franz Heep, o italiano Gian Carlo Gasperini e o brasileiro Jerônimo Bonilha Esteves. Projetos como a antiga sede do jornal O Estado de S. Paulo e os Edifícios Paulicéia e São Carlos do Pinhal, ícones da arquitetura paulistana, foram assinados pelos profissionais desse escritório. Arte Fora do Museu.
Fachada da Biblioteca Mário de Andrade voltada para a Avenida da Consolação. Notamos sua imponência perante os edifícios do entorno e sua composição geometrizante (fonte: foto cedida pelo escritório Piratininga Arquitetos Associados, identificada como pertencente ao acervo da BMA. Dados retirados do Projeto Tesouros da Cidade, programa de digitalização do acervo da Biblioteca Mário de Andrade, com o Título de Biblioteca Municipal de São Paulo, número de registro 159F, datado de outubro de 1952, autoria de A. Câmara)
(...) o novo desenho urbano proposto por Prestes Maia e a arquitetura moderna que surgiram nesse período, estabeleceram não somente novas feições urbanas para o centro da cidade, mas também novas funções para os térreos dos edifícios, possibilitando uma intensa relação entre a arquitetura e o espaço urbano, explorando a interação entre o espaço público e o privado, e trazendo uma novata e considerável urbanidade para o centro de São Paulo.
Neste contexto, arquitetos e profissionais da construção civil de origem estrangeira, recém-instalados no país, se beneficiaram desse momento de significativas transformações urbanas e culturais, fazendo-se presentes na construção de uma nova cidade, em novos moldes. Oriundos de diversos países, vieram a São Paulo por diferentes motivos. Ora fugindo de um cenário de perseguições étnicas e raciais e da precariedade da vida entre guerras, ora buscando melhores oportunidades de trabalho. Entre os mais expressivos, destacamos o autor do projeto da Biblioteca Mário de Andrade, objeto central deste artigo: o arquiteto francês Jacques Emile Paul Pilon (1905-1962); profissional que, uma vez aprovado e desejado pela elite paulistana, pôde exercer a sua arquitetura e o seu empreendedorismo em toda a cidade de São Paulo.
Jacques Pilon, desde a sua chegada ao Brasil em 1933, adotou diferentes técnicas e tendências arquitetônicas, demonstrando o seu desenvolvimento como arquiteto e as suas referências projetuais. Entre algumas das notáveis obras em que participou na capital paulista, podemos citar: edifício residencial São Luís, edifício Stella, edifício Edlu, hotel Jaraguá, edifício sede da Aliança Francesa, condomínio Paulicéia e São Carlos do Pinhal e Liceu Pasteur (Casa Santos Dumont). Um dos edifícios mais importantes projetados por Jacques Pilon, contudo, que simboliza o processo de verticalização do centro histórico, as transformações urbanas impulsionadas pelo surto imobiliário e a adoção de propostas arquitetônicas pautadas pela interação entre espaços públicos e privados é a Biblioteca Mário de Andrade. Laís Silva Amorim e Manoela Rossinetti Rufinoni. Revista Restauro
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LINA BO BARDI E ANTONIO FIGUEIREDO FERRAZ
SÃO VICENTE: UM MUSEU À BEIRA DO OCEANO
Lina publicou um artigo sobre as propostas arquitetônica e educacional que pensou para a construção deste museu na praia de Itararé, em São Vicente.
A edição conta com o texto "Balanços e perspectivas museográficas: o Museu de São Vicente", escrito por P.M. Bardi, que comenta o projeto de Lina:
“Se o Museu de São Vicente lograr êxito nos seus desígnios, isto é, se tornar um organismo através do qual o homem da cidade possa tornar-se aos poucos, contemporâneo de todo o mundo moderno, cada vez mais conscientemente, teremos criado um meio de tornar a cultura um fato verdadeiramente vital e popular”.
O projeto do Museu não se concretizou.
ALFAVILLE E TAMBORÉ
JORGE WILHEIN
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL
EDUARDO LONGO, A CARA DE SÃO PAULO
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A CALÇADA DE MIRTHES BERNARDES
O COMPLEXO ANHEMBI
O ex-presidente Juscelino Kubitshek observa uma demonstração musical durante uma feira no Anhembi nos anos 70.
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CAPITAL DA VERTIGEM E DA SOLIDÃO
O destino de São Paulo, ao longo dos três primeiros séculos de existência, foi de isolamento e de solidão. Em 1872, os primeiros sinais de prosperidade começavam a visitá-la, por conta da riqueza trazida pelo café, mais ainda assim a população de pouco mais de 30 mil habitantes a situava numa rabeira com relação às demais capitais brasileiras. Em 1890 já tinha dobrado de tamanho. O momento em que finalmente engrena é súbito como uma explosão - na passagem do século XIX para o XX, a cidade se transformou num aglomerado de gente vinda de diferentes partes do mundo e começou a virar a São Paulo que se conhece hoje. Após reconstituir em A capital da solidão a história de São Paulo das origens a 1900, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo narra em A capital da vertigem sua arrancada rumo à modernidade. Eis uma cidade que deixa a condição de vila e se torna a maior metrópole do país. É a capital da vertigem: vertigem artística, industrial, demográfica, social e urbanística.
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ALGUÉM NA MULTIDÃO
CVV- CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA
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Em 1982 o jornal o Estado de São Paulo, falando sobre o problema da solidão paulistana, contou uma parte dessa história.
SOLIDÃO
José Maria Mayrink
TREINANDO JOVENS NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO
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OS CLUBES PAULISTAS MAIS ANTIGOS
Desportistas do Clube de Regatas Tumiarú em foto de de 1925 em São Vicente. Fundado 20 anos antes, sua sede náutica original foi cedida ao governo do estado para a construção da Ponte Pênsil em 1910. Existe até hoje com sede social no centro da cidade e uma sede náutica próxima ao antigo Porto da Naus.
Nessa lista de clubes mais antigos do Brasil encontramos dezenas de agremiações da Capital, interior e litoral. O número que antecede a data de fundação e sua identificação representa a sua posição no ranking nacional de antiguidade:
4 16/07/1857 CLUBE SEMANAL DE CULTURA ARTÍSTICA / SP
14 12/06/1869 CLUBE XV DE SANTOS / SP
15 17/05/1870 CLUBE CONCÓRDIA / SP
20 14/03/1875 JOCKEY CLUBE DE SÃO PAULO / SP
23 19/09/1877 JOCKEY CLUB CAMPINEIRO / SP
28 01/03/1882 CLUBE ARARAQUARENSE / SP
37 08/09/1885 CLUBE OITO DE SETEMBRO / SP
45 15/08/1889 SANTOS
ATLÉTICO CLUBE / SP
47 3/05/1888 CLUBE ATLÉTICO SÃO PAULO / SP
54 03/04/1893 CLUBE REGATAS SANTISTA / SP
62 06/01/1895 CENTRO ESPANHOL E REPATRIAÇÃO DE SANTOS / SP
64 18/04/1895 SOCIEDADE RECREATIVA ESPORTIVA PINHALENSE / SP
72 29/06/1896 CLUBE UNIÃO RECREATIVO / SP
74 05/08/1896 GRÊMIO RECREATIVO DOS EMPREGADOS DA CIA
PAULISTA DE ESTRADA DE FERRO-RIO CLARO / SP
75 27/08/1896 CLUBE ATLÉTICO CAMPINAS / SP
78 01/08/1897 CLUBE RECREATIVO ATIBAIANO / SP
80 22/08/1897 SOCIETÁ ITALIANA DE SANTOS / SP
84 24/05/1898 CLUBE INTERNACIONAL DE REGATAS / SP
90 07/09/1899 ESPORTE CLUBE PINHEIROS / SP
91 01/11/1899 CLUBE ESPERIA / SP
98 11/08/1900 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA / SP
99 15/11/1900 GRÊMIO RECREATIVO
DOS EMPREGADOS DA CIA
PAULISTA DE ESTRADA DE FERRO / SP
100 30/11/1900 CLUB ATHLÉTICO PAULISTANO / SP
101 01/01/1901 SÃO PAULO GOLF CLUBE / SP
103 21/04/1901 SOCIEDADE FILARMÔNICA PIETRO MASCAGNI / SP
104 13/05/1901 SOCIEDADE BENEFICENTE CLUBE 13 DE MAIO / SP
109 16/01/1902 SOCIEDADE BENEFICENTE SÍRIA LIBANESA / SP
110 02/02/1902 ASSOCIAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE
TAUBATÉ / SP
113 18/02/1902 GRÊMIO PAULISTA DE JAÚ / SP
12/06/1902 CLUBE DE XADREZ DE SÃO PAULO / SP
123 14/07/1903 CLUBE RECREATIVO SALDANHA DA GAMA / SP
133 19/07/1905 CLUBE RECREATIVO BENEFICENTE DE CONCHAS / SP
134 22/12/1905 CLUBE DE REGATAS TUMIARU / SP
138 10/07/1906 CLUBE ATLÉTICO YPIRANGA / SP
144 01/09/1907 CLUBE ATLÉTICO PIRASSUNUNGUENSE / SP
147 07/09/1908 ESPORTE CLUBE PALMEIRENSE / SP
152 21/01/1909 ASSOCIAÇÃO ROCINHENCE DE FUTEBOL / SP
155 09/05/1909 RIO CLARO FUTEBOL CLUBE / SP
156 15/05/1909 ASSOCIAÇÃO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE
FRANCA / SP
157
17/05/1909 PAULISTA FUTEBOL CLUBE / SP
159 12/09/1909 CLUBE RECREATIVO DE CRAVINHOS / SP
164 26/04/1910 GRÊMIO LITERÁRIO E RECREATIVO DE BARRETOS /
SP
165 13/05/1910 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA ORLÂNDIA / SP
166 28/08/1910 ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA VELO CLUBE RIOCLARENSE /
SP
167
01/09/1910 ESPORTE CLUBE NOROESTE / SP
168
01/09/1910 SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA / SP
169 25/09/1910 ESPORTE CLUBE UNIÃO / SP
173 02/04/1911 GUARANI FUTEBOL CLUBE / SP
174 13/04/1911
CÍRCULO ITALIANO SAN PAOLO / SP
176 30/04/1911 JABOTICABAL ATLÉTICO / SP
179 08/07/1911 RIBEIRÃO PIRES FUTEBOL CLUBE / SP
180 31/07/1911 SOCIEDADE HÍPICA PAULISTA / SP
183 10/10/1911 COMERCIAL FUTEBOL CLUBE / SP
185 14/04/1912 SANTOS FUTEBOL CLUBE / SP
191 13/08/1912 PORTO FERREIRA FUTEBOL CLUBE / SP
204 14/04/1913 CLUBE SÃO JOÃO / SP
205 04/05/1913 TÊNIS CLUBE DE CAMPINAS / SP
211 15/08/1913 ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA SÃO JOSÉ / SP
212 18/08/1913 1º DE MAIO FUTEBOL CLUBE / SP
213 21/08/1913 BRASIL FUTEBOL CLUBE / SP
214 04/09/1913 RIO BRANCO ESPORTE CLUBE DE AMERICANA / SP
216 05/10/1913 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA INTERNACIONAL DE LIMEIRA
/ SP
220 15/11/1913 ESPORTE CLUBE XV DE NOVEMBRO / SP
225 19/03/1914 RIO PARDO FUTEBOL CLUBE / SP
233 26/07/1914 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SÃO PAULO / SP
236 26/08/1914 SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS / SP
237 03/09/1914 CRUZEIRO FUTEBOL CLUBE / SP
240 01/11/1914 ESPORTE CLUBE TAUBATÉ / SP
241 14/11/1914 UNIÃO AGRICOLA BARBARENSE FUTEBOL CLUBE / SP
242 15/11/1914 JABAQUARA ATLETICO CLUBE / SP
266 21/04/1918 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BOTUCATUENSE / SP
267 28/04/1918 CLUBE CAMPINEIRO DE REGATAS E NATAÇÃO / SP
269 12/10/1918 BOTAFOGO FUTEBOL CLUBE / SP
270 12/10/1918 CAPIVARIANO FUTEBOL CLUBE / SP
275 01/05/1919 BAURU ATLETICO CLUBE / SP
280 18/09/1919 BATATAIS FUTEBOL CLUBE / SP
283 13/05/1920 RIO PRETO AUTOMOVEL CLUBE / SP
285 14/08/1920 ASSOCIACAO PORTUGUESA DE DESPORTOS / SP
291 22/04/1922 BONFIM RECREATIVO E SOCIAL / SP
292 11/03/1923 BANDEIRANTE ESPORTE CLUBE / SP
293 25/03/1923 SAMPAIO CORRÊA FUTEBOL CLUBE / MA
294 21/04/1923 ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BARRA BONITA / SP
300 12/01/1924 PALMEIRAS FUTEBOL CLUBE / SP
302 20/04/1924 CLUBE ATLÉTICO JUVENTUS / SP
308 26/08/1924 CLUBE ATLÉTICO PARQUE DA MOOCA / SP
309 07/09/1924 CASTANHAL ESPORTE CLUBE / PA
310 15/11/1924 ESPORTE CLUBE XV DE NOVEMBRO / SP
Fonte: Federação Nacional dos Clubes. Atualizado em julho de 2024
O FUTEBOL PAULISTA E SEUS ESTÁDIOS
OS ESTÁDIOS CANINDÉ, PARQUE ANTÁRTICA, MOOCA
JUVENTUS DA RUA JAVARI
PARQUE SÃO JORGE E ARENA CORÍNTHIANS
MORUMBI
A SELEÇÃO PAULISTA
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A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO-USP
ORIGENS. A USP surgiu da união da recém-criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) com as já existentes Escola Politécnica de São Paulo, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Faculdade de Medicina, Faculdade de Direito (foto acima) e Faculdade de Farmácia e Odontologia. A FFCL surgiu como o elemento de integração da universidade, reunindo cursos nas diversas áreas do conhecimento. Ainda em 1934, havia sido criada a Escola de Educação Física do Estado de São Paulo, primeira faculdade civil de educação física no Brasil e que viria a ser incorporada pela USP anos depois. Na sequência foi criada a Escola de Engenharia de São Carlos - EESC (1948) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- FMRP (1951) e outras várias unidades foram sendo criadas pela universidade nos anos seguintes, e nos anos 1960 a universidade foi gradualmente transferindo as sedes de suas unidades para a Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, em São Paulo. Além do político Armando de Salles Oliveira, um outro homem de grande importância na fundação da USP foi o jornalista Júlio de Mesquita Filho. A instituição recebeu inúmeros professores estrangeiros nesse período.
A CIDADE UNIVERSITÁRIA
Praça do Relógio na Cidade Universitária- USP entre as zonas Oeste e Sul. A Torre do Relógio foi inaugurada em 1973 – há exatos 50 anos, portanto. O projeto do arquiteto paulistano Rino Levi, nos anos 1950, foi criado para o estudante contemplar e refletir sobre o seu cotidiano na Universidade de São Paulo. Mas são os 12 desenhos em baixo e alto-relevo desenvolvidos pela escultora vicentina Elizabeth Nobiling que destacam a Torre do Relógio como um dos monumentos marcantes de São Paulo. A professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP foi convidada especialmente por Levi para repensar o tema. Criou seis imagens em cada um dos lados da torre para representar o Mundo da Fantasia e o Mundo da Realidade. A face da Fantasia foi composta de cima para baixo, representando a Poesia; Ciências Sociais; Ciências Econômicas; Música, Dança e Teatro; Artes Plásticas e Arquitetura; e a Filosofia. Já a face da Realidade, também observada de cima para baixo, destaca a Astronomia; Química; Ciências Biológicas; Física; Ciências Geológicas; e Matemática.
CRUSP. O Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo é o alojamento estudantil da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira. Atualmente as vagas no alojamento são geridas pela Coordenadoria de Assistência Social da USP que conta com cerca de 1200 vagas para alunos de Graduação e Pós-Graduação.
Em 1903, fora fundada aquela que seria considerada a Entidade (administração) estudantil mais tradicional e antiga do Brasil. Chamada de "Centro Acadêmico XI de Agosto", corresponde a um local de representação dos alunos da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Na década de 1930 foi iniciada a construção do novo prédio do antigo Convento de São Francisco, chamado de “Prédio Histórico”, que foi finalizada em 1941. Ricardo Severo foi o autor do projeto de estilo
A história da faculdade está relacionada ao desenvolvimento de importantes momentos históricos do Brasil. Ela formou alunos notórios que fizeram parte de grandes movimentos políticos, como o movimento abolicionista, de Joaquim Nabuco, José Antônio Pimenta Bueno e Perdigão Malheiro, o movimento republicano, de Prudente de Moraes, Campos Salles e Bernardino José de Campos Júnior, e as campanhas das Diretas Já, de Franco Montoro e Ulysses Guimarães. Emergiram treze presidentes da república desta faculdade, por exemplo, o primeiro presidente civil eleito por meio do voto direto no Brasil, Prudente de Morais, que assumiu o cargo em 1894,[60] e o ex-presidente Michel Temer, empossado após Dilma Rousseff ser destituída do cargo pelo processo de impeachment no dia 31 de agosto de 2016.[61] Fernando Haddad - que ficou em segundo lugar na disputa para a Presidência da República em 2018 - também é egresso do curso de graduação da instituição. Além disso, diversos governadores, prefeitos e outras figuras importantes na história do Brasil formaram-se na Faculdade de Direito da Cidade de São Paulo. Os últimos egressos a serem prefeitos de São Paulo foram Fernando Haddad (Turma 154) e Bruno Covas (Turma 171) e os últimos egressos a serem governadores foram Cláudio Lembo (Turma 127) e Franco Montoro (Turma 107).
O surgimento desta faculdade também trouxe para São Paulo enorme efervescência cultural. Inúmeros escritores de renome e movimentos culturais ali surgiram, tais como: Alphonsus Guimaraens, um dos principais representantes do Simbolismo no Brasil; Álvares de Azevedo, Escritor e poeta ultrarromântico; Castro Alves, poeta e um dos representantes do movimento abolicionista; Hilda Hilst, uma das maiores escritoras da Língua portuguesa contemporânea; José de Alencar, Autor do Livro Iracema e um dos maiores nomes do Romantismo no Brasil; Monteiro Lobato, escritor de obras-infantis como O Sítio do Picapau Amarelo; Oswald de Andrade, representante do movimento modernista e autor do Manifesto Antropófago. O edifício da faculdade também é repleto de obras com significado cultural, "(...) encontram-se agregados elementos dignos de nota, tais como os vitrais da escadaria, produzidos pela Casa Conrado Sorgenicht, e o mobiliário do Salão Nobre e da Sala da Congregação, confeccionado no Liceu de artes e Ofícios de São Paulo (...)".
A Faculdade de Direito de São Paulo foi a primeira entidade a ser incorporada à Universidade de São Paulo na fundação desta, em 1934, e é considerada uma das melhores no ensino jurídico. Em 116 anos de existência, o XI de Agosto sempre foi, e ainda é, um centro de difusão de ideais republicanos e de Igualdade, concretizados na resistência à Ditadura de Getúlio Vargas. Foi palco de diversas conquistas, como o Sufrágio feminino e do Voto secreto, e envolveu-se em várias campanhas, como "O petróleo é nosso!", "Diretas Já!", "Fora Collor" e, mais recentemente, na organização do ato e na leitura da "Carta às brasileiras e aos brasileiros".
Biblioteca
O INSTITUTO BUTANTÃ
AVENIDA 23 DE MAIO
Avenida 23 de Maio. Originalmente conhecida como Avenida Itororó e, depois, Avenida Anhangabaú, é uma das mais movimentadas avenidas do município de São Paulo, sendo o principal corredor de ligação dos bairros da subprefeitura da Vila Mariana à região central da cidade. Faz parte do Corredor Norte-Sul. Recebeu este nome em referência ao dia em que foram mortos os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (conhecidos pelo acrônimo MMDC), 23 de maio de 1932, evento que se encaixa no contexto da Revolução Constitucionalista de 1932. Construída sobre o antigo córrego Itororó, que foi canalizado, a avenida consiste numa via expressa em sua totalidade, isto é, não é endereço de nenhum estabelecimento residencial ou comercial, tendo barreiras de contenção em seus lugares, ocupando uma faixa com largura total de oitenta metros, para permitir a arborização dos locais. Três dos viadutos que passam sobre a avenida — Dona Paulina, Condessa de São Joaquim e Pedroso — têm uma estrutura interna, cuja função original, no caso dos dois últimos, seria abrigar futuras estações de metrô, referentes aos antigos projetos da Linha Norte–Sul do Metrô, que correria a céu aberto pelo largo canteiro central da avenida — inicialmente, entretanto, esse canteiro central deveria ser usado como faixa expressa. Essas estruturas, inclusive, contam com escadas que desembocam no que seriam as plataformas laterais das estações. No Dona Paulina, funciona o serviço funerário municipal; já no Condessa de São Joaquim, que já funcionou como albergue, moravam, em 2006, famílias de sem-teto. No Pedroso, ainda funciona um abrigo, mantido desde 1996 pela Comunidade Metodista do Povo de Rua. Já os viadutos construídos na região do Ibirapuera foram definidos pelo jornal O Estado de S. Paulo', em 1969, como tendo "linhas arquitetônicas inéditas e um completo tratamento paisagístico do local". [Textos e imagens da Wikipedia]
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O CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
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VI
HIGIENÓPOLIS
MACKENZIE
FAAP
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VII
A VÁRZEA DO CARMO E O RIO TAMANDUATEÍ
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ABASTECIMENTO E GASTRONOMIA PAULISTANA
Mercado Municipal. O edifício, em estilo eclético, foi projetado em 1925 pelo engenheiro Felisberto Ranzini, funcionário do escritório do renomado arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, sendo o desenho das fachadas de Felisberto Ranzini. Sua construção se deu entre os anos de 1928 e 1933. Trata-se de um representante da arquitetura da "Metrópole do Café" quando a cidade buscava a valorização de suas áreas centrais, associada a uma ideia de modernidade e adequada com o aquecimento econômico proveniente da produção cafeeira. Por outro lado, a construção do Mercado Municipal também se enquadra à adoção de preceitos higienistas que ocorreram entre o início do século XIX até meados do XX. Inspirados em modelos de cidades europeias, e ainda receosos com surtos epidêmicos ocorridos em diversas cidades brasileiras no período, os arquitetos brasileiros apostaram em novos modelos para a edificação de mercados públicos e outros equipamentos de infraestrutura urbana. A inauguração aconteceu em 1933. Além de sua importância histórica, o "Mercadão" também possui uma enorme importância na gastronomia tradicional da cidade de São Paulo, possuindo grandes variedades de lanches, aperitivos, frutas entre outros. A refeição mais popular do "Mercadão" é o tradicional lanche de mortadela, como também o bolinho e o pastel de bacalhau, além de uma variedade de amendoins, frutas (cristalizadas ou não), queijos e presuntos.[Textos e imagens da Wikipedia]
Movimento informal no entorno do Mercado Municipal nos anos 1940. Acervo do Instituto Moreira Salles.
MERCADO DA LAPA
CEASA E CEAGESP
PRATOS POPULARES
Jô Soares saboreando um dos sanduíches mais tradicionais do centro de SP.
A variedade da comida popular paulistana é encontrada numa grande diversidade de lugares e situações como os eventos as feiras, os jogos nos estádios e campos improvisados , nas feiras, calçadas, nos restaurantes, botecos, lanchonetes, pontos de ônibus, estações do metrô, praças, prédios comerciais e públicos, shoppings, enfim, onde houver alguma chance da procura pela fome e oferta do que comer.
Inúmeras publicações e reportagens já listaram os pratos típicos e preferidos em diversas épocas, revelando sempre uma enorme riqueza de culturas, preferências e gostos.
Claro que sempre alguns desse pratos podem ser muitos mais lembrados e outros até esquecidos mas, no geral, esses são os mais citados e consumidos:
a coxinha, a esfiha, o quibe e o pastel;
o pão na chapa com pingado (café com leite);
o churrasquinho de rua, o cachorro-quente, o milho verde;
os sanduiches de pernil e de mortadela, o misto quente e o baurú;
a pizza, o virado à paulista, a feijoada, o picadinho;
o sonho, o brigadeiro, o beijinho, a trufa, a vitamina de frutas e o churro.
Sempre tem por perto uma sorveteria, um carrinho de pipoca e de algodão doce;
uma bomboniere de guloseimas;
os restaurantes de nacionalidades,
as churrascarias gaúchas com seus fartos rodízios,
as casas e restaurante do Norte
as lanchonetes comuns e de redes de hamburgueria;
as pastelarias;
e finalmente os queridíssimos cafés e seus pães de queijo.
Pronto, falamos tudo. Quase tudo... porque existe na cidade e nos arredores uma imensa diversidade de colônias e redutos de povos estrangeiros e também das comunidades nacionais e estrangeiras, sempre contribuindo para uma constante renovação de hábitos e costumes.
Esquecemos alguma que não poderia ter ficado de fora?
Então, bom apetite!
ALGUNS DOS MUITOS PONTOS HISTÓRICOS
PADARIAS E PANIFICADORAS
PADARIAS ANTIGAS DO BEXIGA
No Bexiga, padarias ultrapassam os 100 anos e chegam à 4ª geração
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PUBLICIDADE, PROPAGANDA E A POP ART
Andy Warhol ( 1928 - 1987) foi um artista visual, diretor de cinema e produtor americano. Uma figura importante no movimento pop art. É considerado um dos artistas mais importantes da segunda metade do século XX. Suas obras exploram a relação entre expressão artística, publicidade e cultura de celebridades e abrangem uma variedade de mídias, incluindo pintura, escultura, fotografia e produção cinematográfica. " No futuro todos serão famosos por quinze minutos"
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ESPM- ESCOLA SUPERIOR DE DE PROPAGANDA MARKETING
"Na maior parte do tempo trabalhou na norte-americana J. Walter Thompson, primeira agência internacional de publicidade a se instalar no Brasil, para onde migrou em 1929, depois que a General Motors extinguiu seu departamento de propaganda. Em três épocas distintas, atuou cerca de 22 anos na multinacional, a mais longa delas entre 1943 e 1960. Além da JWT, Orígenes ainda integrou a equipe da N. W. Ayer & Son, outra agência vinda dos Estados Unidos, pela qual teve duas passagens; chefiou o departamento de criação da Eclética, pioneira do país no segmento, fundada em 1914; colaborou brevemente com a também norte-americana McCann Erickson; e encerrou a carreira na JMM Publicidade, empresa genuinamente brasileira, na qual atuou entre 1960 e 1976. Naquele ano, já com 73 de idade, decidiu se aposentar para se dedicar apenas à literatura, de forma especial, ao gênero infantojuvenil. Além de atuar em diversas agências, Orígenes foi o primeiro presidente da APP-Associação dos Profissionais de Propaganda, fundada em 1937. Durante o período em que esteve à frente da entidade, por também ter experiência no jornalismo, acabou assumindo o posto de editor-chefe da revista Propaganda, publicação voltada aos profissionais do setor. Seu reconhecimento dentro da instituição é tão grande que, além de ocupar lugar de destaque na galeria de ex-presidentes, também empresta seu nome à biblioteca do local, inaugurada em sua homenagem em 1999".
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A ÉPOCA DAS SALAS DE CINEMA
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JORNAIS E REVISTAS PAULISTAS E PAULISTANAS
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Redação do Estadão em 13 de abril de 1977, assistindo ao então "presidente" Geisel anunciar o seu famoso "pacote de abril".
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Caminhonete da "Folha da Manhã" usada para distribuir o jornal, no bairro da Vila Prudente, em São Paulo, em 1948.
PATINHO FEIO
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LICEU DE ARTES E OFÍCIOS
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OS CIVITA E A EDITORA ABRIL
Livraria e Tipografia Correio Paulistano – Em 1854, Azevedo Marques lança em São Paulo o primeiro jornal periódico e terceiro do Brasil, o Correio Paulistano. A população paulista ainda era tímida, mas a cidade começara a dar reflexos na grandiosidade que se tornaria. O Correio Paulistano não possuía convicções políticas, era um jornal independente adotando posições audaciosas em um período monárquico. Foi o incentivador e patrocinador oficial da Semana de Arte Moderna de 1922 e o jornal era escrito por diversos intelectuais como Menot Del Picchia. Seis anos mais tarde, na rua do Rosário, 49 a cidade de São Paulo é contemplada com a primeira livraria do Correio Paulistano (provavelmente junto à tipografia).
Fabiano Cerchiari/Folha Imagem
free-lance para a Folha
A maior livraria de livros e CDs da América Latina abre hoje suas portas para o público. O Ática Shopping Cultural, localizado em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), possui números superlativos e superiores a qualquer megastore brasileira. Foram investidos US$ 25 milhões para construir o shopping de 8.000 m2. São 300 mil volumes, num total de 105 mil títulos de livros nacionais e estrangeiros, distribuídos por dois dos cinco andares do shopping.
"Só isso já faz dela a maior loja de CDs do Brasil", afirma Antonio Nicolau Yuossef, diretor-executivo da Ática, sem computar os 1.300 títulos de videolaser, divididos em clássicos, jazz e filmes.
Além disso, foi feito um mapeamento das 47 livrarias em São Paulo e 105 editoras brasileiras (que são responsáveis por 75% do catálogo brasileiro). "Nessas livrarias constatamos que não havia 10% da produção brasileira de livros. Aqui estão representadas mais de 1.800 editoras brasileiras. Todos os títulos vivos brasileiros estão no Ática Shopping."
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RÁDIO E TV
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100 ANOS DO RÁDIO EM SÃO PAULO
SOCIEDADE RÁDIO EDUCADORA PAULISTA E A PRA-6 RÁDIO GAZETA
ANTONIO ADAMI
ASTROS DE TODOS OS TEMPOS E ESTILOS
MULHERES NO RÁDIO
LOCUTORA HISTÓRICA
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TV TUPI
O Julgamento foi uma telenovela brasileira que foi produzida pela Rede Tupi e exibida às 20h, entre 4 de outubro de 1976 a 30 de abril de 1977, tendo 178 capítulos.
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TV PAULISTA E TV GLOBO
Após a morte de Costa, em 1959, seu filho Victor Costa Júnior assumiu o controle da TV Paulista, que novamente passou por uma crise, fazendo com que ele vendesse a emissora e outras concessões de rádio e televisão para o jornalista e empresário Roberto Marinho em maio de 1965. A aquisição tornou a estação em filial da TV Globo, do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que ocorria um processo gradual de mudança para o nome da emissora carioca. Em 1968, com sua sede, anteriormente transferida para o bairro Vila Buarque, atingida por um incêndio, transferiu-se para a Praça Marechal Deodoro, onde passou a produzir, como cogeradora da rede, programas jornalísticos, esportivos e de entretenimento. Em 1999, deslocou-se para o endereço atual.
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TV BANDEIRANTES
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TV GAZETA
Primeiro endereço. Sede de “A Gazeta”
Período de utilização: 1906-1917
Logradouro original: Rua Quinze de Novembro, 33
Atual: Rua Quinze de Novembro, 250
Proprietários de “A Gazeta” no período:
Adolfo Campos Araújo de Araújo (1906-1914)
Branca Araújo (viúva) e Clibas, Hersio e Dione (filhos) – gestor: José Pedro de Araújo (seu irmão, provisoriamente) (1915), João Dente (1915-1916), Antônio Augusto Covello (1916-1917)
Com sua morte, em 07 de dezembro de 1915, sua viúva, Dona Branca pede ajuda para o cunhado e irmão do fundador de “A Gazeta”, o médico José Pedro de Araújo. Ele administra provisoriamente a publicação e o imóvel, até que consegue vender os bens de Adolfo Araújo para o advogado Dr. João Dente, em 1915, que depois de tentativas percebe após dois anos, que não tem vocação para o jornalismo. Assim, Dente se desfaz do jornal, vendendo-o também a outro advogado, Antônio Augusto Covello. Por sua vez, o Dr. Covello permanece no imóvel entre 1916 e 1917, transferindo-se para a Rua Líbero Badaró, no Edifício Maurice Levy. Dr. Covello permanece no comando de “A Gazeta” até 1918, quando vende a empresa jornalística para Cásper Líbero. Nesta época o jornal o papel próprio para impressão do jornal “A Gazeta” era fornecido à Adolfo Araújo pela Casa Vanorden, localizada na Rua do Rosário (atual Rua João Brícola).
Segundo endereço. Edifício Maurice Levy
Período de utilização: 1917-1928
Logradouro original: Rua Líbero Badaró, 15-17
Atual: Rua Líbero Badaró, 624 / 628 (ainda existente)
Proprietários de “A Gazeta” no período: Antônio Augusto Covello (1917-1918) e Cásper Líbero (1918-1928)
História: Antônio Augusto Covello transferiu “A Gazeta”, em 1917, da Rua da XV de Novembro para a Rua Líbero Badaró, negociando o aluguel do imóvel com o Comendador Maurice Levy, cujo nome batiza o prédio de três andares (térreo, o primeiro e o segundo). Cásper Líbero passou a trabalhar na redação do jornal, que Dr. Covello, também advogado, resolveu vender. Primeiro é oferecido para Miguel Arco e Flexa, que não aceita e indica o nome do jornalista Cásper Líbero, que aceita a proposta de comprar a publicação e torna-se dono de “A Gazeta” em 1918. Em menos de cinco anos, Cásper Líbero negociou com o Comendador Maurice Levy a ampliação do prédio, um andar para cima, como está até os dias atuais. Foi construído no tempo recorde de uma semana. Assistem a inauguração do prédio, uma semana após o início das obras, Cásper Líbero, Miguel Arco e Flexa, Couto de Magalhães.
Atualmente funciona o Restaurante “Recanto da Líbero”, no 1º andar, com entrada pela escadaria do nº 624 e estacionamento no nº 628.
Terceiro endereço. Nome: Edifício Médici
Período de utilização: 1928-1939
Logradouro original: Rua Líbero Badaró, 4-4A
Atual: Rua Líbero Badaró, 651 (após obras pós-empastelamento, possuiu duas entradas: 645 e 651), tendo hoje no endereço edifício comercial no terreno entre os números 633 e 641.
Proprietários de “A Gazeta” no período: Cásper Líbero (1928-1939)
Por razão do empastelamento da sede do jornal, Cásper Líbero recebeu do Governo Federal indenização em 1934, que possibilitou a construção do Palácio da Imprensa, inaugurado em 1939.
O Edifício Médici foi demolido e hoje está o prédio comercial da Atento, respeitada empresa de call-center, no Edifício Badaró (nº 633 e 641). Antes foi construído para ser sede do Bank Boston (com 19.072 m² de área construída), que funcionou por vários anos no local.
Quarto endereço. Nome: Palácio da Imprensa (Edifício Gazeta)
Período de utilização: 1939-1966
Logradouro original: Rua da Conceição, 06 (a partir de 1943, Av. Cásper Líbero, 88)
Atual: Av. Cásper Líbero, 88
Projeto (Auditório): Martins Fontes e Eurico José.
Empresas responsáveis: Escritório Técnico Ramos de Azevedo – Engenheiros-Arquitetos Construtores Severo & Villares
Desde o final da década de 1960, o imóvel deixou de pertencer à Fundação Cásper Líbero, sendo sua primeira sede desde 1944, quando os bens de “A Gazeta” e de Cásper Líbero foram transformados em Fundação a partir do que foi descrito pelo jornalista em seu testamento (Cásper Líbero faleceu em 1943). O imóvel foi adquirido em 2007 pela Justiça Militar da União, em São Paulo, passando por uma grande obra que restaurou a fachada e alguns ambientes, além de adequar às atividades da instituição. As obras duraram de dezembro de 2008 a maio de 2010, sendo o prédio reinaugurado com grande evento no dia 17 de junho de 2010.
Conforme Miguel Arco e Flexa, no livro “48 Anos de A Gazeta”, o imóvel era chamado de Edifício Gazeta (como o da Av. Paulista, 900) e também de Palácio da Imprensa (por ser o primeiro destinado à comunicação no país). Era apelidado, antes e depois da morte do jornalista proprietário, como “Casa de Cásper Líbero” (apelido cujo Edifício Gazeta na Avenida Paulista também ganhou em seu princípio).
Quinto endereço.Nome: Edifício Gazeta
Período de utilização: 1966-Atualidade
Logradouro original: Av. Paulista, 900-910
Atual: Av. Paulista, 900
Projeto (Auditório): Celso José Maria Ribeiro – “Uma Luz Sobre São Paulo”
Empresas responsáveis: Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto S.A.
Proprietários de “A Gazeta” no período:
Fundação Cásper Líbero (1966-Atualidade)
A ideia não era simples. Era um projeto arrojado. O sonho de criar um grande centro cultural, instalado no maior prédio do mundo, transformar-se-ia na maior construção em concreto armado.
As obras começaram em 1958. O projeto foi concebido pelo renomado engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz. Futuro prefeito de São Paulo, foi construtor de obras históricas como o vão livre do Masp – Museu de Arte de São Paulo, o Metrô de São Paulo, o Planetário do Ibirapuera, a cúpula e as torres da Catedral da Sé e o Paço Municipal. O engenheiro Ary de Albuquerque (contratado pela Fundação) ficou responsável pela obra.
Voltando à construção, o local escolhido na Avenida Paulista era a área central da quadra entre a Alameda Joaquim Eugênio de Lima e a Alameda Campinas, com fundos para a Rua São Carlos do Pinhal.
“Pareciam obras de monumental represa. Obra faraônica. Ritmo de trabalho e entusiasmo como vimos em Brasília. Era uma nova Babel sendo levantada, com uma diferença fundamental: só os que nela não criam, ou por ela não trabalhavam, falavam línguas diferentes. Os demais integrados no idealismo sacrossanto de criar, crescer e subir, se identificavam e se entendiam perfeitamente, na linguagem positiva de mexa-se. Agora está pronta a mágica. Do vazio do buraco surgiu um monumento de aço e pedra que inscreverá com letras de ouro, nos anais da civilização e da cultura, um novo marco de vista, de fé, realização e coragem”.
Por serem mais largas as calçadas da Paulista havia ainda um pequeno jardim com 30 mastros em que se penduravam flâmulas das cores preta, branca e vermelha. E ainda um toque de modernismo no toldo sob a escadaria: uma verdadeira treliça de ferro e cimento armado, com uma leve inclinação para o alto. As colunas da escadaria eram arredondadas. Com as modificações no projeto, o moderno toldo foi substituído por um convencional e retangular e as pilastras ficaram mais grossas, com ângulos retos.
Em 21 de abril de 1983, numa parceria com a Rede Globo, foi construída a torre da TV Gazeta – com a antena das duas emissoras. Foi a primeira torre iluminada de São Paulo e, consequentemente, a primeira na Avenida Paulista.
TRAJETÓRIA E FASES MARCANTES DA PROGRAMAÇÃO
RÁDIO E TV CULTURA
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A TV E REDE RECORD
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SILVIO SANTOS E O SBT
POSTADO NO DIA DA MORTE DO APRESENTADOR (17 DE AGOSTO DE 2024)
Silvio Santos (esquerda) junto ao então presidente João Figueiredo e sua filha Silvia Abravanel, nos anos 1980.
VIII
PERDIZES, PARQUE DA ÁGUA BRANCA E SUMARÉ
Sumaré anos 1970, divisa com Pinheiros. Ao fundo a sede do Instituto Goethe na rua Lisboa. Paulista Paulistano.
PARQUE DA ÁGUA BRANCA
PUC PERDIZES
ENTRE SÃO VICENTE E SÃO PAULO, FUI ESTUDAR NA PUC
DALMO DUQUE
A MORTE DE DI GÊNIO
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SEMANA DE ARTE MODERNA
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VIOLÕES GIANNINI
VIOLÕES DEL VECHIO
COMPOSITORES QUE TRADUZIRAM SÃO PAULO
TREM DAS ONZE E SAMBA NO BRÀS
QUAZ, QUASQUAZQUASCAZ, QUASQUASCAZ...
RONDA
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O MEU ERA PAULISTA, MEU AVÔ PERNAMBUCANO...
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SAMPA
A TROPICÁLIA PAULISTANA
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VIRADA CULTURAL
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TEATROS, BANDAS E FESTIVAIS
SHOWS, BAILES E FESTIVAIS
"Pois é meus amigos. há 49 anos, no dia 2 de janeiro de 1975, após me encontrar com meu inesquecível amigo Pique Riverte em frente a Boate 'La Licorne', na rua Major Sertório, e ter ido dormir em sua casa. O Pique tinha acabado de sair da banda Casa da Máquinas. De manhã, ele me pediu pra ir com ele buscar quatro músicos (Jesse, Luizão e Ribah) na que estavam vindo de Brasília (Ari só veio 20 dias depois). Falei com Ari nascimento Dias atrás e chorei muito quando ele me disse, olhando a foto do Corrente de força, que todos na foto estavam mortos, só sobrou ele. (amo você Ari.).
Antiga Rodoviária de S.P nesse Dia , nasceu a Banda Corrente de Força, que um ano depois viria se tornar Placa Luminosa, fato que mudaria minha vida pra sempre. Maravilhosas e eternas lembranças na minha trajetória no mundo da música. Realmente, fui privilegiado por ter conhecido, trabalhado e vivido, com esses músicos fora de série e à frente do seu tempo. Onde estiverem, obrigado ... Jamais os esquecerei. Obrigado por tudo que passamos juntos...
Ps. A foto do Corrente de força, foi inspirada na capa do LP da banda Mandril, que adorávamos ouvir na época. Bons tempos de boa música kkkkk. Sidney Leonel.
CHIC SHOW NO GINÁSIO DA S.E. PALMEIRAS
EXISTE BOOGGIE EM SP
Os panfletos anunciavam “James Brown – o maior balanço do mundo”, ressaltando a oportunidade imperdível com os dizeres “única apresentação para os blacks paulistas”. Sobre os bastidores da façanha de trazer um dos maiores nomes da música internacional para o palco da Chic Show, Luizão permanece reservado e breve: “Isso tinha que ser realizado, então, batalhamos para poder trazê-lo”.
Já Nelson Triunfo recorda a busca do ídolo no aeroporto: “Na época só existia o Aeroporto de Congonhas em São Paulo, e fomos lá recebê-lo. A gente tava lá vendo o cara pela primeira vez! [Foi aí] que ganhei aquela capa que aparece em uma foto minha durante o show e que ficou famosa”, destaca.
À noite, o espetáculo foi ganhando tons de um evento ainda mais memorável. Luizão evoca:
– O Palmeiras teve uma superlotação. Grande acontecimento! Os jovens negros vindo de todo o Brasil para se reunir, pessoal de Minas Gerais, Porto Alegre, Rio de Janeiro…, pessoal até de outros países da América Latina vieram para ver o James Brown. Muitas pessoas dentro do Palmeiras, muitas não conseguiam se mexer no espaço. Uma loucura muito grande porque o James Brown com a banda dele tinha uma coisa, era o ápice de tudo. Vibração de gol, loucura!
Nelson também retoma algumas das cenas que nos ajudam a mensurar o frenesi. “Foi louco porque lotou, lotou! Eu vi gente chegando até pelas telhas – não sei como eles chegaram até lá em cima, [outros] quebraram o portão. Muita gente não conseguia mais entrar no salão, então, ficavam ao redor do ginásio sentindo o som ao vivo, que era muito alto e pesado”, conta.
Em entrevista concedida à Gazeta do Esporte, publicada em 2020, Luizão diz terem entrado 23 mil pessoas no salão para ver James Brown, apesar do espaço ter como lotação máxima um público de 12 mil. Ele acrescenta, ainda, a impossibilidade de “levantar o braço” pela quantidade de gente – foi preciso “colocar o pessoal todo pra dentro. Foi a única maneira de controlar a galera”, justifica.
Nelson Triunfo já era uma estrela à parte na cena dos bailes black de São Paulo. Na noite do show, se apresentaria no palco. Ele compartilha sua visão momentos antes de protagonizar um dos momentos mais marcantes da noite e eternizado em fotografia.
– Eu fui para o baile com a capa que James Brown me deu. Não sei que porra deu na cabeça dos caras que estavam comigo, mas, no meio daquela multidão, eles falaram pra mim ‘endurece as pernas que nós vamos te levantar!’. Eles começaram a me levantar, e eu endureci as pernas; os caras me puseram por cima do ombro deles, tinham várias mãos me pegando, e eu fiquei em pé numa boa por cima da multidão. Foi uma loucura aquilo! Fico pensando qual visão o James Brown teve…
A foto se tornou uma das mais simbólicas quando assunto é baile black brasileiro. O que nem todo mundo sabe é que depois de tirar a capa para uma outra apresentação no baile e guardá-la em sua mochila, dentro do camarim, ela foi perdida/furtada. “Quando fui [mexer] na mochila, ela levantou muito fácil”, narra, “quando fui olhar, ela realmente estava vazia”, diz já conformado.
Chic Show, para além do Palmeiras
A conquista da ocupação de um espaço de elite não esteve imune a questionamentos. Luizão atesta a ocorrência de um certo choque com alguns associados do Palmeiras, que compartilhavam o uso de um espaço com um baile de veia negra e periférica. Em matéria publicada no blog Verdão Web (ligado ao Palmeiras), o fundador da Chic Show dá exemplos do que se colocava em xeque: “pô, não pode alugar para a negrada, o pessoal é da raça”, alegavam. Mas, segundo ele, “os diretores [do clube] sempre correram junto conosco”, conforme registrado no blog.
Fato é que a monografia de Félix, baseada em depoimento de Luiz, indica que as (não especificadas) dificuldades trazidas pela organização dos bailes junto ao Palmeiras marcam a década seguinte, impulsionando uma desconexão entre a Chic Show e o alviverde.
As atividades foram perdendo fôlego e sendo realizadas de forma mais espaçada, pulverizando-se para outras partes da cidade, inclusive para as zonas periféricas, de onde haviam surgido. Em 81, a Equipe Chic Show ruma para uma sede própria – uma oficina antiga, próxima à Camisa Verde Branco, no bairro da Barra Funda. Após as primeiras reformas, recebe o nome de Clube da Cidade e é inaugurado em 82.
A consolidação nas periferias é frutífera. Se no Rio de Janeiro o movimento de bailes soul formou as bases para o desenvolvimento do funk, em São Paulo prosperaram o rap e o pagode. Coletâneas, concursos e bailes – inclusive os organizados pela Chic Show – cruzaram e contribuíram para a trajetória de nomes como Racionais MC’s, Rappin’ Hood, SampaCrew e Péricles.
A marca Chic Show se mantém há 50 anos, prosperando, ramificando e se reinventando sob o comando de Luizão. “Hoje ela não é mais uma equipe de som, ela é uma empresa de eventos”, distingue o fundador. Ele detalha: “Temos trabalhado com artistas internacionais de outras linhas e também em outras áreas; a própria rádio Chic Show, os programas em outras rádios. A Chic Show continua ativa”, pontua.
Os bailes black paulistanos contribuíram para o fortalecimento da identidade cultural negra, oferecendo um espaço feito por e para a comunidade negra. As dimensões desse legado impulsionam discussões no âmbito da pesquisa acadêmica, estão expressas na influência artística do rap e do pagode, e merecem destaque. As noites da Chic Show deixaram uma marca na Sociedade Esportiva Palmeiras que nenhuma reforma é capaz de destruir.
Serviço Festival Chic Show
OS VIRGULÓIDES
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TODOS OS SONS DO MUNDO NESTE FESTIVAL DE JAZZ!
O COMEÇO DO FIM DO MUNDO
O MOVIMENTO PUNK PAULISTANO
ONDE SURGIU O PUNKN PAULISTANO
TITÃS
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SALAS DE TEATRO
Foto de 1910 registrando o grupo de técnicos e operários que participaram da construção do Theatro Municipal.
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Teatro São Paulo. 1952, entre as ruas da Glória e Conselheiro Furtado. Foi demolido no início dos anos 1970 e, função das obras da Radial Leste.
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Cine Rex, depois Teatro Zácaro. Inaugurado em 10 de outubro de 1940 com uma sessão exclusiva para convidados, o Cine Rex teria suas portas abertas para o público oficialmente no dia seguinte. A inauguração do cinema, na Rua Rui Barbosa, foi um grande impacto na cidade, que passava a contar com mais uma sala de exibição moderna em um edifício bem arrojado e similares aos grandiosos cinemas dos Estados Unidos.O Cine Rex funcionaria por décadas e começaria a enfrentar decadência em meados dos anos 70. No final desta mesma década encerraria definitivamente suas atividades, ficando alguns anos fechado até ser reaberto novamente. No início da década de 80 o Maestro Zaccaro, um dos símbolos da cultura italiana na capital paulista, adquiriu o antigo Cine Rex e o fez ressurgir com um dos mais importantes teatros de São Paulo naquela década, o Teatro Zaccaro. São Paulo Antiga
O CARNAVAL DE RUA
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Características. A rua é avaliada como um dos metros quadrados mais caros da América Latina, e reconhecida por ser um dos pontos de comércio mais elegantes e valorizados da cidade de São Paulo. Geralmente essas lojas fazem um espaço conceito, ou seja, uma loja diferenciada das que elas têm em outros bairros e cidades. [Textos e imagens da Wikipedia]
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM - MIS
AVENIDA FARIA LIMA
O primeiro campeonato de Atletismo feminino do Brasil foi realizado no Sport Club Germania, em 1930.
ITAIM BIBI
X
JAGUARÉ E BUTANTÃ
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Começo da avenida professor Francisco Morato , próximo a famosa paineira do Butantã nos anos 1950. Essa avenida é bem extensa , e abrange muitos bairros em seu trajeto , alguns como o bairro da Previdência, Caxingui , Morumbi , vila Sônia , Jardim Perí Perí ,Jardim Ferreira , e terminando em Taboão da Serra , antigamente era passagem dos caminhões , que saíam das marginais , em direção a Régis Bitencourt , ( antiga BR2 ) para o Sul do País . Fonte : Viva o Butantã.
Ponto de ônibus no Largo da Batata (Pinheiros) em 1950. O destino dos passageiros é o Butantã e suas vilas nascentes. Uma das placas de publicidade ao fundo anuncia a venda de lotes do Jardim Bonfiglioli, vizinho da Vila Gomes.
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XI
MORUMBI E PARAISÓPOLIS
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XII
PINHEIROS
O COMPLEXO CLÍNICAS

XIII
MOEMA, IBIRAPUERA, PARAÍSO E VILA MARIANA
O MAM- MUSEU DE ARTE MODERNA E A BIENAL
BIENAL DE SP
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XIV
PARAISO E VILA MARIANA
O MUSEU LASAR SEGALL
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O COMPLEXO ESPORTIVO DO IBIRAPUERA
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XV
LIBERDADE E ACLIMAÇÃO
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ACLIMAÇÃO
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MULHERES PAULISTANAS
BRANCA ALVES DE LIMA
ANITA MALFATI
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XVI
BRÁS, PARI, GASÔMETRO
GASÔMETRO
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PARI
Etimologia. No início, para apanhar os peixes, os colonizadores europeus haviam aprendido uma técnica indígena de envenenar a água com timbós ou tinguis. Porém, o veneno causava danos ao rio e, em 1591, o governo local proibia a técnica, com pena de quintos réis, no Tamanduateí. Com a proibição, os pescadores passaram a colocar em certos pontos do rio uma armadilha chamada "pari": Era uma cerca de taquara ou cipó, estendida de lado a lado para pescar peixes. No caso, eles eram pescados principalmente nos rios Tietê e Tamanduateí, que ficavam próximos e eram rios piscosos, próprios para a instalação de "paris". Daí nasceu o nome do bairro: Pari.
Formação. O Pari é um bairro antigo cravado entre os rios Tamanduateí e Tietê. Formou-se em fins do século XVI, constituído essencialmente por pescadores, seus habitantes eram formados por índios, portugueses e mamelucos. Situado em uma região de alagamentos, Pari foi uma parte importante para a sobrevivência e o crescimento da cidade durante seus primeiros séculos, enquanto a alimentação dos moradores era resultado da pesca. Em 1867, foi inaugurado, pela São Paulo Railway, um pátio ferroviário denominado Pari, hoje erradicado, que auxiliava nas manobras e na estocagem dos materiais que não podiam permanecer na Estação da Luz, possuindo também uma pequena estação de embarque e desembarque de mercadorias. Porém, apesar do nome, o pátio situava-se fora do atual distrito, entre as atuais ruas São Caetano, Monsenhor Andrade, Mendes Caldeira e a Avenida do Estado, no Distrito do Brás. Neste distrito, também também se situa o denominado Largo do Pari, logradouro da confluência da Avenida do Estado com a Rua Santa Rosa e, por aí, se percebe que a delimitação do distrito não respeitou a antiga compreensão que se tinha do Bairro do Pari.
Século XX
No início do século XX, a cidade de São Paulo, passa por um intenso processo de urbanização e a vinda de um grande fluxo de imigrantes europeus. O Pari por ser um bairro operário, recebe grandes contingentes de italianos, espanhóis, portugueses e gregos, nesse período os imigrantes italianos, nos fins de semana, ocupavam a praça Padre Bento, para cantar e dançar a "tarantela". Para tentar acabar com os constantes transbordamentos nos arredores do rio Tamanduateí, a prefeitura mandou, em 1908, solevar uma grande extensão da várzea do rio. Foram cobertos com dois metros de terra as planícies do Brás, passando por Pari, até a Mooca. Na década de 1940, sírios e libaneses passam a integrar o bairro multi-étnico.
Rua das Olarias. Denominada pelo Ato nº 972 de 24 de agosto de 1916 Denominação de origem popular que lembra a existência de olarias no local, para a fabricação de tijolos e telhas, muito comuns em São Paulo e principalmente próximos aos rios Tietê e Tamanduateí. Nos anos 60, assim como toda a região central de São Paulo, o Pari passou por um processo de degradação e esvaziamento populacional, na década de 1980 o bairro passou a abrigar um grande contingente da colônia coreana e, a partir da década de 1990 o bairro começa a receber um grande número de imigrantes bolivianos, que se reúnem aos domingos na praça Kantuta. Nos últimos anos do século o bairro mudou seu perfil urbano, e suas antigas fábricas passaram a ser substituídas por novos empreendimentos residenciais. Histórias do Pari.
Atualmente o bairro do Pari é conhecido como um dos maiores polos da indústria de confecções do país, sendo visitado diariamente por consumidores vindos de diversas regiões do Brasil e até do exterior, para adquirir confecções e produtos de vestuário nas centenas de lojas que comercializam tanto no atacado como no varejo, localizadas principalmente nas ruas Silva Teles, Maria Marcolina, Oriente entre outras, se estendendo até o bairro do Brás, formando com o comércio deste bairro vizinho um único centro comercial.
PILLON, UM TÍPICA FAMÍLIA D PARI
O BAIRRO MAIS DOCE DE SÃO PAULO
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XVII
ZONA LESTE
JARDIM ANÁLIA FRANCO, TATUAPÉ, SÃO MATEUS, PENHA, CANGAÍBA ,
BELÉM, BELENZIHO, VILA MARIA ZÉLIA,
PARQUE NOVO MUNDO, JARDIM JAPÃO, COHAB E SINGAPURA
Antigos galpões da Mooca.
Os colonizadores portugueses que buscavam rumos para o oeste sofriam constantes e violentos ataques indígenas pelo caminho por terra. Então os rios Tietê, Tamanduateí, Aricanduva e seus afluentes tiveram um importante papel nas bandeiras. Estas utilizavam as vias fluviais para garantir segurança e maior rapidez. Pouco a pouco, as localidades banhadas por esses rios, áreas distantes do Centro Histórico de São Paulo, foram povoadas, exemplo de: Mooca, Tatuapé e São Miguel Paulista. Na última, o primeiro núcleo populacional da zona, houve a fundação da primeira igreja por meio dos jesuítas no ano de 1622, sendo estabelecida a Capela de São Miguel Arcanjo. Com o passar dos anos, a região ganhou importância, pois fazia a ligação de São Paulo e Rio de Janeiro. O município de São Paulo expandia-se, e seus territórios mais distantes tornavam-se propriedades rurais. Vilas eram criadas ao redor de igrejas, sendo assim criados novos bairros, como a Penha. No final do século XIX, o município industrializa-se e as antigas propriedades rurais são substituídas por indústrias e bairros proletários, caso de Vila Matilde e Vila Formosa. Houve, também, uma extensão da malha ferroviária paulistana, que escoava as mercadorias. Através da imigração, a população multiplicou-se descontroladamente e os bairros operários passaram a sofrer marginalização, por serem desprovidos de infraestrutura. Os imigrantes vindos predominantemente da Itália, Espanha, Japão, Síria e Líbano estabeleceram tradições de suas culturas em seus bairros, forte exemplo da Festa de San Gennaro e Clube Atlético Juventus na Mooca. Na Vila Zelina, Vila Alpina e Vila Bela, região da Vila Prudente, há forte influência de povos eslavos. As fábricas existentes, primeiramente produtoras de tecidos e alimentos, são gradativamente substituídas pela indústria pesada e construção civil. As mesmas passam a exigir grande quantidade de mão de obra. A imigração diminuía a cada ano, e começou a haver a atração de milhões de migrantes oriundos da Região Nordeste do Brasil. As regiões periféricas recebiam novos moradores, que, por falta de fiscalização do Governo, construíam suas moradias em áreas sem infraestrutura, saneamento básico, eletricidade, dentre outros aspectos. Surgiram, então, os bolsões de pobreza vistos na maioria dos distritos das regiões Leste 1 e 2. Aliado à decadência da indústria paulistana, a zona enfrenta inúmeros problemas, fazendo com que registre a pior renda média familiar e a menor concentração de atividade econômica, sendo uma das mais pobres do município.
Na cultura popular
Arena Corinthians e seu entorno imediato.
Regiões
Zona Leste 2. A Região Leste Dois de São Paulo é uma região administrativa estabelecida pela prefeitura de São Paulo englobando as subprefeituras do Itaim Paulista, de Guaianases, de São Miguel Paulista e da Cidade Tiradentes. De acordo com o censo de 2000, tem uma população de 1 169 815 habitantes e renda média por habitante de 625,26 reais. É a região com renda per capita mais baixa do município, com pior infraestrutura, com a maior incidência de pobreza (63,9% da população) e com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Zona Sudeste. Região dos distritos de Vila Prudente e Mooca, na Zona Sudeste. A Região Sudeste de São Paulo é uma região administrativa estabelecida pela prefeitura de São Paulo englobando as subprefeituras da Mooca, de Aricanduva, de Sapopemba, de Vila Prudente e do Ipiranga. Forma, com as Zonas Leste Um e Dois, a macro-zona conhecida simplesmente como Zona Leste, à exceção da subprefeitura do Ipiranga. De acordo com o censo de 2000, tem uma população de 1 522 997 habitantes e renda média por habitante de 2 441,40 reais. É a região mais desenvolvida da Zona Leste do município, com melhor urbanização, verticalização, infraestrutura, e bairros nobres, como o Jardim Avelino.
Perfil social, econômico e de infraestrutura. Popularmente, a Zona Leste é vista como a "periferia de São Paulo" algo que não faz mais sentido com a região, que nos últimos anos, tem tido uma mudança de perfil econômico em vários distritos, principalmente os mais próximos do centro, como exemplo os distritos de: Água Rasa, Belém, Carrão, Mooca, Tatuapé, Vila Formosa, Vila Prudente e parcialmente os distritos de Aricanduva, Penha, São Lucas e Vila Matilde. Esses distritos, formam uma "fronteira social" fazendo a Zona Leste se dividir entre os distritos com maior infra-estrutura, e com os menos desenvolvidos. Já os distritos da Zona Leste mais distantes do centro, é comum serem chamados de "Periferia da Zona Leste" algo que já faz mais sentido, mas apesar disso, ainda não é possível saber a real desigualdade da Zona Leste, já que mesmo nos distritos que são realmente periféricos, é possível encontrar bairros de classe média. De acordo com ArchDaily, 10 dos 20 distritos com pior IDH de São Paulo estão na região, enquanto somente o distrito do Tatuapé está entre os 20 melhores. Quatro dos cinco distritos com média salarial mais baixa também estão na região (Lajeado, Guaianases, Jardim Helena, e Artur Alvim).
A Zona Leste também é a região menos arborizada da cidade, com uma cobertura vegetal de apenas 11% enquanto detém um terço da população paulistana. Apesar disso também é a região onde se localiza o Parque do Carmo, o maior do município de São Paulo, além do Parque Ecológico do Tietê.
Em termos de infraestrutura, a região é atendida pelas linhas 3 e 15 do Metrô de São Paulo e pelas linhas 11, 12 e 13 da CPTM. Dois dos mais importantes eixos de desenvolvimento da região são o Jardim Anália Franco, localizado no distrito de Vila Formosa, e o recente Eixo Platina, no Tatuapé, onde está localizado o edifício mais alto de São Paulo (Platina 220). A região sedia a Escola de Artes Ciências e Humanidades da USP (EACH/USP) e o Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (IC/UNIFESP).
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JARDIM ANÁLIA FRANCO, TATUAPÉ E SÃO MATEUS
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PENHA, CANGAÍBA, BELÉM, BELENZINHO
CANGAÍBA
BELÉM E BELENZINHO
VILA MARIA ZÉLIA
JARDIM JAPÃO
MOOCA: BAIRRO E CENTRO INDUSTRIAL
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OS PADEIROS DA SÃO GUSTAVO
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VILA MATILDE
ITAQUERA E COHABS
Colonização. Por volta de 1620, apareceram as primeiras referências à "Roça Itaquera", localizada nas proximidades do Aldeamento de São Miguel. No final do século XVII, a região passou a ser citada como povoamento de São Miguel, no fim do século XVIII, como território da freguesia da Penha e por último como bairro do distrito de São Miguel Paulista. Em 1920, passou a ser um distrito autônomo.
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PARQUE NOVO MUNDO
OCUPAÇÃO SE REGULARIZA E VIRA MINI-BOLÌVIA EM SP
CONJUNTOS HABITACIONAIS DA ZONA LESTE
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XVIII
JABAQUARA
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XIX
CENTRO
CATEDRAL E PRAÇA DA SÉ.
MARCO ZERO DA CIDADE
Em 1954, a Catedral da Sé, ou Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção de São Paulo, foi inaugurada tornando-se, rapidamente, o principal espaço religioso da cidade. Durante a ditadura, desempenhou importante papel de apoio à resistência, principalmente a partir de 1970, com a nomeação de Dom Paulo Evaristo Arns como Arcebispo (e Cardeal em 1973). Com ele, a Catedral atuou na proteção de opositores políticos e de movimentos sociais, assim como na articulação e sustentação política às ações solidárias de bispos e párocos da cidade. Entre as inúmeras atividades em que a Catedral esteve envolvida, podemos citar: a celebração de missas em memória de vítimas - como o estudante Alexandre Vannuchi, o jornalista Vladimir Herzog, o operário Santo Dias, e o dominicano Frei Tito de Alencar -, o apoio às primeiras reuniões e buscas de familiares de desaparecidos políticos, a criação da Comissão de Justiça e Paz, e a participação no projeto Brasil Nunca Mais, primeira iniciativa de apuração sistemática das violações de direitos humanos cometidas no período.
BAIRRO, PARQUE E ESTAÇÃO DA LUZ
ESTAÇÃO DA LUZ
A Estação da Luz é uma das mais importantes estações ferroviárias da cidade de São Paulo. Seu projeto foi feito por Charles Henry Driver, um arquiteto britânico conhecido por projetos em estações ferroviárias. Local: São Paulo/SP Data: 09/08/2018 Foto: Governo do Estado de São Paulo
DEGRADAÇÃO DOS CAMPOS ELÍSIOS E DA LUZ
A RUA 25 DE MARÇO
BOM RETIRO
MUSEU DAS FAVELAS
O Museu das Favelas, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela organização social de cultura IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, será transferido, em novembro, para a região do Pateo do Collegio, no Centro Histórico da capital paulista, reabrindo ao público com a exposição principal do Museu. A mudança estratégica para um espaço de grande circulação e oferta de equipamentos culturais e turísticos busca fortalecer a promoção e preservação do patrimônio cultural das favelas e atender ao Projeto do Centro Administrativo do Governo, com a transferência de órgãos estaduais para a região do Campos Elíseos. Em novembro de 2024, o Museu comemora seu segundo ano de operação, já tendo recebido mais de 90 mil visitantes, sendo cerca de 11 mil estudantes da rede pública e particular de ensino. E, ainda, 12 exposições de arte das favelas e periferias em âmbito nacional foram apresentadas à população de São Paulo e do país, em formatos virtuais, itinerantes e temporárias, além de mais de 110 ações como cursos, palestras, formações e lançamentos de livros de artistas pretos e periféricos.
A PRAÇA DA REPÚBLICA
A praça e seu entorno tendo com destaque o antigo Colégio Caetano de Campo (segunda sede) e atual sede da Secretaria Estadual da Educação.
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Vale do Anhangabaú em 1970. E uma região do centro da cidade de São Paulo, situada entre a Praça da Bandeira e a Avenida São João. É um espaço público comumente caracterizado como parque, onde tradicionalmente se organizam eventos, como manifestações públicas, comícios políticos, apresentações e espetáculos populares. É considerado o ponto que separa o Centro Velho do Centro Novo. Atualmente, os 43 mil metros quadrados do Vale do Anhangabaú são utilizados como um local de passagem para pessoas que desejam transitar entre as regiões leste e oeste do Centro, podendo ser definido como um extenso calçadão sob um entroncamento rodoviário. O espaço também interliga-se a outras praças da área central, como a Praça Ramos de Azevedo, justaposta ao Vale, ao Largo São Bento, por meio das escadarias do Metrô e a Praça da Bandeira, que atualmente abriga um terminal de ônibus.[Textos e imagens da Wikipedia]
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SANTA EFIGÊNIA
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O PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS
O MUSEU CATAVENTO
BELA VISTA
BEXIGA

DONA YAYÁ
Dona Yayá, a herdeira que virou prisioneira na própria casa
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ANHAGABAÚ
Em 2021, o parque novamente foi destruído, dando lugar a um grande calçadão de gestão privada que limitou seu acesso e ampliou o controle dos usuários e eventos culturais. Insituto Bexiga
Centro, Bexiga, Carmelitas, Brigadeiro, Genebra, Maria Paula, Francisca Miquelina, Abolição, Japurá. Esses foram os endereços onde funcionaram os primeiros encontros de voluntários e postos de prevenção do suicídio no Brasil. Foi também nesse antigo território rural paulistano, rapidamente mudado pela industrialização e transformado em ruas, que serviu como cenário dos acontecimentos que explicam as causas do surgimento da prevenção em São Paulo: o sofrimento mental, a proliferação do suicídio, o surgimento dos primeiros sanatórios e hospícios e finalmente o serviço de prevenção.
O blogue Histórias Paulistas (de Alexandre Giesbrech) explica como esse nomes de ruas tem ligações familiares entre si, efeito da intenção de imortalizar a memória aristocrática da cidade.
“A Rua Genebra, na pontinha do Bixiga, não leva esse nome em homenagem à segunda cidade mais populosa da Suíça. Seu nome é, na verdade, uma homenagem a Dona Genebra de Barros Leite (1783—1836), esposa do Brigadeiro Luís Antônio de Souza. A honraria foi planejada pela nora de Dona Genebra, Dona Francisca de Paula Souza e Melo, a Baronesa de Limeira. Seu marido, Vicente de Souza Queirós, o Barão de Limeira, era um dos três filhos do Brigadeiro, e o único que não foi homenageado com nome de rua naquele bairro: suas irmãs, Maria Paula e Francisca Miquelina, também são homenageadas em ruas que fazem esquina com a Rua Genebra. A esquina das ruas Genebra e Maria Paula nem sempre foi como é hoje. Até 1954, era como se existissem duas “Ruas Genebra”: uma entre as ruas Aguiar de Barros e a Maria Paula (a parte “de cima”) e outra entre as ruas Maria Paula e Santo Amaro (a parte “de baixo”). A parte de cima terminava na altura da Maria Paula, mas num íngreme barranco de alguns metros de altura. Por causa disso, a parte de baixo era um local mais movimentado e procurado para estabelecimentos comerciais, também pela proximidade ao eterno futuro Paço Municipal”.
A memória dessa parte central de São Paulo também foi registrada por Marcos Rey, pseudônimo do escritor paulistano Edmundo Donato. Em “O Caso do Filho do Encadernador”, Marcos Ray recorda sua infância nessas redondezas, cujo ponto alto da vizinhança era uma mansão nobre que desapareceu no tempo:
“Era na rua Genebra e possuía uma espaçosa área para a qual, como numa construção espanhola, abriam-se portas e janelas. (...) Vizinha, pelos fundos, com frente pela rua paralela, tínhamos nada menos que uma baronesa. Ainda circulavam em São Paulo alguns títulos de nobreza nos anos 30. Provavelmente se tratava de uma aristocracia decadente dos bons tempos do café”
O pai do escritor tinha sido funcionário da editora falida de Monteiro Lobato , de quem comprou algumas máquinas para montar sua própria oficina de encadernação. Ali, no casarão do Bexiga, recebia escritores importantes e também os menos famosos, clientes e amigos inesquecíveis como Menotti Del Picchia, Cassiano Ricardo, Cleomenes Campos, Orígenes Lessa, Paulo Setúbal e Júlio César da Silva. Este último era irmão da poetisa Francisca Júlia da Silva.
“Sem ter alcançado as alturas da irmã, escrevera dois livros de certa repercussão na época, A arte de amar, poesias, e O Diabo existe, contos”.
O bairro tinha o lado simples e já cheio de cortiços.
Marcos Rey recorda-se da chegada dos caríssimos rádios de alto-falantes, “em formato de igrejinha”, tão caros que a lojas empestavam por algum tempo, para que os interessados tomassem gosto depois da longa experiência.
“Mesmo pessoas sem a menor possibilidade financeira faziam solicitações em caráter experimental . Quando pobre dava festa, o aparelho era infalivelmente de experiência. Lembro-me, em minha rua, do rádio que foi retirado no dia da festa. O vizinho que o solicitara, deprimido, tomou veneno. Quase morreu. Cada época tem seu tipo de tragédia”.
SOCORRO AOS SUICÍDAS
No início dos anos 1960 a cidade de São Paulo já tinha ares de metrópole, ocupada por milhares de habitantes que se movimentavam pelas ruas escurecidas pela neblina cinzenta e molhadas pela garoa fina e gelada. Quem se lembra ou conheceu a famosa “pauliceia desvairada” por fotografias antigas dessa época - com transeuntes circulando pelas calçadas, homens de ternos escuros e de chapéu, enquanto as mulheres desfilavam de salto alto, conjuntos e capas de chuva - não vai estranhar essas histórias dos primeiros voluntários da prevenção. Secretamente eles observavam de longe os atendidos que haviam dado a eles algumas informações sobre sua rotina diária. Essa primeira geração de plantonistas agia como se fosse uma agência de detetives, para investigação e intervenção nos planos de autodestruição dos clientes. Isso significava identificar, diagnosticar suas intenções e estudar detalhadamente seus hábitos e rotinas para que tais informações facilitassem a ação salvadora sobre seus planos mórbidos. Se o suicida em potencial tinha gosto pelo futebol, lá estava no estádio um plantonista vigiando seus passos para que não cometesse suicídio antes, durante ou depois da partida. Era uma missão de vigília. Muitas vezes essas abordagens resultavam em problemas graves nas quais os plantonistas externos eram surpreendidos por reações agressivas e vingativas de alguns atendidos, que se sentiam traídos na confiança que haviam depositado no voluntários. Alguns armavam ciladas como acusações de crimes de roubo e de ameaças. A intenção de ajudar de forma diretiva e imediata se transformava em transtornos marcados pela decepção e até dores de cabeça com as autoridades. Nem é preciso dizer que essa fase de abordagens persuasivas, com lances de tensão e aventura, foi sendo gradualmente substituída por outras menos focadas nos problemas dos atendidos e mais voltadas para suas características emocionais. Foi gradual porque fluiu como um amadurecimento de quem aprende com os erros. Isso levou exatamente o tempo de uma década, até que, a partir dos anos 1970, o grupo pioneiro de prevenção resolveu dar uma guinada na forma de atender e ajudar pessoas em sofrimento. Era um novo tempo no qual a neblina e a garoa desapareceriam, a cidade se tornaria mais colorida pela moda pop e pelos outdoors gigantescos; também completamente caótica, ganhando avenidas largas, duplicando a frota de automóveis, a poluição, o barulho de motores e buzinas, linhas de metrô e de habitantes cujo número chagaria à casa dos milhões. A cidade mudou, as pessoas mudaram, o sofrimento mudou sua expressão e prevenção também precisava mudar. E continuou mudando nas década seguintes. (Dalmo Duque- Ouvindo Sentimentos. Roteiros da Prevenção do Suicídio)
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GRANDES LOJAS DE DEPARTAMENTOS
MESBLA
SEARS ROEBUCK
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XX
INDIANÓPOLIS
Cruzamento da Avenida Indianópolis com a Avenida Rubem Berta na distante década de 1960. Arquivo Nacional do Brasil. Acervo Fundo Correio da Manhã.
XXI
IPIRANGA E HELIÓPOLIS
O MUSEU DO IPIRANGA
O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, também conhecido como Museu do Ipiranga ou Museu Paulista, é o museu público mais antigo da cidade de São Paulo, cuja sede é um monumento-edifício que faz parte do conjunto arquitetônico do Parque da Independência. É o mais importante museu da Universidade de São Paulo e um dos mais visitados da capital paulista. O museu foi inaugurado oficialmente em 7 de setembro de 1895 com o nome Museu de História Natural. O edifício, inicialmente projetado para concretizar a versão conservadora da proclamação da independência, adquiriu outros significados a partir da Proclamação da República, dentre eles o de “renascimento da nação”. Com sua apropriação pelo governo do Estado de São Paulo, que o transformou em museu público, a ressignificação do monumento passou pela ideia de que a história do progresso nacional era a história do progresso de São Paulo, colocando a colina do Ipiranga como um caminho articulador das riquezas com o Porto de Santos, então recém-inaugurado. Em 1922, época do Centenário da Independência, o caráter histórico da instituição foi reforçado, quando novos acervos foram criados, com destaque para a História de São Paulo. A decoração interna do edifício foi criada, com pinturas e esculturas apresentando a História do Brasil no Saguão, Escadaria e Salão Nobre. Também foi inaugurado o Museu Republicano "Convenção de Itu", extensão do Museu Paulista no interior paulista. Ao longo do tempo, houve uma série de transferências de acervos para diferentes instituições. A última delas foi em 1989, para o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. A partir daí, a instituição vem ampliando seus acervos referentes ao período de 1850 a 1950 em São Paulo. Como órgão da Universidade de São Paulo desde 1963, o museu exerce pesquisa, ensino e extensão. Até seu fechamento para reformas, o Museu Paulista possuía um acervo de mais de 125 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual, do século XVII até meados do século XX, significativo para a compreensão da sociedade brasileira, especialmente no que se refere à história paulista e conta com uma equipe especializada de curadoria. Desenvolve também um Projeto de Ampliação de seus espaços físicos.
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XXII
LAPA, POMPÉIA E VILA ROMANA
SESC FÁBRICA POMPÉIA
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ESTAÇÃO CIÊNCIA
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XXIII
VILA MARIA, VILA GUILHERME, CASA VERDE E LIMÃO
VILA GUILHERME
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CASA VERDE
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LIMÃO
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XXIV
FREGUESIA DO Ó, PIRITUBA E BRASILÂNDIA
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Avenida Itaberaba, esquina à esquerda com a rua Javorau e Cemitério da Freguesia do Ó, sentido da igreja Matriz. Década de 1930.
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PIRITUBA E BRASILÃNDIA
SANATÓRIO PINEL
BRASILÂNDIA
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O PICO DO JARAGUÁ
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PERUS
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XXV
BROOKLIN PAULISTA E CAMPO BELO
1922 - NASCIMENTO DO BAIRRO BROOKLIN PAULISTA
TOM JOBIM E O BROOKLIN
- Zuza Homem de Melo: É um poema de amor a São Paulo?
- Tom Jobim: Bom, você só faz um negócio que você ama. Você não vai fazer uma música que você odeia. Só naquele tempo do protesto. Eu vou fazer uma música de São Paulo, o São Paulo... Eu vim muito a São Paulo, naturalmente, eu sou de 25 de janeiro, com dez anos de idade eu estava aqui em São Paulo. A minha mulher é paulista, a minha primeira mulher é paulistana.
- Julio Medaglia: Aquele programa, O Bom Tom, que você fazia aqui na TV Cultura... Aliás, acho que foi um dos primeiros lugares que te reconheceu como compositor ao nível de um grande veículo foi aqui, a TV Cultura.
- Tom Jobim: Maravilha, maravilha.
- Julio Medaglia: Você comprou sua casa com o dinheiro que ganhou lá.
- Tom Jobim: É verdade, eu comprei o apartamento. Eu fiquei morando no Brooklyn, ali no aeroporto. E eu fiquei ali trabalhando, eu tinha um...
- Maria Luisa Kfouri: Ficou ali para ficar mais perto da saída para o Rio, Tom? Já ficava ali no aeroporto, para ficar fácil pegar uma ponte área para o Rio?
- Tom Jobim: A praia estava ali.
- Jorge Escosteguy: Morava perto da praia?
- Tom Jobim: Morava perto da praia. Ficava ali perto do aeroporto e trabalhava para o Jimmie Cristie, um meio paulista, meio americano, casado com a Michelle, uma francesa, que fez o [a boate] Michel do Rio, que fez o Michel de São Paulo [nas duas cidades, eram locais de encontro de intelectuais e artistas nas décadas de 1950 e 1960. Johnny Alf, um dos precursores da bossa nova, e Dorival Caymmi, por exemplo, passaram por seus palcos]. Então, eu ficava de noite, toda noite tocava na boate, ali tinha aquele pianista que foi assassinado no Rio. E trabalhei também no Michel do Rio e trabalhei no Michel daqui. E foi muito bom!.
1957. Inauguração da fantástica fábrica de chocolates Lacta no Brooklin. Depois de 10 anos em construção, a nova fábrica da Lacta no Brooklin é inaugurada pela família Barros mudando a cara do bairro. Eram tantos funcionários que chegavam de bonde que, mesmo não existindo, ficou famosa a Parada Lacta. Os moradores sentiam o cheiro de chocolate no ar e a vida ficou mais gostosa em toda a região.
Fabrica de Sorvetes Kibon na antiga chacara China da rua Santo Arcadio. PB
CAMPO BELO
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XXVI
SANTO AMARO
JARDIM ÂNGELA, INTERLAGOS,
CAPELA DO SOCORRO, PARELHEIROS.
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XXVII
CAMPO LIMPO E VILA SÔNIA
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XXVIII
CAMBUCI, VILA PRUDENTE, IPIRANGA
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XXIX
SANTANA, TUCURUVI, VILA MAZZEI
VILA MAZZEI
A vila era uma das estações do Trenzinho da Cantareira, porém no ramal que ia para Guarulhos. Inaugurada em 1925 a estação ficava na quadra onde hoje se cruzam as ruas Pero Vidal, Manuel Gaya e Benjamim Pereira. O ramal Areal - Guarulhos foi desativada em 1964 e a estação foi demolida em 1965.
TUCURUVI
XXX
MANDAQUI, JAÇANÃ, TREMEMBÉ, CARANDIRU
HORTO E CANTAREIRA
MANDAQUI
JAÇANÃ
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METALÚRGICA ALIANÇA
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DARLING CONFECÇÕES
A CINEMATOGRÁFICA MARISTELA
TREMEMBÉ
BAIRRO CARANDIRU
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A PENITENCIÁRIA E O PARQUE DO CARANDIRÚ
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HORTO FLORESTAL E PARQUE DA CANTAREIRA
TRANSPORTE E MOBILIDADE URBANA
DAS CARROÇAS AO METRÔ E CICLOVIAS
Ciclovia na marginal do rio Pinheiros.
A CICLOVIA DA PAULISTA
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"UBER", QUASE 700 MIL MOTORISTAS NA CIDADE
TRANSPORTE URBANO COLETIVO
CMTC
Corredor da avenida Nove de Julho. O sistema de circulação exclusivo foi criado entre os anos 1980-90 em alguma avenidas consideradas estratégicas para acelerar o fluxo de trânsito. Fonte: Viatrólebus.
EMTU
VLT-VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS
TRECHO SÃO VICENTE-SANTOS FOI MODELO EXPERIMENTAL NO ESTADO
O FUTURO DOS TRANSPORTES
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O METRÔ
Monotrilho da Linha 15 do metrô. A Linha 15–Prata é uma linha de monotrilho. É a sexta linha do Metrô, com 24,6 quilômetros de extensão e dezessete estações previstos. Quando totalmente pronta, ligará os distritos do Ipiranga e Cidade Tiradentes, através dos bairros de Vila Prudente, Parque São Lucas, Sapopemba, São Mateus e Iguatemi, entre outros. Com custo total de 6,40 bilhões de reais, atenderá uma demanda estimada em 550 mil passageiros por dia e integrará os terminais de ônibus de Vila Prudente, Sapopemba, São Mateus e Cidade Tiradentes. O primeiro trecho, entre as estações Vila Prudente e Oratório, foi inaugurado em 30 de agosto de 2014. O trecho até a Estação Vila União foi inaugurado em 6 de abril de 2018, a Estação Jardim Planalto foi inaugurada em 26 de agosto de 2019, e, em 16 de dezembro de 2019, inaugurou-se o trecho até a Estação São Mateus, que foi aberto, completando a segunda fase da linha, e em 29 de dezembro de 2021 foi inaugurada a estação Jardim Colonial.[Textos e imagens da Wikipedia]
LINHA 17 OURO - TREM MADE IN CHINA
TERMINAIS RODOVIÁRIOS
TERMINAL DO TIETÊ
Vista aérea do Terminal Rodoviário Tietê, na zona norte quando o terminal foi inaugurado em maio de 1982. #SPFotos
Construção e inauguração. A proposta de construção do Terminal Rodoviário do Tietê teve início em 1977, como parte do plano de descentralização das linhas rodoviárias do centro de São Paulo, onde a Rodoviária da Luz já se encontrava extremamente saturada. O projeto para erguer um novo terminal ao lado da já existente Estação Tietê do Metrô foi aprovado tanto pela Companhia do Metropolitano de São Paulo quanto pelos governos federal e estadual, sendo assinado pelo arquiteto Renato Viegas e pelo engenheiro Roberto Mac Fadden. Um fator que ajudou muito na aprovação do projeto foi o fato de sua localização: a rodoviária estaria localizada bem na Marginal Tietê, o que facilitaria bastante as chegadas dos ônibus e evitaria o trânsito destes na região central da cidade. As obras da nova estação rodoviária começaram em janeiro de 1979.
TRAVESSIAS AQUÁTICAS
HIDROVIA PARANÁ-TIETÊ
Trecho da hidrovia Tietê-Paraná no lago da barragem hidrelétrica de Iha Solteira-SP, nome dos rios, dos Estados e pontos de interesse. A linha laranja indica o percurso da hidrovia
A CRISE CLIMÁTICA E AS HIDROVIAS
IMPACTOS DA CRISE HÍDRICA DE 2016
Frete mais caro, queda de renda do produtor: veja possíveis impactos da paralisação na Hidrovia Tietê-Paraná para o agro. Via é um dos principais meios para escoar milho e soja dos estados do Centro-Oeste até São Paulo. Transporte por rio é mais barato do que caminhão e trem pois é possível carregar mais produto.Alta custo do frete e perda de rentabilidade de produtores do Centro-Oeste são algumas das consequências para o agro da paralisação da Hidrovia Tietê-Paraná, apontam especialistas e empresas do setor consultados pelo G1.
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AVIAÇÃO, AVIADORES E AEROPORTOS
SANTOS DUMONT
EDÚ CHAVES
CUMBICA
CONGONHAS
Congonhas em 1939.
Aeroporto: divertimento popular - Fundo Diários Associados 11.08.1969
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CAMPO DE MARTE
VIRACOPOS
Saguão nos anos 1950Pouso do Concorde em 1972
BOVESPA -BOLSA DE VALORES DE SP
EMPRESAS PÚBLICAS PAULISTAS
VASP
BANESPA
Se existe um banco que está na memória de todos os paulistas este é, sem dúvida, o Banespa. Extinto em 2001, após ter sido privatizado e arrematado pelo espanhol Santander, o banco segue até hoje no imaginário paulistano graças a diversos fatores, como o seu icônico edifício que por longos anos foi o maior arranha-céu da América do Sul, seu outro prédio menor que ganhou o apelido de Banespinha, após sair das mãos dos Matarazzo e que hoje abriga a prefeitura de São Paulo. O Banespa também é lembrado pelo seu incrível clube localizado na zona sul da capital e pelo seu saudoso time de vôlei, tanto no masculino quanto no feminino. A história do Banespa, ou melhor, Banco do Estado de São Paulo, como é seu nome original, começou praticamente junto com o século 20, no distante ano de 1909 e, por incrível que pareça, majoritariamente estrangeiro, com uma injeção de 75% capital francês.
Agência do Banespa (na época como uma marca em que estava nas mãos do Santander) em Avaré, no interior de São Paulo.
CAIXA ECONÔMICA ESTADUAL
TELESP
COMPANHIA SIDERÚRGICA PAULISTA-COSIPA
A COSIPA foi fundada em 1953, um sonho de empreendedores paulistas, dentre eles, Martinho Prado Uchoa, Plínio de Queiroz, Alcides da Costa Vidigal e Herbert Levi. Após mais de dez anos em fase de preparação e projeto, a Usina foi inaugurada em 18 de dezembro de 1963 pelo presidente João Goulart. Em 1966, transformou-se em uma usina siderúrgica integrada a coque.
A partir de 1993, entretanto, a COSIPA deixa de ser uma empresa estatal. Em 20 de agosto desse ano, a empresa é privatizada, através de um leilão na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (atual B3), passando a ser controlada por um grupo de investidores, liderados pela Usiminas. A data da privatização foi o início de uma nova era de objetivos e conquistas, atingidas ano após ano.
A renovação de seu parque industrial, finalizada em 2001, fez com que a COSIPA passasse a operar com capacidade máxima, ou seja, produzir 4,5 milhões de toneladas/ano de aço líquido e conseguiu equacionar os seus problemas ambientais. Estes dois objetivos foram consolidados através de um plano de investimento de R$ 1,1 bilhão nos equipamentos da Usina de Cubatão, sendo R$ 240 milhões destinados somente a equipamentos de controle ambiental.
A partir de meados de 2005, formalmente integrada ao Sistema Usiminas, mantém uma sequência de excelentes resultados financeiros e em todos os demais indicadores empresariais. Bastante integrada à comunidade da Baixada Santista, um dos desafios iniciais no período pós-privatização, a COSIPA se prepara para atingir 5 milhões de toneladas de aço líquido anuais com uma nova Máquina de Lingotamento 4, Conversor 7, linha de Laminação a Quente, a modernização da Máquina de Lingotamento Contínuo 3 e a reforma do Alto Forno 1.
Em março de 2009 teve seu nome alterado para Usiminas, bem como as demais empresas desse grupo.
Em outubro de 2015, sob o contexto da crise econômico/financeira que atingia o país, foi anunciado o encerramento das atividades de produção de aço, provocando milhares de demissões e com reflexos na economia da cidade de Cubatão e da baixada santista, entretanto a usina não foi desativada. As desativações atingiram a metalurgia primária e os equipamentos e atividades a ela relacionados: pátios de minérios, coqueria, sinterização, altos fornos e aciaria. Desativado também o laminador de chapas grossas. Foram mantidas as linhas de laminação a quente e de laminação a frio, sendo que o laminador de tiras a quente é um dos mais modernos do mundo.
CENTRAIS ELÉTRICAS SÃO PAULO-CESP
COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ -CPFL
COMGÁS
SABESP
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PARQUES DO ESTADO (ÁGUA FUNDA)
E FONTES DO IPIRANGA
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AS REPRESAS
ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL-AHMSP
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SEGUNDA PARTE
10 CAPÍTULOS
1. Capitania, Província e Estado2. Regiões Administrativas e Micro-Regiões.3. A Era das Ferrovias e o Porto do Café. O Trem de Prata SP-Rio.4. Poderes de São Paulo Alesp, Palácio dos Bandeirantes e Justiça. Exército, Polícias e Bombeiros. O Arquivo do Estado. A Orquestra Sinfônica do Estado. Industrialização, Urbanização e PoluiçãoA Indústria Paulista e a Fiesp. A Emblemática Votorantim. A Beneficência Portuguesa. Antônio Ermírio de Moraes. O Colégio Rio Branco. 5. Cidades Regionais do Centro e Oeste Paulista. O Abc Paulista. Franco da Rocha e o |Complexo Psiquiátrico do JuqueryO Vale do Paraíba. O Ita e o Centro Aeroespacial em S.J. dos Campos Serra da Mantiqueira. Serra da Bocaina.Pontal do Paranapanema. 6. Localidades Históricas e Turísticas7. Unesp e Unicamp.8. A Era das Rodovias e o Porto das Indústrias9. O porto Federal em Santos, Guarujá e Cubatão10. A Obra paulista e paulistana de Benedito CalixtoESPECIAL 100 ANOSA GUERA CIVIL PAULISTA DE 1924
I
CAPITANIA, PROVÍNCIA E ESTADO
O BANDEIRANTE E A IDENTIDADE PAULISTA
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1932- IV CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO DE SÃO VICENTE
AS REGIÕES ADMNISTRATIVAS
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"GLOBAL TRADE"
O IMPACTO FERROVIÁRIO
CULTURA EUROPÉIA MUDOU COM A CONSTRUÇÃO DAS FERROVIAS
História, por João Marcos Coelho -Estadão, sexta-feira, 24-02-23
A criação de uma “cultura europeia” no decorrer do século 19 está intimamente ligada à implantação de uma malha ferroviária ligando o Velho Continente, dos anos 1840 em diante. As estradas de ferro aceleraram a criação e consolidação dessa “cultura europeia”. Este é o tema do fascinante livro Os Europeus, do historiador inglês Orlando Figes, de 63 anos. Com uma prosa de fácil leitura e uma infinidade de informações e dados que jamais incomodam o leitor, ele constrói um formidável painel das artes e da cultura europeias na segunda metade do século 19. Mostra a íntima relação entre as artes e o capitalismo. O objetivo “é explicar como foi que, por volta de 1900, os mesmos livros passaram a ser lidos em todo o continente, as mesmas pinturas passaram a ser reproduzidas, a mesma música passou a ser tocada em casa ou nas salas de concerto, as mesmas óperas passaram a ser encenadas em todos os grandes teatros da Europa”.
Lúcido e certeiro, Figes mostra como o que chama de “cânone europeu” se consolidou na era das ferrovias. É fundamental conhecer esse processo no detalhe porque esse cânone “constitui a base da alta cultura hoje não só na Europa, mas em todas as partes do mundo onde os europeus se estabeleceram”. A cultura hegemônica de elite já existia no continente ao menos desde o Renascimento. “Mas só no século 19 uma cultura de massa relativamente integrada pôde se desenvolver em toda a Europa.”
Seu olhar inova ao enxergar o continente como “um espaço de transferências, tradições e trocas culturais por cima das fronteiras nacionais, gerando uma ‘cultura europeia’, como ‘síntese internacional de formas, ideias e estilos artísticos’”. Em suma, o livro trata a era da ferrovia “como primeiro período de globalização cultural”. E aqui acentua que de fato o século 19 europeu instaurou um mercado continental para as artes. Foi esse mercado que determinou o cânone do continente.
Figes coloca no primeiro plano de sua narrativa um triângulo amoroso: a mezzo-soprano e compositora Pauline Viardot (1821-1910); seu marido Louis Viardot (1800-1883); e o escritor russo Ivan Turgueniev (1813-1883). Eles chegaram a morar na mesma casa por bons anos. Ou melhor, nas mesmas casas. Suas vidas nômades os levaram a todas as latitudes do continente, incluindo a Rússia. Pauline, filha do tenor Manuel Garcia, foi irmã mais nova da maior diva romântica, a soprano Maria Malibran, que morreu em 1836, aos 28 anos. Amiga íntima de Frédéric Chopin, chegou a colocar letra em diversas peças pianísticas dele, transformando-as em canções. Mas seu maior triunfo foi ter dominado a cena lírica europeia (e russa) por muitas décadas. Seu marido Louis só figura no rodapé das biografias das divas, mas foi um polímata cultural, ao mesmo tempo crítico de arte, erudito, editor, gestor teatral, ativista republicano, jornalista e tradutor literário do russo e do espanhol para o francês. Figes oportunamente o resgata do esquecimento e o define como “tudo aquilo que o artista não é, mas de que depende”. E Turgueniev, modernamente o mais conhecido, nasceu em família aristocrata russa e terminou a vida como um dos grandes escritores russos da segunda metade do século 19, ao lado de Dostoievski e Tolstoi. Morou em Berlim, Paris, Baden-Baden, Londres e São Petersburgo e em sua biblioteca havia livros em nove línguas diferentes: “Sou um europeu, e amo a Europa; minha fé está vinculada a sua bandeira, que carrego desde a juventude”.
Para Figes, o que os une, além do ménage à trois, é sua condição de “importantes intermediários culturais”, promovendo escritores, pintores e músicos em toda a Europa. Eram cosmopolitas, integrantes de “uma cultura europeia capaz de viver em qualquer lugar no solo europeu, desde que isso não comprometesse seus princípios democráticos, e sem perder nada da própria identidade nacional”.
O que lhes permitiu tamanha mobilidade? A era das ferrovias. “A viagem é fatal para o preconceito, o fanatismo e a intolerância”, já anotava o escritor norte-americano Mark Twain no livro Inocentes no Exterior, de 1869. É basicamente um relato de suas viagens de trem pela Europa em direção à Terra Santa. “Essa sensação de fazer parte da Europa estava ligada à possibilidade de viajar de trem para qualquer parte do continente.”
Capítulos são dedicados a cada uma das artes. E nos levam para verdadeiras “viagens” culturais. A era das ferrovias costuma ser fixada de 1830 em diante, quando, na Inglaterra, a primeira ligação ferroviária para passageiros transportou 460 mil pessoas em 12 meses entre Liverpool e Manchester.
Na sequência, a malha ferroviária foi se espalhando vertiginosamente. Em 1850, Turgueniev levava 21 dias para ir a sua propriedade rural em Spasskoe, na Rússia. Vinte anos depois, fazia o mesmo trajeto em cinco dias. E Pauline brilhou em todos os grandes palcos líricos europeus e russos, graças às ferrovias.
Um dos acontecimentos mais ruidosos da década de 1840 aconteceu na inauguração do trecho francês, entre Paris e Lille, da ferrovia internacional ligando a capital francesa a Bruxelas, em 1846. Em Lille, organizaram-se festejos mamutes para comemorar. O prefeito encomendou a Hector Berlioz uma obra para ser estreada na ocasião. Ele teve só três dias para compor a Cantata Ferroviária, para barítono e grande orquestra. Na balbúrdia que se seguiu, o manuscrito da partitura e seu chapéu foram roubados. Berlioz teria preferido reaver apenas o chapéu, mas o manuscrito é que lhe foi restituído. Uma obra que ele teria preferido não assinar.
As elites, com os Rothschild à frente, eram acionistas preferenciais das grandes empresas ferroviárias. Turgueniev tinha ações de companhias russas, assim como Madame Nadejda von Meck, viúva de um magnata da indústria ferroviária e mecenas de Tchaikovski.
Tamanho impulso foi decisivo para o incremento do turismo de massa. Os novos turistas só tinham algumas poucas semanas de férias anuais para viajar. Assim, uma imensa parcela majoritária da população passou a se movimentar usando a malha ferroviária. “O mundo está viajando”, escreveu o escritor alemão Theodor Fontane (1819-1898) em A Viagem Moderna publicado em 1873: “Assim como nos velhos tempos as pessoas se entretinham conversando sobre o tempo, agora o fazem viajando”.
FOLHETIM. A primeira grande consequência no mundo literário foi a proliferação de guias turísticos de baixo custo para essa multidão. Além disso, um novo tipo de literatura – os folhetins publicados diariamente em capítulos nos jornais se transformaram em verdadeira febre por todo o continente. Surgiram as livrarias nas estações ferroviárias. Afinal, agora não só dava para conversar, mas também para ler durante a viagem. Houve um verdadeiro boom editorial. Autores como Alexandre Dumas vendiam dezenas, centenas de milhares de exemplares de seus livros em edições de baixo custo. Figes calcula que esses livros custavam um décimo dos livros capa dura, que circulavam no mundo das elites culturais europeias.
Não só o tipo de literatura era mais popular. As vendas de livros, traduções e revistas literárias explodiram na década de 1870 por causa das tecnologias de publicação, a mecanização e a rede ferroviária. Tudo isso reduziu os custos de impressão e distribuição. Figes observa que “a aceleração das traduções levou à crescente uniformidade ou padronização das formas literárias, com toda a Europa lendo os mesmos livros ao mesmo tempo”.
Alexandre Dumas (1802-1870) foi um dos reis dos folhetins. Seu ritmo de produção era alucinante. Os folhetins eram diários: em 1844, publicou Os Três Mosqueteiros em Le Siècle entre 14 de março e 11 de julho, e O Conde de Monte Cristo no Journal des Débats entre 18 de agosto e 15 de janeiro de 1846. Paralelamente, publicou A Rainha Margot em La Presse entre 25 de dezembro de 1844 e 5 de abril de 1845. Emile Marcelin publicou um cartum com o escritor escrevendo quatro livros ao mesmo tempo – com os dois braços e as duas pernas. Outra consequência: os personagens acabaram se europeizando. Como nos romances de Júlio Verne.
PINTORES. O impacto nas artes plásticas pode ser avaliado por Gare Saint-Lazare, série de 11 quadros de Claude Monet (1840-1926). Em 1877, ele acabara de chegar a Paris vindo de Argenteuil. Encantou-se com a Gare Saint-Lazare (hoje Museu d’Orsay), estação ferroviária, sobretudo com os efeitos da luz se infiltrando pelo telhado de vidro e as baforadas de fumaça saindo das locomotivas e se dissolvendo como nuvens. O escritor Émile Zola, defensor dos impressionistas, assim descreveu um desses quadros: “Ouvimos o ronco dos trens, com a fumaça se propagando no vasto espaço sob o telhado de vidro. Nossos pintores devem encontrar a poesia dessas estações, assim como seus pais encontraram nos rios e nas florestas”.
Esse cosmopolitismo europeu que tanto fascina Orlando Figes foi bruscamente interrompido pela Primeira Guerra Mundial, em 1914. Um dos maiores escritores franceses do século 19, Victor Hugo (1802-1885), de certa forma previu o desastre a partir do horror que experimentou em relação à Guerra da Crimeia na década de 1850, ao saber de “ferrovias transportando soldados e máquinas de destruição”. O cosmopolitismo sofreria outro duríssimo golpe com o nazi-fascismo dos anos 1930 e a Segunda Guerra Mundial. Mas felizmente permanece vivo na cultura de massa, hoje planetária.
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FERROVIAS NO ESTADO DE SP
AS FERROVIAS E O PORTO DO CAFÉ
SÃO PAULO RAIL- SPR
A PRIMEIRA FERROVIA DE SÃO PAULO
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ESTRADA DE FERRO SOROCABANA
Carro 1a. Classe B-202 - estação "Luxo". Este ambiente apresenta o apogeu do Trem Ouro Verde enquanto trem noturno de luxo da EF Sorocabana e suas principais locomotivas
COMPANHIA MOGYANA
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A NOVA MALHA FERROVIÁRIA PAULISTA
No início da década de 1960, antes mesmo do governo do estado encomendar os primeiros estudos para avaliar a viabilidade de unificar todas ferrovias estaduais em um só sistema, o Instituto de Engenharia de São Paulo recomendou a formação de uma rede ferroviária estadual. Essa medida acabou consolidada em 1971, com a criação da FEPASA, empresa que incorporou as Companhias Paulista de Estradas de Ferro, Mogiana, Sorocabana, Araraquara e São Paulo-Minas.
Em 10 de novembro de 1971, a criação da FEPASA foi ratificada por uma assembleia geral extraordinária, na qual aprovou-se o seu estatuto social. De acordo com o estatuto da entidade, a FEPASA ficou responsável pela exploração, manutenção e expansão do sistema de transporte ferroviário paulista, integrando-o à Rede Ferroviária Federal e aos outros meios de transporte.
Com a fusão das cinco linhas ferroviárias, a FEPASA passou a contar com 5.252 quilômetros de extensão, 622 locomotivas, 1.109 carros de passageiros, 116 trens urbanos e 17.200 vagões, tornando-se a maior rede ferroviária estadual do país.
Em 1998, a FEPASA foi federalizada e incorporada integralmente à Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).
Saiba mais sobre o Fundo FEPASA em nosso Guia do Acervo:
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AS QUATRO FASES DA DESTRUIÇÃO DAS FERROVIAS NO BRASIL
A CRISE DO CAFÉ
O café é elemento central nos primeiros capítulos da história das ferrovias no Brasil – tanto na ascensão quanto na decadência, como explica Eduardo Romero de Oliveira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É a razão para a construção das primeiras estradas de ferro no século 19: a primeira delas, a Estrada de Ferro Mauá, que começou a operar em 1854, levava em suas locomotivas a vapor a commodity do Vale do Paraíba ao porto de Magé, na baixada fluminense, que, de lá, seguia de barco até a cidade do Rio. Nessa época, o café representava quase 50% das exportações brasileiras.
A malha ferroviária foi aumentando com a expansão da atividade cafeeira e passou a deslocar também passageiros, que até então só conseguiam viajar longas distâncias com transportes movidos por tração animal, como as charretes puxadas por cavalos.
E foi nesse contexto que a malha chegou a quase 30 mil km de extensão na década de 1920, quando veio o baque da crise de 29. O crash da bolsa nos Estados Unidos, na época o maior comprador de café brasileiro, e a grande depressão que se seguiu tiveram impacto direto sobre o Brasil. Em um curto espaço de tempo, as exportações da mercadoria despencaram, assim como os preços. As ferrovias, que eram administradas pelo setor privado sob regime de concessão, passaram a transportar cada vez menos carga e viram sua rentabilidade despencar. Tem início, nesse momento, um período lento de decadência que culminaria na estatização das estradas de ferro mais de duas décadas depois.

Trecho da São Paulo Railway Company na Serra do Mar: desde o início, ferrovias operaram sob regime de concessão.
JK e o nascimento da indústria automobilística
Antes, contudo, outros dois fatores importantes entram em cena: o crescimento das cidades e a popularização do automóvel. O país vive uma grande transformação depois de 1940. Até então baseada quase exclusivamente na agricultura, a economia brasileira se volta cada vez mais para a indústria. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vale do Rio Doce, então empresas estatais, são fundadas nessa época, em 1940 e 1942, respectivamente, no último período do governo de Getúlio Vargas, a ditadura do Estado Novo. Essa mudança na matriz de crescimento, por sua vez, catalisa um processo de migração das populações de áreas rurais para as cidades. As capitais ganham uma nova escala, vão inchando, um processo que tem como efeito colateral a diminuição da demanda por trens de passageiros em alguns trechos menores, entre cidades próximas. “As fábricas estão nas cidades”, pontua Oliveira. A política de industrialização continua com o presidente Juscelino Kubitschek, que assume em 1956 e elege a indústria automobilística como catalisador de seu plano de desenvolvimento. O Plano de Metas de JK, que ganhou o slogan “50 anos em 5”, é frequentemente apontado como o início do chamado “rodoviarismo” no Brasil. Um movimento cheio de nuanças e explicado por uma combinação de fatores, diz o professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ Hostílio Xavier Ratton Neto.“É nessa época que se cria a classe do operário especializado, com maior poder aquisitivo”, afirma.
Em paralelo, a construção das rodovias era menos custosa que as estradas de ferro e o petróleo usado para produzir combustível ainda era muito barato.
No pano de fundo, a Guerra Fria estreitava as relações entre Brasil e Estados Unidos. Na tentativa de barrar a expansão da influência da União Soviética no continente, os americanos firmaram acordos de cooperação técnica e de financiamento para investimentos com diversos países da América Latina.
Assim, ainda em 1956 foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), sob o comando do Capitão de Mar e Guerra Lúcio Meira. O Brasil, que até então só montava veículos, passaria a fabricar carros, caminhões e jipes, tendo como principal polo a região do ABC paulista. São desse período dois modelos que fizeram história no país: o Fusca e a Kombi, ambos da linha de montagem da Volkswagen em São Bernardo do Campo.
As ferrovias, por sua vez, entravam os anos 1950 sucateadas. Além da redução da demanda de carga e passageiros, um outro fator contribuiu para o “estado bastante acentuado de degradação física das estradas de ferro”: “Muitas concessões já estavam no final, próximo da devolução, e não havia cláusula nos contratos que obrigassem as concessionárias a fazer investimentos ou devolver as ferrovias no estado em que as pegaram”, diz Ratton Neto, que tem larga experiência no planejamento, construção, operação e gestão de sistemas de transporte metroviário e ferroviário. É nesse contexto que, em 1957, surge a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que passou a administrar as ferrovias que até então estavam nas mãos de diferentes empresas privadas.
“Os primeiros relatórios da empresa demonstram que o projeto era de modernização e unificação administrativa para facilitar a integração entre os diferentes meios de transporte”, afirma o pesquisador.
“Os investimentos rodoviários do Plano de Metas de JK não eram uma ameaça ao sistema ferroviário”, avalia.
A extinção das linhas de passageiros
Os projetos de recuperação e melhoria, contudo, incluíam a desativação de uma série de linhas e “ramais” (jargão do setor para os trechos secundários) considerados deficitários.A lógica, diz o historiador Eduardo Romero de Oliveira, é que o mundo de meados do século 20 era completamente diferente daquele que, muitas décadas antes, havia norteado a construção de parte das ferrovias.
“Houve uma mudança no negócio”, diz o professor da Unesp. “As estradas de ferro da música do Milton Nascimento eram de outra época, para pensar o transporte de café, de açúcar, em um período em que nem a legislação trabalhista existia.”
O químico Ralph Mennucci Giesbrecht, um “fanático por ferrovias” que há mais de duas décadas pesquisa sobre elas, especialmente sobre as estações, coleciona diversas histórias desse período turbulento.
“Nos anos 60 e 70 sumiram praticamente todas as ferrovias menores, aquelas consideradas deficitárias”, diz ele, autor do livro O Desmanche das Ferrovias Paulistas.
Os conflitos aparecem em histórias como a da desativação do trecho entre as cidades paulistas de São Pedro e Piracicaba, concluída em 1966. O prefeito de São Pedro na época chegou a enviar um telegrama incisivo ao governador, Laudo Natel, questionando o critério da baixa rentabilidade usado para justificar a extinção do ramal.
“Déficit, se não levarmos em conta o bem coletivo, também dá a polícia, dão as escolas e todas as repartições mantidas pelo Estado. O déficit do ramal é muito relativo, pois, não levando em conta o movimento das estações de Barão de Rezende, Costa Pinto, Recreio e Paraisolândia, a estação de São Pedro despachou este ano mais de 40.000 toneladas de cana. Finalizando, aqui deixo minha desilusão por tudo e por todos”, dizia a mensagem, conforme reportagem do jornal O Estado de S.Paulo de 30 de outubro de 1966 encontrada por Giesbrecht.
Aos poucos, as linhas de passageiros foram desaparecendo, permanecendo, em alguns casos, aquelas que cruzavam as regiões metropolitanas das grandes cidades, usadas até hoje.
Com o avanço da indústria automobilística e a entrada do avião em cena, as ferrovias entraram em crise, em maior ou menor medida, em todo o ocidente. Nos países em que foram mantidas para transporte de passageiros, o serviço, na maioria dos casos, passou às mãos do Estado.
É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos. A estatal Amtrak foi fundada em 1971 e faz até hoje a gestão das linhas de passageiros no país. Também são estatais a alemã Deutsche Bahn, a espanhola Renfe e a francesa Société Nationale des Chemins de fer Français (SNCF).
A estagnação e o corredor de commodities
Do lado do transporte ferroviário de carga, parte dos investimentos vislumbrados no período JK não saíram do papel, diz o historiador Welber Santos. Em sua visão, a ditadura militar mudou o foco da política de transportes, que passou a ser mais voltada para as rodovias, com a aposta em grandes obras de engenharia, como a ponte Rio-Niterói, e alguns investimentos questionáveis, como a Transamazônica, que nunca foi concluída. A Ferrovia do Aço, ele diz, um dos projetos ferroviários que chegou a sair do papel nesse período, começou a ser construída em 1973 com a promessa de ser entregue em mil dias, mas só foi inaugurada em 1992, e com um porte muito mais modesto do que o projeto inicial. Para Ratton Neto, da Coppe/UFRJ, um dos principais obstáculos à realização dos investimentos necessários à malha ferroviária do país naquela época foi a crise do petróleo de 1973 e o período turbulento que se seguiu.“Depois daquele choque na economia mundial, o Brasil, que até então tinha acesso fácil a crédito, passou a ser visto como país de alto risco. A partir daí, teve início uma crise que impediu que os planos nacionais de desenvolvimento pudessem ter sequência. Deixamos de planejar para apagar incêndio praticamente até os anos 90”, diz ele.
Nos anos 1990, em um contexto de baixo crescimento econômico, inflação elevada e alto nível de endividamento público, a RFFSA é liquidada e as ferrovias são novamente concedidas à iniciativa privada, por meio do Plano Nacional de Desestatização (PND). A partir daí, elas passam a funcionar majoritariamente como corredores de transporte de commodities para exportação, diz o professor da Coppe/UFRJ. Hoje, quase metade da malha, 14 mil km, está nas mãos da Rumo Logística, empresa do grupo Cosan. Outros 2 mil km são administrados pela Vale. Cerca de 75% da produção de transporte ferroviário é minério de ferro. “Outros 10% ou 12% são soja”, estima Ratton Neto. Como os contratos de concessão não preveem a realização de investimentos e melhorias, boa parte da malha segue como foi construída no segundo império, com a chamada bitola métrica, ultrapassada, bem mais estreita que a bitola internacional, hoje usada como padrão. O modo atual de exploração das ferrovias, na avaliação do especialista, subaproveita o potencial do país e deixa o Brasil refém das rodovias – consequentemente, mais suscetível a greves de caminhoneiros como a de 2018, que gerou caos e desabastecimento. As estradas de ferro poderiam ser mais utilizadas para transporte de bens industriais, ele exemplifica, de bobinas de ferro e cimento a automóveis, inclusive em trechos curtos, nos moldes das “short lines” dos Estados Unidos.
“Também poderiam ser usadas para transportar contêineres, uma tendência nova e muito rentável”, acrescenta.
Um entrave para o planejamento de novas linhas, contudo, é o apagão de dados sobre a movimentação interna de cargas. O Brasil não sabe, no detalhe, o que é transportado e de onde para onde. Iniciativas como o Plano Nacional de Contagem de Tráfego ainda não geram dados robustos nesse sentido, diz o professor. A outra é o próprio modelo de concessão, em que as concessionárias têm controle tanto sobre as vias quanto sobre os trens. Assim, essas empresas acabam tendo o monopólio do transporte ferroviário e, em última instância, decidem o que trafega ou não pelos trilhos.
“As ligações hoje atendem aos interesses dos próprios concessionários.”
Os nossos projetos anunciados recentemente pelo governo, na avaliação do professor, não chegam a quebrar a lógica das ferrovias como corredor de commodities. Em setembro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou a autorização para construção, pela iniciativa privada, de 10 novas ferrovias, com investimentos da ordem de R$ 50 bilhões. Um paralelo, ele chama atenção também para o projeto da Ferrogrão, que deve ligar o Mato Grosso ao Pará em cerca de 933 km com a proposta de facilitar o escoamento de grãos pela região Norte do país. Na tentativa de tirar a ferrovia do papel, o governo sinalizou que disponibilizará para a futura concessionária até R$ 2,2 bilhões em recursos da União. O dinheiro, contudo, viria da outorga que será paga pela Vale para renovar a concessão de duas das ferrovias que administra hoje, a Estrada de Ferro Carajás e a Estrada de Ferro Vitória-Minas.
“Os recursos da outorga que poderiam ser usados para geração de benefícios econômicos e sociais nesse caso acabariam
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PODERES PÚBLICOS PAULISTAS
PODER EXECUTIVO E LESGISLATIVO
A ALESP E O PALÁCIO DOS BANDEIRANTES
PODER EXECUTIVO
PODER JUDICIÁRIO
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EXÉRCITO, POLÍCIAS E BOMBEIROS
POLÍCIA CIVIL
DELEGACIAS ESPECIALIZADAS
POLÍCIA MILITAR
Patrulhamento preventivo apelidado de "Romeu e Julieta" no comércio das ruas do centro, década de 1970.
QUARTÉIS DA CAPITAL
Nessa época existia na povoação, sede da capitania, apenas um grupo insignificante de homens armados que constituia a guarda da pessoa do capitão general. Esse pugilo de militares alojava-se na própria residência do Governador. A tropa da linha, quando em trânsito para as fronteiras, aquartelava-se em armazéns, e barracões, improvisados ou em simples ranchos de palha, que ofereciam insuficiente abrigo e eram totalmente desprovidos de qualquer conforto.
Essa enfermaria porém, pela sua exiguidade não comportava senão um número muito reduzido de militares doentes, sendo necessário improvisar outras em casas particulares, que não ofereciam naturalmente nenhum conforto aos enfermos.
No ano seguinte, conseguidos os meios propostos, foi dado início a construção do quartel, cujo ala direita ficou concluída em 1790, sob o governo do então capitão general Bernardo José de Lorena. Somente muitos anos depois, 20 aproximadamente, foi socada a última camada de terra da grossa taipa e colocada a última trave do teto. O vasto edifício ocupava toda a quadra limitada pelas ruas Anita Garibaldi, Teatro, Onze de Agosto e Travessa do Quartel.
Lembrava ele, nesse mesmo relatório, a assembleia, que lhe desse autorização para a venda do velho edifício, para com o produto construir um novo com todas as acomodações necessárias a um quartel moderno.
Os urbanos tiveram o seu primeiro quartel em 1873, na rua das Flores, esquina da rua de Santa Tereza, edificio de sobrado, em cujos altos funcionava a repartição da polícia. Transferiu-se depois para um prédio da rua do Quartel e decorridos dez anos, para um outro na rua do Carmo, próximo ao largo do Palácio, onde permaneceu até sua extinção em 1891.
HERÓIS EM SÃO VICENTE
ZELADOR E RODOVIÁRIO EVACUARAM O PRÉDIO EM POUCOS MINUTOS
Posto rodoviário da Ponte Pênsil no Japui nos anos 1960. Claudio Sterque
BOMBEIROS
ARQUIVO PÚBLICO DE SP
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OSESP-ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
https://edusp-static.ip.tv/.../session/1892185/index.mp4...
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CIDADES REGIONAIS E LOCALIDADES HISTÓRICAS
Apresentação artistica no câmpus de Barão Geraldo, na Unicamp.
BAIXINHOS E GIGANTES
Faculdade de Medicina no câmpus de Botucatu.
Guarulhos é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. É a segunda cidade mais populosa do estado, a 13.ª mais populosa do Brasil e a 53.ª mais populosa do continente americano, com 1 291 784 habitantes, de acordo com o Censo 2022 do IBGE. Guarulhos foi fundada em 8 de dezembro de 1560, pelo padre jesuíta Manuel de Paiva, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos. Sua origem está ligada à de cinco outros povoamentos que tinham, como principal objetivo, defender o povoado de São Paulo dos Campos de Piratininga contra um possível ataque dos Tamoios. É a cidade não capital mais populosa do Brasil e é considerada a 9.ª cidade mais rica do Brasil. Em 2020, registrou um Produto Interno Bruto (PIB) de 65,8 bilhões de reais, o que representa 0,9% de todo PIB brasileiro, além de deter o 3.º maior PIB de seu estado. Guarulhos sedia o principal aeroporto do país, que serve São Paulo, o Aeroporto Internacional André Franco Montoro.
SÃO VICENTE NAS TELAS DE BENEDITO CALIXTO
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VERA CRUZ, A HOLYWOOD DO ABC
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ABC, SERRA DO MAR E ARREDORES DA GRANDE SP
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APARECIDA
AVE MARIA
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Cerca de 10% da serra encontra-se no estado do Rio de Janeiro, 30% no estado de São Paulo, e os demais 60% estão localizados em Minas Gerais. A serra inicia-se na região onde está o município de Barbacena e de lá inclina-se para o sudoeste até se encontrar com as divisas com o Rio de Janeiro e logo após, com São Paulo, onde torna-se uma divisa natural com o estado de Minas Gerais até as mediações finais de Joanópolis e Extrema e, por fim, esta termina no município de Bragança Paulista.
Etimologia. "Mantiqueira" é um termo de origem tupi que significa "gota de chuva", através da junção dos termos amana (chuva) e tykyra (gota). Seu nome dá ideia da grande importância da serra como fonte de água potável, formação de rios que abastecem um grande número de cidades da Região Sudeste do Brasil. Seus riachos formam o rio Jaguari, responsável pelo abastecimento da região norte da Grande São Paulo, o rio Paraíba do Sul, que corta uma região densamente habitada e altamente industrializada no eixo Rio-São Paulo, o rio Grande, que é parte integrante do maior complexo hidroelétrico do país.
Nos planaltos ao norte da serra que adentram o estado de Minas Gerais, estão localizadas as fontes de águas minerais em Baependi, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Itamonte, Passa Quatro, Pocinhos do Rio Verde (em Caldas), Poços de Caldas, Pouso Alto, e São Lourenço. Em sua face sul temos as fontes de Águas da Prata, localizadas na serra do Cervo.
Localização e extensão. Pico do Rachado na Serra da Mantiqueira no município de Pouso Alto.
O maciço da serra da Mantiqueira possui aproximadamente 500 km de extensão e se inicia próximo à cidade paulista de Bragança Paulista e segue para o leste delineando as divisas dos três estados brasileiros até a região do Parque Nacional do Itatiaia onde adentra Minas Gerais até a cidade de Barbacena. A partir daí, uma continuação pode ser considerada, pois a mesma desvia para o norte até a serra do Brigadeiro, no leste de Minas Gerais, chegando a aproximar-se do Parque Nacional do Caparaó.
Seu ponto culminante é a Pedra da Mina, com 2 798 metros, na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo e seu ponto de transposição mais baixa é a Garganta do Embaú, por onde passaram os bandeirantes durante suas incursões ao interior de Minas Gerais.
Na descoberta de ouro em Minas Gerais, A serra da Mantiqueira fecha sua cadeia nos últimos contrafortes do Ouro Branco, no centro do estado de Minas. Principia na serra do Espinhaço, a chamada serra Geral ou serra de Minas e se estende no sentido sul-norte até além da Bahia. Seu sistema assume para o norte os topônimos dos lugares por onde passa, serra do Ouro Preto, do Batatal, do Capanema, do Ouro Fino, do Gongo Soco, do Garimpo, da Mutuca, do Cipó, da Pedra Redonda, ao pé da qual nasce o rio Jequitinhonha. Um de seus contrafortes é a serra do Caraça, em curva quase perfeita, uma das maiores eminências da serra Geral, o cabeço mais alto de sua linha dorsal. Os picos do Sol e do Carapuça, frequentemente enevoados, altaneiros, erguem-se a 2 072 m (o primeiro) e a 1 955 m (o segundo).
Avistam-se a noroeste a serra da Piedade, além a serra da Lagoa Santa; a leste as serras que abrem permeio para os rios Piracicaba e de Santa Bárbara se ligarem ao rio Doce; a oeste o rio das Velhas e seu vale, a serra do Curral d'El-Rei e o vale do rio Paraopeba; a sudeste os dois matacões característicos do Itacolomi e o declive sombrio onde corre o ribeirão do Carmo. Na serra da Mantiqueira foi encontrado ouro, durante o período colonial na região onde hoje se encontra a cidade de Conceição dos Ouros.
CAMPOS DO JORDÃO E SERRA NEGRA
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SERRA DA BOCAINA
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A ERA DAS RODOVIAS E O PORTO DAS INDÚSTRIAS
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Trecho da Vida Anchieta na Serra do Mar nos anos 1950.
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A Rodovia Anhanguera liga São Paulo com a região nordeste do estado, passando por importantes cidades industriais e a uma das mais produtivas áreas agrícolas. É uma das mais importantes rodovias do Brasil e uma das mais movimentadas, com o trecho de maior tráfego entre São Paulo e Campinas, o primeiro a ser construído. É duplicada, contendo trechos com faixas adicionais e pistas marginais. Têm um tráfego pesado, especialmente de caminhões. É considerada, juntamente com a Rodovia dos Bandeirantes e Rodovia Washington Luís, o maior corredor financeiro do país, pois interliga algumas das regiões metropolitanas do estado como São Paulo, Jundiaí, Campinas e Ribeirão Preto, assim como o Aglomerado Urbano de Franca e a Região Administrativa Central.[Textos e imagens da Wikipedia]
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PORTO FEDERAL EM SANTOS, GUARUJÁ E CUBATÃO
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A OBRA DE BENEDITO CALIXTO
ACERVO DO MUSEU PAULISTA
. Cada lado recorria a novidades na tecnologia militar. A Aviação Militar legalista começou a sobrevoar a cidade em 19 de julho. Ela operou pouco, mas seus bombardeios tiveram impacto psicológico. A Aviação Naval ficou com a esquadra em Santos. Os rebeldes usavam aviões civis requisitados, mas somente para reconhecimento e distribuição de propaganda.
Do topo, em sentido horário: incêndios decorrentes do bombardeio, ruínas do Cotonofício Crespi, soldados revoltosos no telhado do 1.º Batalhão da Força Pública, efeitos de um ataque aéreo, posição de metralhadora em Vila Mariana