quarta-feira, 10 de julho de 2019

O CIRCUITO HISTÓRICO E TURÍSTICO DA VILA AFONSINA



Mapa turístico elaborado pela prefeitura na administração no início dos anos 2.000


O CIRCUITO HISTÓRICO é a mais importante atividade educativa sobre a memória e a história de São Vicente; precisa e deve ser incentivada e mantida de forma permanente para atender as escolas e os turistas que vistam a cidade. Este percurso mostrado nas fotos foi realizado pela Casa Martim Afonso, com o historiador Marcos Braga, atendendo um solicitação da E.E. Margarida Pinho Rodrigues em 2017.

O percurso foi elaborado a partir do Mapa da Vila de Vicente em 1852 e reconstituído pelo pintor e historiador Benedito Calixto em 1922 indicando o local da primitiva povoação, as mudanças ocorridas nas margens do canal de navegação e na baía de São Vicente desde a época de Martim Afonso. Imagem inserida entre as páginas 84 e 85 da obra Capitanias Paulistas, de Benedicto Calixto. Na legenda, são indicadas na vila vicentina a Igreja Matriz e adro (1), a Casa da Câmara e Cadeia (2), o Pelourinho (3), as casas de D. Mafalda (4), do capitão-mor Aguiar (5), de João Marcelino (6) e de D. Sebastiana (7), os locais da antiga Igreja de Santo Antonio (8) e do primitivo Colégio dos Jesuítas (9), e a Bica dos Padres, atual Biquinha de Anchieta (10), além da Casa de Martim Afonso (11) e do Porto das Naus. (Dados do Novo Milênio)

TRAJETO URBANO DO CIRCUITO . Saída dos alunos e educadores na Vila Margarida. O percurso a pé partiu da rua Alexandria, seguiu pela Av. Nações Unidas, viaduto Mário Covas, Av. Capitão Antonio Luis Pimenta (Bitaru), rua do Colégio e Praça João Pessoa: 1. Réplica da Vila de São Vicente. 2. Igreja da Matriz. 4. Casa Martim Afonso e estação arqueol[ógica da Parede Histórica do Século XVI; 5. Praça 22 de Janeiro: Estátua de Benedito Calixto e Monumento do IV Centenário; 6. Biquinha de Anchieta e Marco do Rio Sapateiro; 7. Avenida Getúlio Vargas, Marco Padrão no Gonzaguinha, Deck dos Pescadores e Encontro com um Índio Guarani; 8. Estação de Esgoto de Saturnino de Brito, Casa das Bananadas; 9. Travessia da Ilha para o Contimente pela Ponte Pênsil; 10. Avenida Tupiniquins, no bairro Japui e Parque Prainha (Maciço Japui-Xixová -Itaipu); 11. Porto da Naus no Mar Pequeno e Ruínas do Engenho de Jerônimo Leitão.


Retorno para a Ilha pela Av. Getúlio Vargas contornando o Morro dos Barbosas até o antigo Porto do Guamium, Colônia dos Pescadores, Próximo à Rua Japão.






















































































"Eu sou índio"!!! "Eu sou índio" !!! repetia insistentemente este homem enquanto ouvíamos a explanação histórica da ocupação de São Vicente no século XVI. Mas ninguém dava atenção e ninguém queria ouvir o que ele tinha para dizer sobre si e sobre as condições de vida atual do seu povo. Visivelmente alcoolizado e de claro desajuste em nosso meio "civilizado", o homem de origem indígena desapareceu resmungando. Provavelmente é um dos membros da aldeia indígena de Itanhaém, trazidos para atuar numa das primeiras encenações da da Fundação Vila Afonsina e que permaceu morando desde então com outros membros na Praia de Paranapuã.