sexta-feira, 24 de abril de 2009

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO
























Foto de encerramento do ano letivo das escolas públicas de São Vicente, em 10 de dezembro de 1904, na esquina da rua XV de Novembro com rua Jacob Emmerich, vendo no grupo o Intendente Salvador Leal e o Inspetor Literário Militão Azevedo. (Poliantéia Vicentina)



(... ) Quem cursou o velho grupo escolar de São Vicente, que outrora se chamava Escola do Povo, haverá de recordar-se sempre do velho “Bento”, o porteiro que tangia o sino avisando o início das aulas. Lembrar-se-á do velho professor Osório Alves, figura impressionante de mestre, que à inteligência, sabedoria e compreensão, aliava o talento de ficcionista, premiando os alunos com suas histórias saborosas de aventuras, cuja lembrança ainda nos emociona.

A Mestra Da. Lovely Planchut, que acompanhou várias gerações de alunos, educando-os, instruindo-os, e encerrando entre as paredes daquele casarão amarelo a primavera da sua mocidade.

O intransigente Diderot Teotônio Santana Espinhel Júnior...

E a tristeza de ver desfeito e mutilado aquele formoso jardim tão cuidado, primorosamente desenhado, fronteiro à Escola, onde à noite havia projeções cinematográficas aos domingos...

Quem como eu viveu em São Vicente há trinta e tantos anos, freqüentou os bancos da Escola do Povo e repastou os olhos naquele jardim, identificou-se com a alma dessas coisas (...)

Derosse José de Oliveira - São Vicente, história e memória –Poliantéia Vicentina, 1982.


“Professoras e professores que se dedicaram com muito amor ao magistério vicentino, verdadeiro sacerdócio do ensino, formando a base cultural, cívica e moral de tantas famílias radicadas em São Vicente, através de tantos anos”.


Escola no bairro do Catiapoã nos anos anos 1940, em terreno e instalação doados pelo morador Francisco Marques Sopa. Acervo: IHGSV. 


RECORDANDO ANTIGOS PROFESSORES

Cotinha Brasiliense - Idalina Viegas Gil - Profa. Amélia - Antonio Pedro - Osório Alves- Eulina Trindade - Francelina Passos Elias - Maria Luiza Viana - Paulo Pires - Lovely Planchut - Maria Lídia Salzedo - Alice Jacob - Aparecida Janira Rocha -Dagmar Cerqueira Leite - Diva Fazzio Micelli - Elza Eda Trica Neves – Geni Carfácio Baronti - Iracema de Morais Camargo – José Olívio Menezello Torlay- Maria de Lourdes Arruda- Maria Helena Kreigne Guimarães- Maria Stela Miranda Mariane- Rosa Feiz - Ruth Robilard de Margny - Vanda Ramos – Zélia Carneiro de Campos- Edmundo Capelari –Zina de Castro Bicudo - Elza de Castro Bicudo- Renê Cabral Guedes - Helena Marieta Cabral Santos Garcia – Mafalda Azevedo – Isabel Gibler - Adelaide Gibler Macedo – Carlos Borba – Mariquinha Nobre – Iracema de Mello Roma Pimenta - Júlia de Almeida Pires – Emília Viana Aguiar- Maria Ermelinda Miranda – Prof. Ataliba – Ada Fioravanti dos Santos – Arlete Cecília de Campos - Diolanda dos Santos Gaspar Aires – Edith Guimarães Machado – Eunice Nunes de Oliveira Lobato – Ieda Sendin Alves – Jandyra Baenninger - Judith Machado de Melo – Maria do Carmo Pires Gonçalves – Maria Helena Arruda Penteado – Maria José Alves – Neusa Eva Machado Lima – Ruth Mary Menezelo Catelli – Tarcilla Fratucelli dos Santos – Yolanda Fressoni de Freitas – Zélia de Paula Almeida – Antonio Borges Fonseca – Dirce de Castro Bicudo – Creusa Veloso – Thereza Alves Ramos. (Poliantéia Vicentina).


Professores citados no livro "CONHEÇA AS RUA DE SUA CIDADE", de Narciso Vital de Carvalho, 1978.















Revista Flama. Santos, 1939. Acervo da FAMS










Turmas da Grupo Escolar Municipal  Matteo Bei em 1974 (acima) e no final dos anos 1960.











NORMALISTAS, 1966. I.E. Martim Afonso.


Sala aconchegante
Meninas de outrora
Todas amigas
Todas senhoras
Gentis Normalistas
De planos e sonhos
Repletas, vividas
Por conta dos anos
Talvez, divididas
Unidas no amor!
No centro da sala
O fiel Professor
Mentor do caminho
Que o Curso traçou.
É tarde, suponho
A dura jornada
Para muitas, cessou.
Agora, a lembrança
Da Escola Normal
A todos juntou
E foram cantigas
O Hino vibrante
E foram abraços
Há tanto guardados
No tempo passado
Que a todos tocou!
Foi só alegria
E a felicidade
Botão perfumado
Aberto pra vida
Do encontro, restou.
Mais anos virão
E a chama acesa
Não vai se apagar
Amigo é pra sempre
Se preza e conquista
E nós, Normalistas
Qualquer dia desses
Pra matar a saudade
Vamos, juntas, estar!


Homenagem ao Professor Mário Totti Caleffi. (1999)




Acervo e autoria : Mirtes dos Santos Silva Freitas.







terça-feira, 14 de abril de 2009

A ESCOLA DO POVO GRUPÃO































COLÉGIO DOS MENINOS

A primeira escola fundada em São Vicente, foi o Colégio dos Meninos de Jesus, fundado pelo Padre Leonardo Nunes, em 1549, e inaugurado oficialmente pelo Padre Manuel da Nóbrega, em 2 de fevereiro de 1553. 

No século XVIII, o Padre Manuel Gomes Loureiro, Vigário da Paróquia, impulsiona o ensino em São Vicente, abrindo novas “aulas” na Vila, onde se destacam os professores Indalésio Constâncio Ferreira e D. Mafalda Virgínia das Dores, Padre Agostinho Santana entre outros. 



ESCOLA DO POVO

A notícia mais antiga que encontramos da Escola do Povo é: "que em 1894 passa aos cuidados do Governo, mantendo porém o mesmo nome”, (Edison Telles de Azevedo, em Vultos Vicentinos). Isto é evidência de que já na época era bem conhecida, e que naturalmente a sua fundação é anterior, a essa data. 

Em 1895 começa um movimento entre os habitantes de São Vicente, que formam um Sociedade Civil, para a construção do prédio da “Escola do Povo”. 





























Em 1896 a Escola funcionava no Largo Batista Pereira, mudou-se depois para a Rua XV de Novembro. Finalmente em 1898, a Escola do Povo, mudouse para prédio próprio, na Praça Cel. Lopes. 

Em 1900, a Escola do Povo, oferecia nas suas salas a Exposição Arqueológica, Artística e Histórica, como parte das comemorações do IV Centenário da Descoberta do Brasil. 

Em 1904, é fundada na Escola a Banda de Música Infantil “Escola do Povo”, e foram seus diretores Alexandre Lopes dos Santos e Jerônimo dos Santos Moura, coube ao maestro Antônio Pedro de Jesus, organizar e conduzir os meninos. Os instrumentos foram adquiridos por meio de subscrição entre o povo vicentino. Em setembro de 1909 a Banda ganha diploma e medalha em festival de Bandas realizado em São Paulo.

Em 1913, no dia 6 de agosto, depois de ampliado o prédio da Escola do Povo, o Governo cria o 1.o Grupo Escolar de São Vicente, com 8 aulas, sendo o seu diretor o prof. Antônio de Mello Cotrim. 

A sua primeira Caixa Escolar é criada em 1922, nesse mesmo ano são realizadas no prédio da Escola, as festividades oficiais do 1.o Centenário da Independência do Brasil, sendo escolhida como melhor local para realização das comemorações. 

Em 1947 o Interventor Federal de São Paulo, dá a denominação de Grupo Escolar “Capitão-mor Gonçalo Monteiro" ao Grupo Escolar de São Vicente, como homenagem ao primeiro Vigário e Capitão-mor, nomeado por Martim Afonso, na Capitania de São Vicente. 

 No ano de 1949, o Governador do Estado, muda a denominação para Grupo Escolar de São Vicente” novamente. 

Em 1955 é organizado o Serviço Dentário Escolar no estabelecimento. É inaugurado a 16 de agosto de 1956 o Serviço de Assistência Alimentar. 

Em 1962 é inaugurado o Parque Infantil, doado pelos pais de alunos. 

Em 1963 a escola conta com Biblioteca Escolar, com 700 volumes, mantém um Orfeão Escolar e o Jornal Infantil. 

Até hoje a “Escola do Povo" ou "Grupão”, passou por diversas reformas, aumentando muito a sua capacidade inicial. Na atualidade a sua denominação oficial é: Escola da EEPG Profa. Zina de Castro Bicudo.


DIRETORES 

1913 – Antônio de Mello Cotrim 

1914 – Gastão Ramos 

1917 – Eudoro Ramos Costa

1920 - Evandro Feliciano da Silva

1924 – Adolpho Franco Figueiredo 

1925 – Theotônio de Santana Espinhel Júnior

1932 - Francisco Roberto de Almeida Júnior 

1939 – Leonardo Banducci 

1947 – Valdomiro C. Nascimento 

1949 - Manoel P. Queiroz 

1955 – Maria Assunta Regina de Maria

1958 – Petronilha Grauce 

1960 Elias Alves Lima 

1966 - Neusa Eva Machado Lima 

1968 - Elias Alves Lima 

1970 – Vanda Ramos

1973 – Neusa Eva Machado Lima 

1975 - João Domingos Paque 

1976 - Claudete Maria Baffa

1979 – João Batista dos Santos 

1980 – Edna Terezinha Sarmento Posada

1980 – Liberato Gros 1981 – Plínio Amaral

1982 - José de Almeida Pinheiro Júnior e José Augusto Parreira Duarte.

O nome dos diretores anteriores a 1913, não nos foi possível relacioná-los por falta de informação.


 


O Grupo Escolar de S. Vicente é hoje inaugurado oficialmente 

A Tribuna, em 15 de novembro de 1913, na página 4, reservada às notícias do correspondente em São Vicente. 

Sem embargo de se achar funcionando há dois meses o nosso decantado Grupo Escolar, dá-se hoje, oficialmente, a abertura de suas portas às crianças vicentinas que necessitem do pão espiritual.Esse Grupo Escolar de que há muito a nossa terra, berço da civilização paulista, se ressentia, parecia-nos, como a todos que presenciavam o analfabetismo crescente da nossa mocidade, apenas um sonho, nada mais que uma utopia!Os esforços eram constantes dos políticos dominantes, apoiados pela luta insana da imprensa diária; o clamor dos pais, pelo indiferentismo do governo para com a instrução nesta terra, subia já às raias de justificável indignação, tanto mais justa quanto é certo que cidades de menos importância dos sertões do nosso Estado possuem, muitas delas, mais de um estabelecimento de ensino mantidos pelo governo estadual. 

O ensino público no nosso Estado - toda a gente sabe - é largamente defendido e muito sabiamente; no entretanto, resultava em contraste a nossa S. Vicente, partícula deste mesmo Estado, sem um grupo escolar, sem mesmo um estabelecimento de ensino capaz de levar seus filhos a obterem os necessários ensinamentos para a grande luta pela vida! E passada a borrasca, que parecia cada vez mais tenebrosa, vem hoje a bonança, aliás muito promissora para o futuro de nossos filhos. 

S. Vicente exulta, e exulta com muita razão! 

A idéia concebida por Adaucto Felix de Lima e Manoel Henrique de Lima para a fundação desta escola onde a infância vicentina recebesse os rudimentos da instrução, e amparada pelo coronel José Lopes dos Santos, capitão Antão Alves de Moura e Joaquim Duarte da Silva, teve a sua realidade em 10 de junho de 1893, com a fundação da Escola do Povo, que durante dezoito anos viveu com a cooperação de muitos cavalheiros desta terra, entre os quais Francisco Emilio de Sá, Julio Mauricio da Silva, Luiz Yaukens, João Wenceslau Emerick, Alexandre Santos, dr. Percio de Souza Queiroz e Jeronymo dos Santos Moura - espalhando a instrução aos filhos de S. Vicente.Em reunião de diretoria de 18 de junho de 1910, o presidente, dr. Percio de Souza Queiroz, declarou ter recebido cartas e telegramas do sr. secretário do Interior, propondo reunir as escolas públicas desta cidade, na Escola do Povo.Essa proposta foi largamente discutida, ficando resolvido que a diretoria, depois de ouvir a assembléia geral, apresentasse ao governo as condições pelas quais seria aceita a sua proposta. 

As bases apresentadas pela diretoria, que julgou satisfazerem os interesses da sociedade, foram as seguintes: 

"1ª - Será fundado um grupo escolar no edifício da sociedade; 

2ª - Esse grupo terá a denominação de Escola do Povo; 

3ª - O governo colocará nesse grupo os professores que a sociedade contratou para o seu serviço e que são diplomados pelo Estado; 

4ª - O governo obriga-se a construir um salão com capacidade suficiente para instalação da aula de música e teatro infantil; 

5ª - Do terreno da sociedade serão destacados trinta metros e respectivos gradis que continuam a pertencer-lhe, na frente da Praça Coronel Lopes, fazendo esquina com a Avenida Misericórdia e fundos até a Rua Padre Anchieta, e neste terreno será construído o referido salão; 

6ª - A sociedade só entrega ao governo o edifício e sua sede, à Praça Coronel Lopes, com sessenta metros de terreno e fundos até a Rua Padre Anchieta, e tirando todos os móveis, utensílios e o mais que nele existe, que continuam a pertencer-lhe". 

O governo aceitou as condições acima propostas, com exceção da que se refere à colocação dos professores no próprio Grupo Escolar, por ter dúvida quanto aos mesmos terem o tempo necessário de ensino em escolas públicas, que lhes dê direito a esse lugar, mas comprometeu-se a dar-lhes colocação vantajosa em outras escolas, se a lei não lhe permitisse nomeá-los para o nosso grupo. Também não aceitou o encargo de construir o salão pedido, mas contribuiu com a importância de 15:000$000 para esse fim. 

E em assembléia de 15 de julho de 1910 era o edifício da sociedade Escola do Povo doado ao governo do Estado e concedidos ao presidente da diretoria, dr. Percio de Souza Queiroz, todos os poderes necessários para, em nome da sociedade, entregar ao governo o seu prédio à Praça Coronel Lopes, assinando a respectiva escritura de doação. 

Em 29 de julho de 1911, após dezoito anos, um mês e dezenove dias, era dissolvida a sociedade Escola do Povo, por não ter mais razão de existir, porquanto, com a entrega do seu edifício escolar ao governo, desistiu de prosseguir nos fins para que foi criada, sendo o seu material escolar entregue à Câmara Municipal de S. Vicente, para uso das escolas municipais. De posse do edifício, o governo do nosso Estado levou cerca de dois anos para adaptá-lo convenientemente para o funcionamento do desejado grupo escolar desta cidade. 

Após uma luta insana dos dirigentes do governo municipal, S. Vicente conseguiu ver as portas da instrução abertas para os seus filhos que por aí viviam atirados à ignorância por culpa exclusiva do Estado, que protelava, injustificadamente, os serviços necessários à adaptação do majestoso edifício que se ostenta na Praça Coronel Lopes. 

É justificada, pois, a satisfação que desde há dias vem se notando na população vicentina pela instalação, que se verifica hoje, do Grupo Escolar. 

O belo edifício está todo internamente engalanado com flores, palmeiras e festões, num aspecto garrido e surpreendente. Os salões das diversas aulas, ornamentados pelos próprios professores, dão uma idéia chique da bela festa de hoje, nesse estabelecimento de ensino.À hora em que lá estivemos ontem, grande era a azáfama na decoração do edifício. Desde a entrada pendem cordões de flores entre palmeiras artisticamente distribuídas. 

O Grupo Escolar de S. Vicente, que hoje faz a sua inauguração oficial, está sob a direção provecta do sr. Antonio de Mello Cotrim, e as aulas estão assim distribuídas: 

Secção feminina: 

1º ano A - professora d. Lucia Bressane - 51 alunas; 1º ano B - professora d. Iracy Nogueira Wuitke - 41 alunas; 2º ano - professora d. Idalina Viégas - 37 alunas; 

3º ano - professora d. Maria Adelaide - 37 alunas. 

Secção masculina: 1º ano A - professora d. Domitilia Menezes - 61 alunos; 1º ano B - professora d. Amelia Pinto do Valle Moura - 49 alunos; 2º ano - professor Osorio Bella - 48 alunos; 3º ano - professor Carlos Borba - 32 alunos. 

As salas dessas aulas acham-se garridamente ornamentadas impressionando agradavelmente ao visitante. Na sala do 3º ano espalham-se pelas paredes escudos homenageando Portugal, Chile, Argentina, Inglaterra, Suíça, Turquia e Espanha, sobre os quais a bandeira do respectivo país entrelaçada com a da nossa pátria. Também vê-se escudos com os nomes do Brasil e Estado de S. Paulo. Na lousa, sobre festões, vêem-se dois escudos com os nomes do dr. Rodrigues Alves, presidente do Estado, e dr. Altino Arantes, secretário do Interior.O sr. Antonio de Mello Cotrim, a fim de que todos que se interessam pelo progresso do ensino público, nesta cidade, possam compartilhar das festas comemorativas da instalação do nosso Grupo Escolar, dirigiu convites especiais somente à imprensa e às autoridades locais, esperando, por isso, o comparecimento de todos os cavalheiros e exmas. famílias.As festas inaugurais terão começo ao meio dia. A essa hora, o diretor do grupo, corpo docente, autoridades locais, representantes do governo e da imprensa percorrerão todo o edifício. 

Depois de pequeno descanso, passarão todos para o teatro do Club Vicentino, onde, pelos alunos do grupo, será executado o seguinte programa: 

Primeira parte: 

I - Hino Nacional, cantado pelos alunos do 3º ano. II - Hino de Saudação, cantado pelas alunas do 1º ano A, feminino. III - "A Escola", poesia pela aluna do 2º ano, Mercedes Cotrim. IV - "A Pátria", poesia pela aluna do 3º ano Mathilde de Souza Queiroz. V - "13 de Maio", poesia pelo aluno do 2º ano, Rubin Cezar Alves. VI - Discurso pelo aluno do 3º ano, Edison Telles. 

Segunda parte: 

VII - Valsa das Setas, pelas alunas do 1º ano A, feminino. VIII - "Nobre ambição", poesia pelo aluno do 2º ano, David Pimenta. IX - "A Bandeira", poesia, pela aluna do 3º ano, Carmen Vasques. X - "13 de Maio", poesia pelo aluno do 3º ano, Firmino Pacheco Júnior. XI - "A Tosca" (piano e violino) pelo aluno do 3º ano, Mario Santos, acompanhado pela senhorita Noemia Santos. 

Terceira parte: 

XII - Saudação, pelos alunos do 3º ano. XIII - Discurso, pela aluna do 3º ano, Jenny Roso. 

XIV - "A Escola", poesia pela aluna do 3º ano, Leduina Riedel. XV - "As Caravelas", poesia pelo aluno do 2º ano, Renato Pimenta. XVI - "A Escravidão", poesia pelo aluno do 2º ano, Ignacio Requeijo. XVII - "A Esmola do Pobre", poesia pela aluna do 3º ano, Edith Roso. XVIII - "Serenata de Braga" (piano e violino), por Mario Cotrim, acompanhado pela senhorita Durcilia Garcez Freitas. 

Quarta parte: 

XIX - "Ante a bandeira", poesia pela aluna do 3º ano Vicentina Vianna. XX - "A Bandeira", poesia pelo aluno do 2º ano, Jayme de Moura. XXI - "Hino à Bandeira", pelos alunos do 3º ano. Todos novamente no edifício do Grupo Escolar, e depois do necessário descanso às crianças, será executada a Quinta parte: - Ginástica com bastões pelas alunas do 3º ano. - Ginástica simples pelos alunos do 3º ano. (Fonte: Novo Milênio) 

Primeira denominação foi “Escola do Povo” 

A história do Grupão começou no dia 10 de junho de 1893, no armazém de secos e molhados do capitão Antão Alves de Moura, onde um grupo de cidadãos vicentinos decidiu fundar a Escola do Povo. A maioria pertencia à Loja Fraternidade de Santos, que auxiliou no trabalho de construção do prédio.A unidade chegou a funcionar provisoriamente na Praça João Pessoa (antigamente conhecida como Largo Batista Pereira) e na Rua XV de Novembro, antes de se transferir definitivamente para a Praça Coronel Lopes, em 1898.Em 1913, a Escola do Povo passou a ser administrada pelo Governo do Estado, que resolveu ampliá-la, construindo um prédio em forma de U, dando fundos para a Avenida Padre Anchieta. Passou a ser denominada, então, Primeiro Grupo Escolar de São Vicente, com oito classes.Em 20 de dezembro de 1979, o Estado mudou mais uma vez a denominação, agora para Escola Estadual de Primeiro Grau Ziná de Castro Bicudo, que permaneceu até a desativação do imóvel como unidade escolar, há cerca de três anos, passando a ser ocupado pela Diretoria Regional de Ensino.A desativação da escola foi justificada pelos investimentos realizados pelo Estado em São Vicente, que ampliou a rede escolar em vários bairros. (A Tribuna, 26 de julho de 2004) Bico de pena de Edson Telles de Menezes do primeiro grupo escolar (grupão) no final do século XIX na Praça João Pessoa.







































Certificado de conclusão do 4º Ano da Escola do Povo, frente verso, emitido em 20 de dezembro 1926 ao aluno Silvéro Pandozzi Júnior. Acervo: Wlaney La Petina, sobrinho-neto do diplomado.